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Depoimentos Caminhantes

1214 - Tatiana Dianesi - de  08/10 a 18/10/2014.

Quando eu tomei a decisão de fazer o Caminho já sabia que minha vida mudaria em muita coisa, que eu não voltaria a mesma, que eu refletiria tudo que eu fui até aquele momento. Mas mesmo tendo todas essas certezas, eu fui surpreendida do primeiro ao último dia e na verdade até hoje.

Saí de Santana de Parnaíba me julgando fraca perante os demais, acreditando que teria mil e uma dificuldades, muitas dores, muito cansaço, problemas em me adaptar, etc, etc, etc. Foi difícil sim, não posso dizer que é fácil caminhar com bolhas em todos os dedos dos pés e com um sol de 40º te acompanhando o dia todo, mas isso tudo me fez mais forte e comprometida com o meu objetivo.

É difícil, ou quase impossível, dimensionar o que eu senti nessa jornada e até mesmo organizar os pensamentos e colocar no papel. Foram tantas sensações, tantas reflexões, milhares de meias verdades e falsas felicidades saindo de mim e me deixando mais leve que eu nem conseguiria falar ou escrever com detalhes.

O que posso falar com propriedade é que eu consegui me libertar de muita coisa que me sufocava, deixei minha essência florescer novamente, me joguei no mundo com a cara e a coragem que tanto me faltavam, aprendi a ser uma pessoa mais grata, olhar pro próximo com carinho e ter prazer em ajudar e ser ajudada. Tive também a oportunidade de descobrir quem eu quero e quem eu definitivamente não quero ser, pude rever conceitos que eu jurava serem verdade absoluta e que de verdade não tem sentido nenhum.

Conheci pessoas incríveis, recebi água de quem não me conhecia e nem sabia minha história e mesmo assim me ajudou sem esperar nada em troca, senti a necessidade de me abrir e contar coisas que não ousava falar nem pra minha consciência, revelar o que tenho de bom e ruim, me aceitar e aceitar o próximo como ele é.

Tudo o que eu vivi nesses 11 dias vão me acompanhar sempre e pra sempre. E eu só tenho a agradecer a tudo, a todos e a mim.

Hoje eu sei do que sou capaz e que posso chegar onde eu quiser.

ESSE CAMINHO É ABENÇOADO, ILUMINADO E MÁGICO.

GRATIDÃO / NAMASTÊ!!
 

Atenciosamente,

Tatiana Dianesi
(11) 95201-0984


"Se você não pode mudar seu destino, mude sua atitude!"
( Amy Tan )

 

 

 

1213 - Tatiane Araújo Cordeiro - de 13 a 23 de agosto de 2014

Quero começar do fim, pois não me lembro de quem eu era antes do caminho, ou talvez eu não soubesse.

Hoje sinto muita gratidão e agradeço a todos que me ajudaram direta ou indiretamente a participar desta peregrinação.
Chegamos em Águas de São Pedro, atravessamos a cidade e encontramos o famigerado e tão esperado Tiago, nessa hora algumas perguntas fermentam na cabeça: E agora? O que vou fazer com tudo isso que recebi? Será que vou dar conta? Será que merecia ter recebido tanta coisa boa em tão pouco tempo?
Até hoje um mês quase depois ainda não respondo claramente essas perguntas, mas a cada dia ainda me sinto no Caminho e que esses 11 dias foram apenas preparatórios para a longa caminhada que enfrentarei para dentro desse universo chamado EU, já procurei algumas palavras na nossa língua portuguesa para traduzir essa viagem e as únicas que cheguei mais perto é “Só fazendo para saber o que é”.

Do ponto de vista técnico a rotina diária é praticamente a mesma, acordar, tomar café, caminhar, caminhar, caminhar, chegar, escalda pés, almoçar, tomar banho, lavar as roupas, cuidar das bolhas, descansar, ler, conversar um pouco e dormir. Simples e até monótono pra quem não conhece, mas fascinante e envolvente pra quem está dentro ou quem já fez algo do tipo, tão envolvente que eu com a minha preparação toda física de anos de corrida fiquei parada no penúltimo e antepenúltimo dias, parecia que eu dava um passo pra frente e dois pra trás tudo porque eu queria ficar caminhando, como não foi possível continuar, terminei a minha jornada no caminho do sol e com um grande aprendizado: vim pra essa vida para peregrinar.

Tatiane

 

 

1212 - Zaane Maria Martins de Castro - de 27/08/2014 a 06/09/2014 

Amiga  Fátima,

adorei fazer o caminho. Os  irmãos foram ótimos.O Antonio sempre correndo para chegar ao desconhecido para lavar logo a roupa, se ele pudesse levaria uma máquina de  lavar. O Zé e o seu eterno bálsamo de Benguê e mais uns  paliativos importados sempre pronto para espirrar na  gente. O Gustavo ( o futuro genro que ganhei) também tido como o bebê, o junior, o burro de carga e o  guistavo na língua do Antonio,  foi o meu  grande companheiro. A Cássia amiga de décadas sempre pronta com os remedinhos para tudo (bendita a "farmácia"dela)  e com sua fé inabalável.

Nossos cajados eram: VIVER, OUVIR, COMPARTILHAR,APAIXONAR e LUZ. A minha filha Maressa fez a seguinte frase "O caminho da vida é longo mas não é infinto, por isso VIVA com intensidade, OUÇA com sabedoria, se APAIXONE pelos seus sonhos e os COMPARTILHE com o mundo, pois somos seres cheios de LUZ".

Eu vivi uma relação de amor e raiva com o meu cajado VIVER, quando estava feliz tocava o chão de manheira suave, mas quando estava com raiva o  coitado sofria.

Gostei de todo o pessoal que fomos deixando fisicamente mas levando no  coração. Duas coisas me chamaram a atenção :o jardim japonês e o Cristo no meio do nada. 

Gostei muito da Cristina.

Mombuca nos ofereceu   o que  ela tinha.

Enfim gostei tanto que estarei de volta dia 19/11/2014.

Um grande abraço.

Zaane.

 

 

1211 - Gustavo Alexandre Senger Moura - 24/10/2012 a 04/11/2012 - Grupo Vitória

O que eu estou fazendo aqui?

Com certeza me perguntei várias vezes durante o Caminho. Várias respostas eu
poderia dar:
- para ver como me comportaria no Caminho de Santiago;
- para testar a minha organização, planejamento e direção;
- para dar um tempo no meu dia-a-dia;
- para conhecer pessoas;
- para passear;
- para tirar fotos;
- para conhecer o meu "EU" interior;
e muitas outras respostas que formulei e pensei antes do dia 24 de
outubro.

Mas não tinha o entendimento do que o Caminho faria comigo. Você deixa a
teoria e vai para a prática. Conhece a Simplicidade da Vida. Valoriza
pequenas ações e coisas.
Você não conhece pessoas, você convive, compartilha e se relaciona com
pessoas que você nunca viu. Você recebe ajuda de pessoas (hospedeiros,
voluntários, anjos) nos momentos que você nunca imagina e mais precisa.
Você conhece seus limites e ultrapassa-os. Você sente Gratidão.
Você ajuda e é ajudado.

No nosso grupo tínhamos 4 homes (valentes) e 11 mulheres (guerreiras), e
aprendemos uns com os outros. Tanta riqueza nas bagagens de cada um,
compartilhada de coração com o grupo. Tudo intenso.

Escutamos tudo o que o Palma e os voluntários falaram, e acreditem nos foi
muito útil.

Sou extremamente grato a todos que interagiram comigo antes e durante o
Caminho, pois marcaram fundo o meu coração.

Caminho do Sol pra mim: Intenso, Limites e Gratidão.

Respondendo a pergunta do início do texto eu diria agora: Experimentando,
Aprendendo e Agradecendo.

Abraços a todos,

Gustavo Alexandre Senger Moura

 

1210- Harryson Machado, de 16 a 26 de julho de 2014

Queridos,
Tenho um referencial de conduta de um cara chamado William Shakespeare que diz assim:
"Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém.
Posso dar apenas boas razões para que gostem de mim,
E ter a paciência para que a vida faça o resto"
Eu sou um pouco tudo isso. Na primeira afirmativa (a que mais me identifico) tem a verdade que perpassa com muita fidelidade a minha forma de ser. Sou um cara meio "grosseirão" na melhor acepção da palavra, pois não faço muita firula e nem assumo um papel de "oi tudo bem!" para tudo que vejo. Muito ao contrário disso. Sou um cara direto, objetivo, crítico e cujas palavras não são ditas ao vento. Na segunda afirmativa está todo o meu  lado emocional; tenho um abraço maior que os meus braços; um sorriso com mais dentes do que o normal; uma lágrima que nunca seca diante da injustiça, da dor e da ingratidão do/com o meu próximo. Na terceira afirmativa está a minha confiança em Algo maior do que eu, que conduz tudo e todos.
E aí você pode se questionar: que e-mail é esse? Qual é desse cara? Por que/Pra que dizer tudo isso?
Confesso que eu também poderia pensar assim também.
Queria começar este e-mail desta forma para dividir com vocês um pouco mais da minha experiência vivida no Caminho do Sol e as minhas impressões gerais da recepção que tive ao ultrapassar o portão da casa/aconchego Arapongas. Meio que continuando aquele papo da mesa de jantar.
Tenho 51 anos e estou um pouco na fase de eu e meus livros. Fase que também conclui que os amigos que tenho já são suficientes. Um pouco de saco cheio (quase intolerante) para o lero lero inicial nesses apertos de mãos que a vida vai nos apresentando...
E aí fui eu fazer o Caminho do Sol, meio que com a pretensão do silêncio individual (no máximo quebrado pela presença da minha mulher, Lourdes) somado ao desafio de cumprir um percurso cujo número (240km) trazia consigo a frase "vai ser um perrengue, porém será gratificante tocar o sino ao final".
Voltei para casa com os meus 51 anos, com os meus livros na estante me aguardando para abri-los, com saco ainda cheio desse lero lero de apresentações iniciais. Porém, percebi que os amigos já garantidos devem e merecem saber através de mim quão gratificante foi estar diante de pessoas e desafios que a nossa "zona de conforto", muitas vezes impostas por nós mesmos, nem de longe conseguem avaliar.
Escrevi no caderno de mensagens do Arapongas que estaria aqui no Rio mais atento em valorizar os sinais que a vida iria colocando na minha vida, tal qual as setas amarelas que nos guiaram ao longo do caminho. Com toda certeza não terei o privilégio de passar por uma seta amarela no meu ir e vir diário, muito longe disso, mas o referencial que ela marcou na minha retina interior espero nunca mais perder.
E além das setas e do caminho, estão as pessoas. Os peregrinos que comigo encararam o desafio, automaticamente, já ocupam lugar na minha agenda de vida.
Gostaria de somar a isso tudo a oportunidade de tê-lo conhecido.
Ficou marcado, para mim em particular, pelas palavras ditas e muito mais pelas não ditas. O trabalho dos voluntários, de doação pelo próximo, foi determinante para que formulasse a resposta a ser dada para todas as pessoas que me perguntaram se valeu a pena a caminhada: "Sim valeu a pena!"
Por isso e por tudo isso, formulo mais uma vez o meu "Muito obrigado!".
Sei que fomos um grupo atípico para vocês: polemizamos em relação a uma pousada; tivemos que ser levados para um outro espaço (muito obrigado de novo); fomos a uma comemoração "fora de hora" (a convite de vocês, kkkk); batemos mais fotos que, creio eu, o normal; e dividimos com vocês os parabéns para um irmão sacerdote (muito me honrou).
E que temos para agora?
A minha vontade de manter uma amizade com vocês. A minha saudade de tudo que vivemos ao longo de todo Caminho do Sol. A minha alegria de ter tocado o sino. O meu fortalecimento diante dos desafios da vida. A minha recarga na fé na/pela vida.
O meu forte abraço e a minha amizade à sua disposição hoje e sempre.
Em tempo: solicitei a minha inserção no grupo do Yahoo.
Fique em paz
Harryson  Machado
E-mail: harrysonmachado@sbadv.com.br<mailto:emaildofuncionário@sbadv.com.br>
 

 

1209 - Juliana Domingues Zucchi, de 16 a 26 de julho de 2014

 

O Caminho do Sol me ensinou a CONVIVER COM AS DIFERENÇAS e a beleza da
SERENIDADE ao caminhar seja sob sol ou sob chuva. A FÉ refletida nas coisas
mais simples e o FATO de que haverá SUPERAÇÃO a cada passo se tornaram
possíveis a cada dia. E AO FINAL, as COURAÇAS QUE FICAM são as amizades que
fiz, os momentos que vivi e a alegria que senti guardadas PARA SEMPRE em meu
coração.

 Abs,

J

 

 

1208 - Tiago Araújo, de 15 a 25 de julho de 2014 

PEREGRINO DA CANA
Cana caiana,
Sacana com a gente,
Estrada de cana,
Só cana na mente.
 
Um mar de doçura,
Brigando com a gente,
Não provo do mel,
Mas fica na mente.
 
Estrada de terra,
Poeira na gente.
Em cada pegada
Deixei uma semente.
 
Sou eu com essa cana
E Deus com essa gente.
 
Tiago Araújo,
25/07/2014

 

 

 1207 - Felipe Henrique - de 18 a 28 de junho de 2014

*Saudações a todos!*

Envio esta mensagem para agradecer a todos vocês que preenchem o Caminho do
Sol com energia e movimento,
graças a cada peregrino que já percorreu essas terras, a cada voluntário,
hospitaleiro e organizador desse projeto,
pude encontrar tantos presentes e lições de amor pra uma vida inteira em
apenas 11 dias!

Espero poder somar de alguma forma com tanta coisa boa... *Abraços a
todos!!!*

Abaixo, compartilho com vocês um humilde poema,
inspirado pelo Caminho.


~Poesia Peregrina~

O caminho que nasce cada dia
nos passos que o Peregrino dá
enche a terra com as alegrias
dos encontros que há por lá.

Os pés que agora descansam,
relembram bolhas e causos,
rastros feito de história e sonho,
das pegadas que não se apagam.

Pensar no caminho já é estar nele;
A alma cheia de trilha, agradece;
O corpo instrumento se afina;
No cajado uma fé, uma prece.

A Santiago querido, olhar grato e alegre,
por aprender a levar meus amigos,
no meu coração peregrino,
pela estrada da vida que segue.

~ felipe henrique ~

 

 

1206 - Rodrigo Pimenta - de 07 a 17 de maio de 2014

Caminho do Sol, um caminho acolhedor.
Olá querido amigos, escrevo para agradecer a oportunidade de VIVER o Caminho do Sol.
Iniciei minha jornada no dia 6 de maio quando cheguei na Pousada em Santana de Parnaíba e o bate papo com o Palma já estava avançado. Ele pacientemente explicou rapidamente as informações que já havia passado aos meus colegas de caminhada Sônia e Thiago e retomou do ponto que havia parado. Pra falar a verdade pouco assimilei das informações, devido ao turbilhão de emoções e pensamentos que me vinham à cabeça naquele momento, mas foi muito importante ter alguém com quem conversar antes de começar. Mais tarde quando eu já estava deitado chegou a Elisa, última componente do grupo.
Acho interessante como pessoas que não se conheciam, tornam-se “amigas de infância” durante o caminho. Algumas situações vividas, pensamentos revirados, vontades esquecidas, coisas que você não tinha revelado pra ninguém simplesmente saem da sua boca, e pasme, com uma pessoa que você conheceu há poucos dias...
A recepção em cada pousada é algo impar, não da pra explicar com palavras, pois o que recebemos é muito mais do que um teto e comida, são gestos, ações e lições que alimentam a alma e o nosso Ser. Um gesto, uma palavra faz toda diferença em nossa vida e vivenciei isso no Caminho com o voluntário de um trecho, talvez ele não tenha se dado conta do bem que me fez num simples bate papo, mas tenho certeza que sentiu em seu coração. O monitoramento que cada hospitaleiro faz com os peregrinos é fantástico, conseguem nos acompanhar física e virtualmente, pois sabem quando “devemos” chegar e possivelmente quando precisamos de ajuda.
A você que está pensando em fazer o Caminho, mas não tem preparo físico, venha, pois o Caminho te prepara. Mas respeite teus limites e escute seu corpo, pois o peregrino anda o quanto pode e não o quanto quer. E se você já está acostumado com atividades físicas e acha que os trechos são muito pequenos e quer desafios maiores, não se engane, pois os trechos não são tão simples como parecerem e não deixam nada a desejar para quem está acostumado a caminhar. O Caminho é um bom professor, em todos os sentidos...
Algumas pessoas quando planejam fazer o caminho, não incluem no roteiro a saída de Santana de Parnaiba e dormir em Águas de São Pedro e perdem uma grande oportunidade de conversar com o Palma, idealizador do Caminho do Sol e uma pessoa diferenciada. A cerimônia realizada na Casa de Santiago é algo mágico, o Café com prosa é maravilhoso e são nesses momentos que constatamos como o Palma é... vou chamá-lo de diferenciado novamente para que você tenha a oportunidade de conhecê-lo e tirar suas próprias conclusões.  
Palma, voluntários e toda equipe do Caminho do Sol, sou muito agradecido por tudo !!!
Grande abraço
Rodrigo Pimenta

 

1205 - Silvana Bianchi - de 16 a 26 de outubro de 2013

É preciso acreditar pois tudo acontece na hora certa, nem antes nem depois.
E foi apostando no verbo ACREDITAR que realizei meu sonho em percorrer o
Caminho do Sol.
Sempre acreditei de que seria capaz; as dificuldades aparecem, mas o Caminho
mostra que você é capaz de vencer e de aprender com os obstáculos que hora
ou outra aparecem, a dor, a saudade, a falta de água para beber, a chuva ou
o sol escaldante. Um passo de cada vez e você revive seus momentos e se
percebe vivo para os momentos que virão. Cada peregrino com o seu propósito.
O Caminho esta ali e é incrível sentir a forca que te impulsiona a
continuar; é reconhecer os sinais que ele te mostra a todo instante.
Onze dias nos quais conhecemos os "amigos do caminho", "animais do caminho",
as ¨flores do caminho", "as comidas do caminho", enfim, aprender a viver a
vida na sua plenitude, cada dia uma descoberta do viver aqui e agora. Cada
dia é uma contemplação da sua superação. É ter a certeza de que o teu passo
transforma o longe no perto. É perceber sua mente tranquila e vazia.
Acho que posso dizer que é um renascer, é ver o mundo e as pessoas de outra
maneira. É um reencontro do que você foi com a descoberta do que você é.
Palma, um grande abraço e até breve!!!
Silvana Schanosky Bianchi

 

1204 - Tânia Passoni Fernandes - de 19 a 28 de setembro de 2013

Queridos,
>
> A semana passou rápida e serviu para sarar os pés e pernas da canseira da
> estrada.
> Confesso, apesar de feliz, que está difícil ficar fechada o dia todo nesse
> escritório depois do que vivi.
> Já me deu, não sei quantas vezes, vontade de sair porta fora e "garrá
> trecho".
> É esse o choque que acontece na volta, a gente realmente vislumbra outras
> maneiras de viver...
>
> Prazer enorme ter conhecido tanta gente boa, novos amigos que viram a
> extensão da nossa família.
> Um enorme abraço no coração de cada um de vocês, neste dia especial, de São
> Francisco de Assis, com todo seu amor.
>
> Agradeço pelo carinho através dos empréstimos das meias, nebacetin,
> micropore, canivete, canga (essa eu ganhei) kkk... quase emprestei as calças
> também!! mas tive quem as costurou quando precisei.
> Agradeço pelas palavras ou o silêncio de cada um, na exata medida que foi
> necessário.
>
> Participamos do "cafécomprosa" e saímos de Águas de São Pedro no domingo,
> 29/09/2013, soma tudo...8 de novo.
> Entendo como fechamento de um importante ciclo... perfeito e infinito, de
> novo!
> Aos que não entenderam, vejam nosso registro do livro em Arapongas.
>
> Palma, obrigada por esta oportunidade. Impossível não ampliar os horizontes!
> >
> Tânia
> > Cascavel - PR - >
> Serão sempre bem vindos!!

 

1203 - Rosa Maria Cezar

Querido Palma,

 Quero "apenas "agradecer...

 

Sempre busquei viver minha vida de modo a valorizar o essencial

mas fica muito difícil andar por esse caminho qdo a maioria valoriza o ter.

A gente prossegue remando contra a maré mas é nota quase que solitária.

Nada é suficiente qdo a gente vive em uma cultura que precisa do consumo desmedido

e desde a mais tenra idade nossos filhos são bombardeados com mensagens que os fazem crer que

PRECISAM disso e daquilo para encontrarem a felicidade.Vivemos em um mundo onde a competitividade

 corre solta e se vc não for altamente competitivo se sentirá um nada.

Isso causa muita angústia,ansiedade e sofrimento .Nada basta porque no dia seguinte já existem novos apelos,é claro.

Aí acontece o Caminho...com todo um novo Universo de possibilidades.

Entrar em contato consigo mesmo e com tudo o que realmente é essencial.Poder sentir o que realmente é importante,

não o que o sistema nos diz que é importante.Conduzir a própria vida com valores que são seus e não impostos por outros.

Dar o grande salto e escapar da armadilha.Uma outra forma de ver e viver a vida.

Foi isso o que ficou no coração do meu filho depois de tantos kms percorridos.

Penso que todos somos instrumentos de algo muito maior,então a Luz nos ilumina e assim tbém somos capazes de iluminar.

A Luz que o iluminou um dia e agora faz parte de vc prossegue iluminando caminhos...

Namastê

 

 

 

De presente segue uma oração que eu amo:

 

Que a benção de luz seja contigo...

A luz interior e a luz exterior.

Que a santa luz do sol brilhe sobre ti e aqueça teu coração,

até que ele resplandeça como um grande fogo de turfa e assim o

forasteiro possa vir e nele se aquecer como também o amigo.

 

Que a luz brilhe de dentro de teus olhos como candeia colocada

na janela de uma casa oferecendo ao peregrino um refúgio na tormenta.

Que sempre tenhas uma saudação amiga aos que passam

por ti ao longo dos caminhos.

 

E que a benção da chuva suave e boa seja contigo.

Que ela tombe sobre tua alma para que todas as pequenas flores

possam surgir e derramar suavidade na brisa.

Que a benção das grandes chuvas seja contigo,caindo em sua alma

 para lavá-la bem lavada nela deixando muitas poças reluzentes,

onde o azul do céu possa brilhar e às vezes uma estrela.

 

E que a benção da grande terra seja contigo.

Que a terra seja macia debaixo de ti quando nela repousares,

cansado,no fim do dia.

E leve ela descanse sobre ti quando,no fim,te deitares debaixo dela.

Que a tua alma cedo se liberte de seu peso,

livre e leve no caminho de Deus.

 

E agora,que o Senhor te abençoe.

Com toda a bondade,te abençoe.

Você sempre estará presente em minhas orações.

Com carinho,

Rosa Maria

 

 

 

 

 

1202 - EDSON HENRIQUES RODRIGUGES - de 3 a 13 de julho de 2013

 

 

Período do percurso: de 03 a 13 de Julho de 2013.

 

Há uns quinze anos eu e meus amigos  costumávamos percorrer  trilhas de moto aqui em nossa região - ABCDM Paulista -  e essa atividade carregava minhas baterias constantemente . Aos poucos a turma foi diminuindo, desanimando, vendendo as motos, enfim, envelhecendo e parando de vez.

 

A sensação de estar faltando alguma atividade “esquisita” já começava  a me incomodar de verdade e a máquina do dia-a-dia ajudava a aumentar o imenso vazio que eu sentia. Nesse contexto foi que ouvi falar sobre o Caminho do Sol. Após algumas pesquisas pela internet finalmente resolvi: vou fazer esta caminhada!

 

Comuniquei minha decisão aos amigos na esperança de que alguém se candidatasse a me acompanhar nessa peregrinação, foi quando notei e a perguntas eram sempre as mesmas: 

 

Você está louco ??? Duzentos e quantos quilômetros???  Na sua idade??? Só você mesmo....Na verdade, somente um levou minha proposta a sério e até foi assistir a palestra comigo, contudo, abortou o projeto também me indagou: o que você pretende fazer lá ??? Também não sei, respondi.

 

Então meus amigos: Eu ainda não sei por que fiz essa caminhada! Talvez nas próximas horas, nos próximos dias, meses, anos, quem sabe quando caírem todas as fichas eu consiga lhes responder.

 

Apesar das dificuldades que tive, das ansiedades, das dores e do cansaço, estou me sentindo muito bem, e isso, já me é o bastante ! 

 

Eis algumas mensagens que recebi nos onze dias de minha caminhada:

 

 O caminho por si só nada quer dizer se não houver a presença dos caminhantes, dos andarilhos, dos peregrinos. Ele sempre esteve lá, ele sempre estará lá, e nós é que passaremos...experimentem.

 

O caminho somos nós mesmos, com nossos defeitos e virtudes.

 

O caminho é mais luz para nosso dia-a-dia e para nossas almas.

 

O caminho, no mínimo, é uma grande oportunidade de introspecção e reflexão sobre nossas vidas, sobre tudo e todos que nos rodeiam, e onde nos encontramos nesse contexto.

 

Aos que estão lendo os depoimentos dos caminhantes como eu fiz, não hesitem! VÃO E PRONTO !!!

 

O caminho estará em sua cabeça e não no seu corpo.

 

Como tudo na vida, se no seu caminho houver um “X”, é necessário entender que para cumprir o percurso que foi idealizado, será necessário retroceder e encontrar novamente as “setas”. Isso é muito diferente de “ser proibido” – a escolha será “sempre” sua.

 

Meus agradecimentos:

 

Aos Santos que nos acompanharam na empreitada: São Cajado, São Própolis, São Gelol, Santo Nebacetim, Santa Vaselina, Santo Bepantol Baby, São Micropore, e tantos outros Santos e Santas que nos acudiram nos momentos de dificuldade e de dor.

 

A minha filha Mariana por haver me apoiado. A minha esposa Márcia por ter “me  liberado” para essa “suposta loucura”, e também por resgatar o que “havia sobrado de mim” lá em Águas de São Pedro.

 

Aos que nos receberam de braços abertos em suas pousadas e albergues, aos anjos do caminho, aos voluntários, ao Saci Pererê, aos mantenedores, aos anônimos, a Fátima pelo apoio logístico  e ao Palma pela idealização.

 

Meus agradecimentos especiais para minhas Companheiras Peregrinas:

 

Ana Júlia, Carla, Luiza, Marlene, Olívia e Priscila.

 

Edson Henriques Rodrigues (chiclets)

 

chiclets@acdchapas.com.br

 

 

 

1201 - Jânio Azevedo - de 10 a 20 de julho de 2013

Palma, boa noite!

Este é apenas em agradecimento pelo respeito que tem com os peregrinos que
percorrem o Caminho do Sol. A sua postura para conosco é digna, respeitosa,
acolhedora. Como você bem citou no discurso de entrega das credenciais e no
de encerramento, na entrega do Ara Solis: é um caminho de amor!  Quero
parabenizá-lo pela idealização e manutenção deste Caminho, que nos
proporciona momentos de agradável convívio, de contemplação, de reflexão, de
encontros (com nós mesmos e com o outro), momentos ímpares que ficarão
registrados em nossa alma – para sempre.

Parabéns pelo comprometimento!

Nosso grupo foi especial – com muita energia boa – e ainda estamos vivendo
as emoções do caminho nas trocas de mensagens, fotos, e-mails, sites...

Obrigado!!!

Abraço peregrino – de coração.

Jânio Azevedo

 

 

 

1200 -  Fernanda Ap. Sanson Durand, de 12 a 22 de junho de 2013 

Há cerca de 7 anos vi uma placa em Cabreúva, com um sol e uma seta amarela,
que acendeu uma luzinha dentro de mim de interesse. Pesquisei na internet e
fui descobrindo o CAMINHO DO SOL.
O tempo passou e somente agora tive a oportunidade de assistir à palestra em
Campinas e fazer o caminho de 12 a 22/06/2013.
É difícil descrever a razão pela qual quis fazer o caminho... é difícil
descrever a razão pela qual eu consegui chegar ao seu final... é difícil
descrever o que senti e aprendi durante o caminho... é difícil descrever a
sintonia tão especial que formou-se entre as duas outras maravilhosas
peregrinas que me acompanharam...
Talvez porque para  “descrever”  eu precise usar a razão, o consciente,
enquanto que o caminho do sol tem seus fundamentos por trás da razão, por
trás da consciência... em algo que esquecemos quando deixamos (ou
estranhamente nos esforçamos para deixar) de ser elementares, mas que está
dentro de nós. É uma centelha de luz que, em mim, ganhou um sopro
“reacendedor”  quando vi uma placa de sinalização.
Era o caminho me chamando... e eu fui!
Se é certo que o caminhante não exige, não posso exigir de mim respostas.
Mas, como também é certo que o caminhante agradece... eu agradeço! Elementar
assim...


Fernanda A Sanson Durand [ fernanda.sanson@agu.gov.br ]

 

1199 -  José Mauro Benette, de 08 a 18 de maio de 2013

 

DEZ PEREGRINOS (jornada de 08 a 18 de maio de 2013)

Um som abafado meio surdo, de aperto contra pequenos obstáculos, por vezes pouco arrastado e contínuo, com batidas compassadas e coordenadas; são pés firmes em busca da orientação. Não menos audível, sobressaindo nos entremeios, pequenas pancadas secas aparecem , que traduzem o som do inseparável amigo – o cajado.

Com esta maravilhosa “sinfonia” iniciamos nossos caminhos, deixando pouco a pouco marcas que evanescem ao tempo, mas deixam profundas lembranças em cada um de nós.

De início meio desorientado, procurando distinguir o rumo certo de passos e descompassos, quase que um pequeno caos, persistimos, seguimos e conseguimos a orientação e os sons vão se emparelhando até que em certos momentos tornamo-nos uníssono, em marcha firme a um objetivo coletivo com nuances individuais – o caminho de cada um.

Com momentos de vai e vem , uns e outros se agrupam e num repente , sem a menor explicação uma harmonia passa de invisível à palpável , e com ela a certeza de que teremos grandes momentos juntos.

E assim ocorreu.

A cada parte do trajeto, pessoas antes desconhecidas, se tornam almas cumplices de depoimentos que se afloravam em todos. E em cada um as emoções se harmonizavam ao som dos passos pelo caminho.

Aqui com um , ali com outro, todos descortinavam, momentos; seus momentos, com emoções variadas, dos pequenos risos e sorrisos, aos pequenos olhos marejados e o choro incontido, e tudo isto ao som da sinfonia do caminho – nossos passos.

Fantástico.

Fatos e lembranças nos remeteram a momentos de todas as idades, trazendo a tona um mundo de emoções; íamos da introspecção ao êxtase em segundos , bastando para isso apenas o se deixar levar. E momentos para isso não nos faltaram.

O olhar, momento de ver e enxergar; o ouvir;  o momento de não falar, o aceno simples para orientar, esses são momentos que nos fazem pensar.

O que de essencial o caminho pode nos dar? Para mim, sem dúvida é um significado maior para a palavra APRENDER

Aprender que o caminho não é uma distancia, que se pode por em metros ou quilômetros, mas sim um tempo; o tempo que leva um pensamento a vir tocar o seu (nosso) coração, e ele pode ter a duração de uma vida.

Não sei ao certo se aprendi, mas sei que a cada passo o fortalecimento de relações e amizade ficou incontestável; e por vezes se traduziu na revelação de sentimentos incrustados e esquecidos , dentro de nós, e que se afloraram como num campo fértil recebendo as sementes que se traduzirão numa arvore com raízes fortes que trarão os frutos que todos precisamos – compreensão e amor.

Nossos momentos por vezes  variaram de preocupantes a engraçados, mas simplesmente lhes digo:


       D ESAPEGAR


  
É

          LU Z IR

    P AULO – Voce provou que dor física não vence um pensamento
          N
E LMA – Sua superação mostrou a mulher forte que é

               R OBERTO – Voce acendeu a luz – do seu interior

  H E LENA – Como as mulheres gregas você guerreou e venceu a luta
                MI
G UEL –Prometeu e cumpriu, o caminho foi para suas filhas

       MAU R O – Aprendeu e liberou sentimentos

     MARC I A – Conquistou o caminho, pensando em sua jornada

            LI N DOMAR – Obrigado, você nos esperou 6 anos e nos deu paz

            YV O NNE – A preocupação deu lugar a felicidade


HAN
S –Simplesmente uma vitória sobre a vida e uma lição eterna-nunca desistir

Um grande abraço, e bom caminho

José Mauro Benette

Escrito em 02/06/2013

 

 

 

1198 - Regina Cavaler - 22.05.2013 até 01.06.2013. Com o Grupo Jovens há mais tempo!

Caminho do Sol
É um caminho maravilhoso!!!
Na emoção da chegada, não conseguimos expressar com palavras todo o sentimento contido... a doçura da amizade, o acolhimento pleno de energia que faz bem a alma, as boas conversas, a alegria compartilhada...
Caminhando a gente só confirma que a felicidade se encontra nas coisas mais simples da vida.
Lições diárias de amor, compreensão, solidariedade e muita generosidade de pessoas que fazem este caminho ser tão especial. Pessoas que sem nos conhecer nos acolhem, nos abraçam e tudo se torna perfeito... como tem que ser a vida!
A gratidão que fica a todos é imensa!!!
Tudo é intensificado neste caminho! Um lindo caminho de Amor!!!
E como nada é por acaso em nossas vidas... caminhar, conviver, compartilhar passo a passo, chuva e sol, tudo que um peregrino busca e na companhia de pessoas incríveis tornou este caminho ainda mais inesquecível!!!
A vocês: Ciro, Rita, Bira, Oscar, Dante, Cássio, Raniei, Solange e José Alberto...
 Obrigada de coração! Que Deus os proteja sempre!
Regina Cavaler

 

1197 - Agibert - Depoimento - No Caminho do Sol outra vez...
09/06/2013 22:15


Olá Fátima,
Boa noite!
Olha eu de novo "outra vez".
Quero muito poder percorrer o Caminho do Sol mais uma vez, tanto é que estou reorganizando minha agenda para poder me inscrever para uma das saídas deste mês, ou do próximo.
Estou fazendo contato com os amigos que conheci no caminho no ano passado esperando conseguir que nos reencontremos em uma destas saídas.
Ano passado preparei meu depoimento mas não sei se consegui fazer chegar até você, por isso resolvi te encaminhar hoje. Espero que possa publicar.
Muito obrigado.
Até breve.
Agibert
(11) 9.9939-9605

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Agibert = de 10 a 14 de julho de 2012 – Arasólis nº . 1511


No Caminho Sol outra vez...

É com grande satisfação que reafirmo que participar do Caminho do Sol é uma experiência sem preço, mas que vale muito; e põe muito nisso...

Esta é minha terceira vez no Caminho do Sol, e nenhuma das três foi igual, a não ser pela solicitude e o carinho dos hospitaleiros e dos anjos.

É prazeroso e importante acreditarmos que a vida pode ser melhor a todo instante, segundo a pós segundo, e é no Caminho que, de passo em passo, sozinho ou acompanhado, temos a oportunidade de nos reportarmos ao passado e abrirmos os olhos para o futuro e enxergarmos o quão maravilhoso é o mundo que nos espera no próximo passo.

Ao enxergar, ouvir, sentir a vida nas flores, no mato, na relva, no ar, anos luzes nos aguardam.

O MESMO DIFERENTE

Meu cajado e eu,

Eu e meu cajado,

Meu íntimo amigo.

Pegadas no Caminho.

Dele e minhas,

De outro de e outras,

De outra e de outros.

Pegadas iguais?

Não, apenas parecidas...

O mesmo Caminho.

Porém, diferente.

“O Caminho é de cada um”

O que vejo,

Tu vedes.

O Caminho é único.

Mas, nunca o mesmo.

No Caminho do Sol (Re) entrei,

E no mesmo Caminho,

Caminhos diferentes encontrei.

Um novo mundo.

Novas amizades.

Deixo este mundo com a certeza de que quando voltar (tenho certeza que o farei) o mesmo Caminho se me fará outro.

Levo comigo o amor hospitaleiro a peregrinar.

Passo... Passo... Passo...

Agibert

 

1196 -  Marcia Ramos [ marcia-ramos2003@ig.com.br ] de 08 a 18/5/2013

Não sabia direito como enviar meu depoimento, aí decidi mandar por aqui.
         Fazer o Caminho foi algo muito especial para mim, pois me levou a uma viagem
        ao passado de meus pais que me emocionou bastante. Estava tão preocupada com
       as minhas condições físicas para fazer o Caminho de Santiago e de repente
       nada disso era o mais importante, pois só o que se precisa é estar preparada
       espiritualmente e o Caminho do Sol me mostrou que eu estou.
       Durante o Caminho, vários poemas e canções vieram a minha mente. Entre elas,
      \\\"Se eu quiser falar com Deus\\\", de Gilberto Gil, o poema \\\"Tecendo a
     manhã\\\" de João Cabral de Mello Neto e um que no Arapongas, de Gibran
     Kahlil Gibran (O Profeta):
     \\\"Vós sois o caminho e os caminhantes
    E quando um de vós cai, ele cai pelos que estão atrás dele, um aviso contra
    a pedra no caminho
    Sim, e ele cai pelos que estão à sua frente, que apesar de caminharem mais
     rápido e mais seguro, não tiraram a pedra.\\\"
   

Abraço,  Mãrcia Ramos - São Vicente - SP


 

1195 - Alessandra Munhoz - Turma: 17/04 a 27/04/2013.

 
Este foi meu segundo “caminho” e pela segunda vez acompanhada pela pessoa que conquistou meu coração de uma forma calma, tranquila, persistente, impositora, amistosa e acolhedora. E foi desta mesma forma que também me levou a fazer o primeiro “caminho”.
 
E devo confessar que não sabia, nem imagina o que me esperava. Eu cheguei, querendo voltar. Comecei a caminhar com a certeza que não iria chegar ao fim. Não andei, marchei pelo “caminho”, resultado: muitas bolhas e dores por todo o corpo.
 
O primeiro encontro que tive comigo não foi fácil, nunca é! Olhar pra você e ter que reconhecer sua falhas, fraquezas, medos e incertezas é duro.
 
E assim foi o “caminho” duro muito duro, só me tratou da mesma forma que o tratei, pisei duro e ele respondeu prontamente com dor. Tentei ignorá-lo, mas ele não permitiu. Tentei fugir, mas nem o Claudio e nem a minha consciência permitiram.
 
Demorei pra entender como caminhar, mas nada como o cansaço físico e mental pra parar de lutar e começar a escutar as lições que o “caminho” me mostrava.
 
Um choro compulsivo lavou minha alma, o abraço silencioso que recebi do meu companheiro sem mágoas, sem cobrança me fortaleceu e a partir daí não marchei mais, simplesmente andei e assim o “caminho” se tornou mais fácil.
 
Consegui fazer as pazes comigo, afinal tive a oportunidade de rever meus erros, minhas falhas e poder corrigi-las.
 
Isto não era um castigo como eu imaginava, foi um presente maravilhoso.
 
Bem, ao final deste caminho quando bati as mãos no portão da última pousada decidi qual seria o próximo, o “Caminho do Sol”, o Claudio não acreditou e disse: “- você odiou todo o caminho, xingou, ficou brava todo o tempo e quer fazer outro? Vamos entrar realmente você não está bem!”
 
Para este me preparei melhor psicologicamente falando, tive receio de sofrer como no primeiro, mas meu fiel escudeiro não me deixou sozinha, veio me acompanhar, não permitir que eu desista. Esta possibilidade nem passava pela cabeça. Que mudança!
 
Comecei o caminho andando e não marchando, e assim fui bem recebida por ele, como também por todos os hospitaleiros e anjos.
 
Consegui conquistar o meu objetivo (assim espero) de buscar meu equilíbrio. E esta conquista se deve a colaboração de todo o grupo alegria. Aprendendo a lidar de forma mais tranquila com as diferenças.
Portanto só tenho a agradecer aos peregrinos: Ana Paula, Márcia, Silvana, Marlene, Marilza, Eva, Rodrigo e Ronaldo. A todos os hospitaleiros e anjos, e a você Palma por proporcionar a descoberta de nós mesmos.
 
E se vocês me permitem um agradecimento mais do que especial ao meu amor Claudio Morioka, por me acompanhar em meu próprio resgate.
 
Até mais.
 
Alessandra Munhoz – São Paulo

 

 

1194 - CLAUDIO MORIOKA - de 17 de abril de 2013 até 27 de abril de 2013.
O doce regresso ao lar
Minha primeira peregrinação foi no Caminho do Sol, no réveillon de 2009 para 2010. Foi uma experiência intensa, espiritual, poderia dizer até mística. Paz de espírito. Foi o que recebi do Caminho.
Ao final do Caminho, com aquela sensação de dever cumprido e objetivo alcançado, já procurava pelo próximo Caminho. Olhando as opções de Caminhos no Brasil e no mundo, será que haveria algum motivo para retornar ao Caminho do Sol?
Dois meses depois, no Carnaval de 2010, por um motivo que eu não sei bem explicar como, nem porque, estava eu de volta ao Caminho do Sol.
Talvez pelo clima de Carnaval, o Caminho foi bem descontraído, com direito a shows de mágica, oferecidos por um dos companheiros de caminhada, além de contar com a experiência e conselhos de vários Consultores do Caminho do Sol e outros peregrinos Profissionais que fizeram parte do grupo e de uma equipe de filmagem que nos acompanhou. Descontração e relaxamento. Foi o que encontrei no Caminho.
Três anos depois, e outros Caminhos percorridos, voltei ao Caminho do Sol. Desta vez, apenas para “acompanhar” minha companheira dos Caminhos da Vida. Pelo menos era o que eu pensava.
Como pode o mesmo Caminho ser tão diferente para a mesma pessoa? Talvez porque esta mesma pessoa fique diferente cada vez que entra e sai do Caminho.
Fisicamente é o mesmo Caminho, com algumas mudanças de pousadas, de hospitaleiros, mas ...
Vivi experiências completamente diferentes, intensas e de muito aprendizado. Comemorei meu aniversário no Caminho.
Vi novos detalhes da paisagem, talvez porque nas vezes anteriores eu estava vivendo o Caminho Interior naqueles lugares.
Como “veterano” no Caminho, minha maior dificuldade foi de não falar sobre nuvens e anjos, apesar dos apelos dos companheiros, sempre perguntando sobre as surpresas que nos aguardavam à frente.
Fui recebido pelos anjos e hospitaleiros com aquele caloroso abraço de coração que me diziam: - Oi Claudio, que bom revê-lo. Ou então: - Claudio, você não se lembra de mim? O pior é que às vezes não me lembrava mesmo. É aquela amizade que existe entre espíritos afins e que se mantém apesar da distancia e do tempo.
Se não bastasse tudo isso, no domingo, no cafécomprosa, mais uma surpresa. O Palma trouxe o livro “Relatos de um cajado”, dizendo que era o último exemplar que ele tinha com DVD, e que eu estava no filme!!! Coincidência!!!??????
O doce regresso ao lar. Foi a sensação que me acompanhou durante todo o Caminho.
Gratidão aos companheiros da Turma da Alegria.
Agradeço aos anjos e hospitaleiros que nos acolheram de coração aberto e que demonstram seu carinho nos menores detalhes.
Obrigado Fátima, por tudo. Para mim você continua sendo uma lenda.
Palma, grande amigo, você está cumprindo sua missão de vida, mantendo o Caminho funcionando, com louvor e por isso sou eternamente grato.
À minha companheira Alessandra, gratidão, e vamos continuar sempre juntos em nossa peregrinação pelos Caminhos da Vida.
Por tudo que recebi do Caminho, só tenho a agradecer. Até breve. Já estou com saudades.
 
Claudio Morioka – São Paulo

 

1193- ÊNIO GARDUCCI  - de 24/11/2010 a 04/12/2010

Há dois anos e meio atrás estava eu trilhando o Caminho do Sol

(de 24/11/2010 a 04/12/2010).

Esperei este tempo, para dar meu depoimento, para que assim pudesse estar avaliando, após tanto, quais as reais mudanças que tal experiência teria realmente causado em mim. Sabedor de que as reais mudanças são aquelas que são incorporadas à nossa vida cotidiana e aos nossos valores pessoais, aguardei, para olhar para mim mesmo, verificando o que realmente modificou-se em mim, no decorrer deste tempo que passou.

A experiência foi positivamente muita intensa. Digo que iniciei o Caminho do Sol como caminhante e o terminei como peregrino. Cheguei a conclusão de que é mais fácil caminharmos 241km do que dar alguns passos para dentro de nós mesmos. A caminhada fez com que eu desse estes poucos passos para dentro de mim; Este “eu” que, não sabia, era tão desconhecido. Durante o caminho, me vi agradecendo a Deus pelo ar que respirava, o sol que me iluminava, o verde que me cercava. Em dado momento, sozinho, só queria uma sombra para descansar e comer um lanche que trazia; Só uma sombra. Quando surgiu no caminho uma imensa árvore, agradeci a Deus aquele momento. Agradeci a Deus a simples sombra de uma árvore. Percebe-se aí como passei a dar valor às coisas simples da vida. Após a experiência do Caminho do Sol, me vejo despojando-me cada vez mais de coisas materiais. Todas as semanas estou desfazendo-me de pertences que não utilizo mais, mas que ficavam ocupando espaço, percebendo que, assim como no “Caminho”, na vida a gente não precisa e, nem deve, carregar tantas coisas. Após o “Caminho do Sol” tornei-me um peregrino nato, tendo já, entre outras caminhadas, feito o “Caminho da Fé”, cujo percurso totalizou 429 km. O Caminho do Sol é, sem dúvida, a melhor porta de entrada para o “mundo peregrino”, pois o apoio é muito bom, e a experiência, para quem não está acostumado com o meio peregrino, torna-se muito boa. Agradeço a Deus pelo oportunidade de ter me dado tal experiência na vida e agradeço aos colaboradores, Fátima e Palma, pela idealização e manutenção do Caminho.

 

Ênio Garducci -  Batatais, 05/05/2013.                     

 

 1192 - Marcia Endler 
marciaendler@yahoo.com.br
 
 
Olá, Fátima!!

Acabamos ontem de fazer metade do caminho do sol até a Fazenda Milhã e eu e Amadeu gostaríamos de agradecê-la por toda a atenção. Sentimos que você estava sempre "olhando" por nós e isto dá muita sensação de segurança.
Foi uma experiência de vida, uma experiência maravilhosa. Com certeza faremos vários outros caminhos e terminaremos este.
Ficamos extremamente felizes com a presença do Palma na noite de nossa saída, pois estávamos somente nós dois como caminhantes e ele foi lá mesmo assim. Nos sentimos muito acolhidos e que este caminho realmente importa para vocês.
Aliás, sentimos que este caminho tem uma importância na vida de muitas pessoas pelas quais passamos no caminho, desde alguns donos de pousadas até pessoas que encontramos nas cidades e estradas torcendo por nós caminhantes.
Infelizmente passei dois dias mal do estômago, acho que devido a mudanças de hábitos, e neste momento o casal Marino e Orlandina foi uma verdadeira nuvem, já que em Elias Fausto não encontramos uma alimentação adequada para que eu pudesse prosseguir a jornada. Achamos que é este o espírito do caminho e o significado do anjo. Foi bom que não precisamos interromper o caminho devido a uma adversidade.
 
Muito obrigada de verdade à todos vocês que fazem parte deste importante acontecimento em nossas vidas. Obrigada por torná-lo realidade.
Voltaremos para acabar em julho.
 
Um forte abraço para você e um abraço fraterno para o Palma
Marcia e Amadeu
 

 

 

1191 - José Aparecido Oliveira - de 20 de fevereiro a 2 de março de 2013

O Caminho do Sol

Como escrever algo sobre o Caminho do Sol?

Ao ler os depoimento podemos perceber a dificuldade que é isso.. Mas porque seria??

Na verdade escrever sobre sentimentos é muito difícil..

Quem já leu algo objetivo sobre a dor o amor ou a amizade??

E é isso que o Caminho do Sol é..

Um conjunto de percepções, sentimentos e sentidos..

Quando começamos a andar pensamos que o mais importante é chegar..

Mas quando chegamos temos a certeza que o importante mesmo é o caminhar..

Acho que esse é realmente o maior ensinamento. De nada adianta chegar, se o que deixamos pra trás é algo de que não podemos nos orgulhar..

Portanto, como descrever o Caminho?? Não sei, mas pude aprender o que o caminho traz.. Para cada um, uma lição de vida..

Agraço a todos que mantêm essa “escola” em funcionamento, e um abraço especial aos meus companheiros de caminhada, Ana, Piva e Fabrício, pois saímos juntos, vivemos juntos, crescemos juntos e chegamos juntos, e posso dizer com muita alegria que temos muito de que nos orgulhar.

José Aparecido

 

 

1190 - Edson Luiz Fabricio - de 20 de fevereiro a 2 de março de 2013

 

Meu nome é Edson Luiz Fabricio, tenho 47 anos e percorri o Caminho do Sol de 20/02 a 02/03/13, sou de Araras, interior de SP com meus três amigos, o Piva e a Ana de Sã Paulo e o Jose de Brasília.

Antes de começar, devo dizer que sempre tive a vontade de sair andando sem rumo quando a vida me colocava as “pedras” no caminho, sentia a vontade de caminhar sem parar.

Andar sem rumo, sem data para parar ou sem as pessoas do meu convívio para interferir no meu caminho, só de imaginar já me causava um alivio na alma, talvez por isso tenha me apaixonado tão rapidamente pelo caminho. Ao visitar o site e ler os depoimentos, me transportava aos fatos narrados e imaginava as pessoas que eu poderia encontrar.

Sou dependente químico das drogas e do álcool em recuperação, sóbrio a 17 anos, recebi as curas do corpo da mente e da alma no meu despertar espiritual, tive alguns contatos pessoais com Deus mas, como Deus se encontra no silencio, com certeza essa foi a conversa mais longa que tive com Ele até hoje.


Devo dizer que o abraço começa antes do caminho, já quando fazemos os primeiros contatos com o Palma e a Fátima (também com Auro Lucio), a paciência deles em nos esclarecer todos os detalhes e o amor em que o Palma coloca nas sua respostas, me ajudaram a iniciar o caminho aqui mesmo da minha cidade no dia da minha partida.

Lembro de um e-mail que enviei ao Palma, relatando minhas duvidas e inseguranças em que ele me encorajou respondendo: “O caminho é teu, se de fato estiver disposto a viver esta experiência, venha e entregue-se. A providencia é fantástica e proverá o que você precisar ” e de fato providenciou mesmo!

Ao ler os depoimentos no site, consegui perceber que o prazer, a satisfação e a alegria das pessoas ao falarem do caminho, tratava-se nada mais, nada menos do que o contato com o próprio Deus, que cada um tem uma maneira pessoal de interpretar, de ver e descrever mas, que para mim se resume na palavra que melhor descreve tudo que o envolve, “caminho de amor”.

Palma, me permita uma sugestão; colocar impresso o pequeno mapa do caminho que esta no site, ou mesmo como carimbo no passaporte. Pra mim, esse mapa foi a maior expressão de desafio e conquista dos símbolos do caminho, toda vez que eu o via, me sentia desafiado, um verdadeiro bandeirante conferindo a rota a ser percorrida!

Primeiro desafio, caminhar com desconhecidos, dividir a dificuldades e alegrias com quem você nunca viu, a perda da privacidade, expor as suas fraquezas e suas limitações, perceber que a sua vitoria não depende só de você, ser solidário, receber atenção, ser respeitado e respeitar seus limites, ser amado assim como você é, com os seus muitos defeitos, e poucas qualidades, amor de Pai, amor de irmãos, que acolhe e protege.

Recebi dos meus companheiros de caminhada tudo que precisava para seguir em frente, do Jose, a humildade de cuidar dos meus pés e do “cupim” que surgiu no meu pescoço devido ao stress e a ansiedade, me acalmando e ouvindo minhas lamentações com as bolhas do caminho, a disciplina nos alongamentos com a Ana que foram fundamentais e a sabedoria de caminhar em silencio do Piva, o qual agradeço pelas meias de coolmax, sem elas, não teria concluído.

A maior manifestação da presença de Deus durante o caminho esta nas pessoas, os hospitaleiros e voluntários, os anjos e suas nuvens, alguém que você nunca viu, te esperando com um sorriso no rosto e de braços abertos para te receber, a natureza, vento, chuva, sol e sombra , montanhas e vales tudo em perfeita harmonia, perfeito como só Deus pode ser.

Tive uma experiência incrível no meio do canavial entre o 5° ou 6° dia, não me lembro bem, onde o sol a pino nos acompanhava e em meio a algumas palavras eu disse: bem que Deus poderia mandar uma nuvem pra nos refrescar... e logo em seguida vi a sombra que vinha pela estrada ao nosso encontro e quando passou por mim parecia atravessar a alma, arrepiando, trazendo alivio e conforto, era como se a mão do próprio Deus cobrisse o sol e nos acompanhasse no caminho.

A alegria de cada lugar, de cada casal e família que nos recebiam em suas pousadas, do som do hino no Limoeiro, das nuvens que trazia alento quando mais precisávamos me levou as lagrimas por varias vezes, a disposição da pessoas em nos servir, o amor de um “calango doido” que saiu do litoral pra nos encontrar no meio do canavial, alma de peregrino..., a ele e sua esposa o nosso muito obrigado!!!

Ainda estou digerindo os ensinamentos do caminho e sei que isto talvez leve a vida toda, aliviando o peso da mochila do dia a dia, tudo que era desnecessário foi ficando pelo caminho, quando peso eu carregava (e carrego)... sem necessidade!!!peso da alma , peso do orgulho, peso da falta de humildade, falta de fé, peso da culpa...

Dedico este meu caminho Aquele quem me proporcionou: Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, meu único e verdadeiro Senhor e Salvador!!!

Agradeço a todos que tornam possível este caminho, abraçando com amor a grande arte de receber o próximo, exercendo assim o resumo dos mandamentos “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.

Aos que já realizaram o caminho, espero terem revivido as boas lembranças de quando o fizeram e a benção de o ter concluído.

Aos que ainda não o fizeram, desejo sinceramente ter encorajado ou no mínimo, ter os deixado curiosos em viver esta experiência.

Aos que não conseguiram concluir, se preparem, tente outra vez, a um grande presente esperando por vocês em Águas de São Pedro, aos pés da imagem de São Tiago.

Um forte abraço (peregrino) e se Deus nos permitir, nos vemos por ai...Ultreya!!! Bom caminho!!!

Fabrício - 14.03.2013

 

 

1189 - Rosa Maria Cezar, de 24 de outubro a 3 de novembro de 2012

Minha primeira nuvem


Como é bom rever as setas ...é como rever um amigo que esteve por algum tempo longe dos olhos mas não do coração.Um amigo que transmite força,
segurança,tranquilidade,apoio.Para o caminhante a seta é tudo isso.
Não é fácil compreender um coração peregrino porque para quem não sente a magia do caminho uma seta é apenas uma seta e andar é apenas andar.
Ia dizer que a emoção começou quando revi as setas mas não.Essa emoção começou ainda quando eu percorria o caminho e depois de uma curva avistei uma nuvem.
Nesse dia prometi a mim mesma que voltaria e proporcionaria a alguém aquela mesma alegria.Nessa sexta feira,dia 22,pude cumprir minha promessa.
Passamos(eu,meu filho Daniel,o Gustavo e a Eliana,todos companheiros de caminho)pelos caminhantes no armazém do Limoeiro e seguimos adiante para preparar a nuvem
e esperar por eles.
Esperamos por mais de duas horas e não sentimos o tempo passar relembrando passagens do nosso caminho.Rimos muito e foi muito bom estar com meus companheiros novamente.
O tempo passando e a ansiedade e a emoção crescendo até que,da mesma curva onde avistei a minha nuvem,eles nos avistaram e aí não foi mais possível conter as lágrimas  e foram só abraços e beijos e muuuiiito carinho.
Não dá para descrever com palavras o que sentimos.Assim como o caminho,tem que ir lá e viver a emoção.
É gratificante demais poder estar alí e amenizar o cansaço,a sede e transmitir com nossa disponibilidade a certeza de que nunca estarão sozinhos.
E assim nossos amigos caminhantes retomaram o caminho deixando conosco a certeza de que,mais nuvens e outras caminhadas virão...

 Abraços  Peregrinos

 
Rosa Maria Cezar

 

 

1188 - Elíada Marcos - de 09 a 19 de janeiro de 2013

 

Queridos Palma e Fátima,

Quase um mês já se passou desde que iniciamos nosso Caminho. Tantos sentimentos e acontecimentos  tomam conta de nossas vidas nesses 11 dias e jamais imaginamos que os efeitos serão permanentes.

Retornamos mais fortes, no físico e na alma. Superamos as dores simplesmente para chegar e esse é o único objetivo do dia. Para mim, foi uma experiência profundamente marcante e uma das experiências mais lindas e importantes da minha vida.

Meu Caminho, como o de todos, foi bastante peculiar e divertido até. Comecei  com meu par de tênis que logo no primeiro dia me detonou o pé, daí de chinelos, depois descalça, depois de chinelos de novo, de papete , daí voltei pra Sorocaba para comprar tênis novos que acabei não usando! E sabem o que foi melhor? Os três pares de calçados doados por pessoas extremamente generosas ah... e não posso deixar de contar o que a Dona Orlandina fez enquanto  ia com seu Marino para Elias Fausto levar as mochilas. Ela me viu cam inhando descalça na chuva e tirou a sapatilha e as meias dela para que eu não me machucasse. Que gesto! Nem tenho palavras para descrever. Mas naquele exato momento eu estava muito feliz caminhando descalça, começava naquele momento minha lavagem na alma.

Também foi Indescritível   o encontro com o Artur naquela tremenda chuvarada ao som da bela La Traviata. Ah... e ele me levou comprar tênis e outra papete em Saltinho também. Tenho um estoque e tanto de calçados peregrinos, pena que toda vez tenho problema nos pés.

Enfim, isso deve fazer parte dos meus Caminhos.

Com relação às hospedagens, a única que tenho algo a sugerir uma melhora pequena, mas que terá  grande  efeito para os peregrinos é no rancho do Sr.Egídio.  Uma limpeza no teto dos quartos para tirar os insetos vivos ou mortos, já que dormimos em beliches. Consertar os chuveiros, pois não funcionavam direito, ou estavam gelados ou fervendo, não adiantava mudar a chave em cima. Colocar lençóis limpos, pois  estavam com cheiro ruim. Também não havia água de manhã para nossa higiene. Em todos os outros lugares que ficamos, embora não houvesse luxo, e não estávamos em busca disso, ficava evidente que éramos esperados e que as coisas tinham sido preparadas para nos receber.  Não foi péssimo, mas não dá para comentar sobre o rancho com saudade ou desejo de pernoitar lá da próxima vez.  Não sei se ficaram sabendo eu fui à missa e o Padre disse que eu estava um pouquinho atrasada rsrsr.  Por favor, não se esqueçam de mandar minha Arasólis. Tenho planos de ser voluntária, entrarei em contato quando estiver preparada e melhor estruturada para ver como posso cooperar e não atrapalhar ok?

Despeço-me com enorme saudade do Caminho,

Eliada

Sorocaba, 07/02/2013

 

1187 - Ricardo Alexandre Alves de Couto - de 16 a 26 de janeiro de 2013

Relato de um peregrino
Quando vi no site do Mundo Terra um link que anunciava o Caminho do Sol fiquei empolgado com a possibilidade de ter uma experiência semelhante a que tive quando fiz o Caminho de Santiago de Compostela no início de 2012. Entrei em contato com o pessoal do Caminho do Sol no site e assisti à palestra no Mundo Terra para fazer o caminho.
Quando fui para Santana de Parnaíba estava com muitas expectativas e achando que o conhecimento que adquiri na Espanha seria o suficiente para fazer o caminho tranqüilo, mas eu estava enganado. Usei a mesma mochila que fiz o Caminho de Santiago e coloquei mais coisas nela do que quando fui para a Espanha achando que o caminho ia ser fácil. Como eu estava enganado, demorei alguns dias para perceber como estava carregando coisas desnecessárias e que só estavam me atrapalhando. Deixei pelas pousadas do caminho roupas e um livro que estava carregando na mochila.
Essa foi a lição que aprendi neste caminho, pois cada caminho é diferente e nos ensina coisas diferentes. Tenho mais coisas em minha vida do que preciso e muitas delas em vez de me ajudar só me atrapalham, aumentando o peso a ser carregado e ocupando um espaço desnecessário. Quando voltei para casa foi com um lema para este ano que se inicia:
 
Meu lema do Caminho do Sol: Praticar o desapego, vivendo o presente com as lições do passado e os sonhos do futuro.
 
Quando o caminho acaba e retornamos para casa temos muitos sonhos e para realizá-los temos de viver o presente, e aprender com as lições e erros do passado.
 
Ricardo Alexandre Alves de Couto
27/01/2013

 

1186 - Milton Cassiano

Fazer o Caminho do Sol é uma experiência no mínimo diferente. O que me
preocupava não era a distância e nem as situações adversas de tempo, uma vez
que já havia feito caminhos maiores e + difíceis. O meu grande desafio
seria: Como viver com outras pessoas por 11 dias? Como seria essa
convivência? Bom, desafio aceito e pé na estrada. O primeiro dia é angustia
só!  Quantos serão? Será que são chatos? Roncam? Andam devagar? Terá alguma
bonitinha no grupo? A cada parada uma surpresa, uma descoberta. Descoberta
com relação aos outros, a nós mesmos. Existe uma coletividade, seja por
questão de necessidade ou por questão de princípios que faz com que o grupo
se encaixe como um todo. Ao final do caminho a maior dor não é a das bolhas,
ou pés. É uma dor estranha, forte e gostosa. É a dor da saudade, de ter
conhecido tantas pessoas especiais, que por mais que não se conhecessem
deram um exemplo de colaboração, compreensão e respeito. Obrigado a todos do
grupo (Turma de 25/12 a 06/01), a todos os organizadores e responsáveis pelo
caminho por me dar essa oportunidade.

Milton Cassiano
 

1185 - Alvaro Vilela 

Tudo bem Palma e Fátima,
Agradeço muito a oportunidade que voces me deram de poder participar desta bela aventura.
A organização de tudo, desde a inscrição, palestra, caminho, pousadas, nuvens, orientações, tudo foi muito bem feito, com profissionalismo e carinho.
Fiz o caminho para me exercitar, divertir, conhecer pessoas, lugares, etc e realizei 100 % este objetivo.
Acredito que se amanhã decidir fazer Compostela, o pre-req do Caminho do Sol foi ideal.
Vou montar uma palestra bem legal, usando as fotos que tirei, e tentar trazer mais peregrinos ao Caminho do Sol.
O que é bom tem de ser divulgado, e se esta divulgação for muito bem feita o retorno é alto.
Segue a palestra que montei da trilha inca de Salcantay que fiz em Macchu Pucchu/Peru em 08/2011.
Bom, pelos elogios 95 % foi Ok, para chegar ao 100 % eu tenho as melhorias abaixo:
- Na palestra informar as pessoas que precisa ter uma preparação física anterior ao caminho.
Sugerir 2 meses de caminhadas 4 x por semana de 1 , 2 ou 3 horas, com subidas, e no último mes caminhar com a mesma mochila com peso de 10 % do corpo, fazendo hidratação a cada 15 minutos.
Testar alguns calçados até achar o ideal nestas caminhadas.
Levar 5 tubos de microporo para por nos pes diariamente para evitar bolhas.
Eu como já tinha a experiência de Machu Picchu fiz isto e me senti muito bem fisicamente durante todo o caminho.
Importante: Na minha forma de ver, se a pessoa for bem preparada, ela vai curtir o caminho e não vai sofrer muito....rs....
Se a pessoa for mal preparada, ela vai sofrer, seu corpo vai reclamar, e mesmo terminando, não é correto as pessoas terem de sofrer.
O caminho não deve ser uma provação, e sim um crescimento interno e externo.
- Informar que depois de terminar deve-se ficar 15 dias sem fazer nenhum esforço físico forte, pois o extremo esforço de andar 240 km gera uma fadiga no corpo e ele precisa de descanso para normalizar.
Eu me dei mal, fui jogar tenis 2 dias depois de voltar e tive uma distenção na coxa esquerda meio forte, o médico me pediu 15 dias sem esforço físico.
Eu ia colocar apenas uma foto, mas foi impossível, segue mais algumas...rs....rs.....
Obrigado por tudo,
[s]
Alvaro

1184 -  Maria Aparecida Bautista Mascaro -  São Paulo - Capital - de 14 a 24/11/2012 

  Olá Fatima e Palma, como estão?
Como havia me proposto, concluí o Caminho do Sol!
O que dizer?
Não é só do Sol o Caminho, é da Luz, do Amor, da Superação, da Amizade, da Humildade, da Alegria, enfim, de tudo o que é bom.
Palma, agradeço a você que proporciona através da rota que idealizou, transformar pessoas que, como eu, precisam de tempo e espaço para se re-encontrar e viver uma das melhores experências de sua vida.
É maravilhoso dar um passo de cada vez e chegar "lá"!
Grande abraço pra vocês e obrigada Fatima pelo apoio no meio do Caminho.
Beijos mais leves,
Cida

 

1183 - Edgar Aparecido dos Santos - Jundiaí - de 14 a 24/11/2012

Ola Fatima,tudo bem?Estou escrevendo para agradecer,pois terminei o caminho sabado e simplesmente fiquei MARAVILHADO!!!!!com tudo,não acho uma palavra no vocabulario para descrever o que senti quando cheguei a casa de santiago,só tenho a agradecer a voce e seu irmão,pois voces são pessoas muito iluminadas por terem criado esse caminho,que Deus abençoe muito voces e a todos os anjos do caminho por esse trabalho de carinho e amor que proporcionam,a unica coisa que posso dizer é um simples MUITO OBRIGADO!!!!O resto é Deus quem vai recompensar voces,um abraço peregrino para voces que ja moram no meu coração!!!

 

1182 - Rosa Maria Cezar - de  24/10 a 04/11/2012

 

Queridos caminhantes,organizadores,voluntários,etc...:
Tenho como objetivo ao escrever esse depoimento ajudar quem vem pelo caminho depois de mim.
Tentar fazer o caminho um pouco mais suave.
Sobre o caminho vou citar o Cláudio(palestrante):"O caminho não é só isso que se vê.É um pouco mais,que os olhos não conseguem perceber,que as mãos não ousam tocar,que os pés recusam pisar.Sei lá não sei,sei lá não sei não,o caminho é tão grande,que não cabe explicação."
Cada um de nós(por ser único) perceberá,sentirá o caminho de um jeito diferente.Tudo bem.
Agora as dicas práticas:
Atentem para uma coisa:Caminho do Sol.
É um sol para cada um,o calor vem de cima e do solo quente também,então se você puder caminhar menos tempo sob o sol,melhor.
Meu grupo,quando havia possibilidade,combinava com o pessoal das pousadas para tomar café da manhã o mais cedo possível.Partíamos com os primeiros raios do sol(abençoado horário de verão).Você verá que essa hora ganha pela manhã fará toda a diferença mais tarde.
Compre um metro daquele tecido para fralda.Ele terá muitas utilidades.
Quando o sol realmente judiar,umedeça bem a fralda e coloque na cabeça.A sensação é de estar em uma tenda com ar condicionado.
Hidrate-se muito bem(de preferência com água mineral).Não espere a sede chegar pois isso minará suas forças.Leve sempre água de reserva.
Alimente-se bem.Coma mais do que você come normalmente.Seu corpo vai precisar de energia extra e é você quem deve fornecer.Definitivamente essa não é a hora para fazer regime.
Leve sempre com você algo para comer a cada duas horas,mais ou menos.Não espere a fome chegar.
 Quando sentir cansaço,encontre uma sombra boa e descanse.Descanse nos apoios.Não é tempo perdido,é tempo ganho.
Como nos disse o Arthur em Mombuca(ah!!!Mombuca é o céu):"Não se faz o caminho com os pés e sim com a cabeça".
Pés.Muito cuidado com eles.Não é hora para estrear tênis ou bota.Conheça bem seu calçado.Fique amigo dele.
Antes de colocar seu calçado massageie bem seus pés com vaselina,mesmo que não tenha bolhas.Isso evitará o atrito que provoca bolhas.
Pelo mesmo motivo não faça economia com as meias.
Se as bolhas chegarem,drene com linha e agulha(leve um pouco de álcool gel para desinfetar a agulha).Leve também tesoura e absorvente feminino.
Corte o absorvente um pouco maior que a bolha e proteja-a.Termine o curativo com micropore.Depois de tudo terminado passe vaselina nos pés.
Dedique tempo pela manhã e antes de dormir para cuidar dos seus pés.Você não irá a parte alguma sem eles.Descanse com os pés para cima.
Onde houver possibilidade de massagem,faça massagem.É tudo de bom e seus pés merecem.
Leve uma papete confortável.Se o tênis não ajudar,a papete entrará em cena.Em meu caso uma papete(emprestada pela Eliana,obrigada,obrigada,obrigada)salvou meu caminho.
Não quero falar de ninguém do grupo para não cometer injustiças.Todos deixaram algo de si comigo.
Ainda assim quero registrar um recado para o Fernando: Em seu cajado está escrito"O silêncio que grita".Quero que saiba que o seu silêncio ecoa pelo Universo.Siga em paz,amigo.
Quero falar das nuvens:Um caminho iluminado para todas as pessoas que se deslocam,abandonando seus afazeres,para iluminar o nosso caminho.
Oro por vocês todos os dias.
Muito do significado do caminho está nas nuvens.
Acho que é isso.No mais sigam em paz e aproveitem o caminho.
 
Rosa Maria Cezar  

 

1181 - Dalila Fernandes Pereira - de 26/09/2012 a 06/10/2012

Bom dia Palma.

Obrigada. Quem deve agradecer somos nós, pois sem vc o caminho não existiria. Amei a idéia dos Anjos do Caminho, as nuvens que foram como oásis. E o melhor de tudo, saber que a pouca contribuição com os kilos de alimentos ajudam as famílias que contribuem para que os peregrinos sejam recebidos com um sorriso e braços abertos pelas comunidades locais. Acredito que em Compostela não encontrarei este calor humano, mas vou deixar para responder quando de lá retornar.
Grande abraço
Dalila e /^.^\

 

1180 - Janete Beatriz  - "Jan Nete" <netefer@hotmail.com>

 Com quantos passos se faz uma caminhada?


Em minha "caminhada" particular, reflito, quase todos os dias, sobre o aprendizado que trouxe em minha mochila. 

No início (novinha) me parecia pesada e, não deixava de me perguntar, como iria sobreviver "só com aquilo"? 

Na volta para casa, me dei conta de quanto era "leve" e quanta "bagagem" eu havia "acrescentado" em minha vida.

Peregrinar com o Toninho, Mário, Drica, Roberta e Suzana, Fátima sempre vigilante, conhecer o Claudio, Palma, Artur, Claudia, Bruno, os hospedeiros e muitos ANJOS, dividiu minha vida entre antes e depois do Caminho do Sol.

Quando me perguntavam qual a razão/motivo para fazer a caminhada ? 

não tinha uma resposta concreta ( sentia que deveria ir ) 

Hoje, sei que minhas dores e "bolhas" não são as maiores, sei que posso e consigo, mas, acompanhada de uma multidão de Anjos, tudo fica mais fácil.

Continuo caminhando, driblando as pedras, um passo de cada vez, cada dia uma conquista, valorizando o raiar  do sol, agradecendo os anjos que cruzam meu caminho. 

Mantenho minha mochila limpa e, com o básico/necessário, porque pretendo voltar, fazer nuvens, mutirões e o que mais Deus me permitir.
 

Saudades

Janete Beatriz 

 

1179 - Antonio Carlos P. Soares - de 20 a 30 de junho de 2012

Durante 11 dias estive vivenciando uma experiência única. Iniciei o Caminho do Sol (de 20 a 30/06/2012) para tentar colocar em teste minha capacidade para fazer o Caminho de Compostela, o qual tem sido motivo de meus sonhos.

Tenho me condicionado nos últimos 3 anos para que isso seja possível, mas não há nada como a prática para tirar as dúvidas, e resolvi aquiescer ao convite de minha esposa, fazendo um Caminho preparatório aqui no Brasil, para não ter, eventualmente, o dissabor de enfrentar um constrangimento em terras de além mar. Mesmo porque, lá não tem ambulância do SAMU pra me resgatar, no caso de contusão.   :-O

Minhas observações não diferem muito das que meu irmão muito bem colocou nos depoimentos do site do Caminho ( http://www.caminhodosol.org/paginas.php?i=72 – depoimento 1178 de Vicente Soares), com relação à organização do roteiro, sinalização, detalhes, pessoas (aqui não poderia deixar de citar os hospedeiros, voluntários e anjos do caminho com sua dedicação, despreendimento e carinho) , lugares, paisagens, oportunidades e tudo mais, mas gostaria de complementá-las.

Em primeiro lugar, quero agradecer (o peregrino sempre agradece), acima de tudo, a oportunidade de estar com meu irmão Vicente, mais que algumas horas por mês, como vinha fazendo há muitos anos, e com ele partilhar momentos de sinergia e superação. Ainda farei isso com meu irmão mais novo (nem que seja de carro :-O ...).

 Com o Caminho , aprendi que exercitar o corpo é uma obrigação, e não um sacrifício; que sou capaz de fazer muito mais do que supunha, mas também que tenho limites e que eu devo respeitá-los; que uma palavra de incentivo tem mais poder que muitas horas de malhação; que o calor do abraço fraterno é muito mais eficaz que um analgésico; que somos bípedes, e temos uma máquina excepcional e que funciona perfeitamente, e andar 30 km por dia não é nenhum devaneio (eu nunca havia andado mais que 6 km e em cima de uma esteira...); que TER ajuda, desde que se tenha para dar: ombro, carinho, respeito, conhecimento ou um simples sorriso, mas que SER é fundamental. Somos o que somos, e não o que gostaríamos de ser ou o que os outros esperam que sejamos; que as pessoas são falíveis, e que o erro pode ser uma defesa ou uma tentativa de acerto, e precisamos ser flexíveis; que o silêncio tem seu valor; que o certo pode não ser justo; que inventário não serve apenas para as empresas, temos que fazê-lo conosco também; que agulha e linha não serve apenas para costurar; que esparadrapo microporo é uma das melhores coisas para proteger suas unhas do pé; que passar vaselina nos pés, antes da meia, me ajudou a não pegar bolhas; que de tudo que colocamos na mochila, usaremos apenas 40% de seu peso, os demais 60% acreditamos ser indispensável e quando temos uma emergência, descobrimos o que realmente é indispensável (e isso vale para o peso que carregamos em  nossas vidas)...

 ... e que eu sou, indiscutivelmente, gregário. Adoro estar com pessoas !!! Acredito que seja através da convivência com elas que crescemos mais rápido.

 Quero agradecer à providência divina, já que o acaso não existe, pela oportunidade de conhecer e conviver com as “ meninas ” que conosco formaram grupo, pois para os " meninos ", TODOS MARINHEIROS DE PRIMEIRA VIAGEM, nada melhor que ter estado lado a lado com quem conhece quase todos os caminhos do Brasil e do exterior. É como se pudéssemos bater uma bolinha com o Dream Team , e com direito a palpites... quer mais?

 Mas vamos falar sério: se alguém espera ir ao Caminho do Sol para emagrecer, fiquem sabendo que, depois de andar 241 km em 11 dias, engordei 1,5 kg. Como? Vão ter que fazer o Caminho do Sol e perguntar aos hospedeiros, aos voluntários e aos anjos que ficam nas "nuvens" do caminho. Só posso dizer que valeu cada minuto com eles (e cada um dos gramas adquiridos...).

 Obrigado Palma e a todos os envolvidos nesse projeto. Obrigado a todos meus companheiros peregrinos pela alegria, convivência e pelas 2.492 fotos e 7,9 Gb de imagens que fizemos juntos.

 Um grande 

 Antonio Carlos P.Soares

 

1178 - Vicente Soares - de 20 a 30 de junho de 2012

Olá pessoal do Caminho do Sol!

Aproveitando o feriado depois de colocar cerca de 4.000 e-mail acumulados em dia e uma esticada (de moto) até São Sebastião....
Gostaria de agradecer e parabenizar a organização e os voluntários do Caminho do Sol.
Eu e meu irmão Antonio Carlos (artista das fotos) nos encontramos com mais dois futuros grandes amigos na Pousada em Santana do Parnaíba: Diógenes (outro artista na máquina fotográfica) e Antonio José (apelidado por nós de ligeirinho). Muita chuva e total inexperiência de todos! Apesar das recomendações da palestra no Mundo Terra, muito peso inútil na mochila :o). De Santana a Pirapora, nossa alma foi literalmente lavada com o aguaceiro. A minha sorte foi que meu irmão comprou para nós a polaina (perneira) e apesar de estar com um tênis comum urbano (não consegui bota tamanho 46 :o) chegamos a Pirapora com os pés secos. O primeiro dia foi de auto conhecimento, acostumar com peso, capa de chuva e um monte de tranqueiras (tipo cajado) que não faziam o menor sentido para quem tem mais de 40 anos de prática de chuva em cima de uma moto mas, nenhuma prática de caminhante.
Pirapora, que já conhecia pois faço parte do Coral Gregoriano de Santos e sempre íamos cantar no Seminário Menor de Pirapora do Bom Jesus em reunião anual dos ex seminaristas. Muito boa recepção na Pousada pelo proprietário e seus 40 (ele disse que tinha 40) cachorros. Foi o primeiro aprendizado. Se organizar em um espaço muito pequeno. Para quem está acostumado a chegar e se espalhar, não foi fácil..... :o) Nossa hospedagem valeu até uma carona até o Seminário. Só não valeu a topada que eu dei no degrau da escada da Pousada quando estava de chinelos.... Foi dureza colocar o tênis no dia seguinte e seguir até Cabreúva.
Cabreúva fomos recebidos em uma excelente Pousada. Só lembramos um pouco, de forma pouco elogiosa, dos organizadores da Caminhada quando vimos que o acesso à Pousada era em aclive de mais de 50 graus :o)))) Depois de 25 km debaixo de chuva, com o dedão doendo, os últimos 100 metros em aclive tipo "cala boca" foram intermináveis.... :o) Mas, a Pousada é excelente, pudemos lavar e secar a roupa toda que a essa altura já estava encharcada. Na pousada tem secadora de roupas. Show de bola! Excelente atendimento, excelente refeição. Aa essa altura, já tinha aprendido a vantagem de um cajado para andar em estradas de terra e mesmo nas subidas do asfalto dos primeiros dias. O cajado é como um "corrimão" de uma escada que nos apoiamos para subir ou descer e muitas vezes, em lugar de lama, utilizamos o cajado para o "salto em distância". O fato é que não sujei o tênis de lama graças a ele (o cajado)
Haras do Mosteiro foi covardia.... Ficar hospedado em um Haras foi uma surpresa excepcional. Alojamentos impecáveis de limpos, excelente comida e atendimento, a presença de puros sangues campeões (tinha uma estante abarrotada de troféus dos cavalos). No Haras consegui até uma pomada antisséptica para cavalos, para passar no meu dedão, à essa altura já com sangue pisado em baixo da unha. Depois da pomada para cavalo, minha velocidade de caminhada aumentou em um quarto de milha sobre os demais concorrentes. :o)))) Só o ligeirinho conseguiu me vencer! Mas, nesta não teve jeito. Tive que utilizar a papete do meu irmão porque não conseguia colocar o tênis, apesar dela ser dois números menores do que o meu 46 banda larga! Foi dureza! Mas, na metade do caminho até Elias Fausto, nossa primeira surpresa. A voluntária Rosana nos recebeu com um belíssimo sorriso e o cansaço acabou na hora. Só a organização sabe o quanto vale a presença de um voluntário no meio do caminho..... Não é só a bebida ou um delicioso abacaxi gelado, mas a atenção, o sorriso, a energia que o voluntário passa, refaz as energias e renova o ânimo que àquela altura do campeonato já estava meio baixo pois além de não termos experiência neste desafio, havíamos começado com muita chuva. Neste trecho já não chovia mais. A Rosana ajudou-me muito no dia seguinte também porque não conseguia mais andar por causa da dor no pé e nos levou no trecho seguinte de carro até Elias Fausto. Essa carona foi o diferencial entre continuar o Caminho ou voltar para casa. Com o descanso e ajuda dessa voluntária do Caminho, consegui "tocar o bonde" no dia seguinte. Rosana, mais uma vez, um grande abraço.
Elias Fausto, já sem chuva, recebemos o prêmio de termos o nosso grupo aumentado por 6 meninas que nos fizeram companhia pelo resto do Caminho, ensinando-nos muito sobre caminhadas com a vasta experiência que possuiam em quase todos os Caminhos no Brasil e Europa. Foi uma verdadeira aula ao vivo e à cores com Mestras no assunto. Com elas aprendi também a "enfaixar" a ponta dos dedos com microporo para proteger as unhas dos pés ( à essa altura já estava com duas pretas e uma solta). Vai ai mais uma dica: tênis urbano não serve para caminhadas longas :o))).
Nesse trecho, após atravessar a estrada (não lembro o nome da estrada) passamos a andar em um canavial com plantas beirando a 3 metros de altura e uma densa neblina que durou até quase onze horas da manhã. Parecia que estávamos em um sonho no qual nossa visão está prejudicada e os demais sentidos aguçados. Só se ouvia o farfalhar das folhas, a respiração e o toque do cajado no solo de terra.
A chegada na etapa seguinte, Fazenda Milhã da Christina, foi muito boa. Alguns kilômetros antes, a surpresa do garrafão de água e das frutas e a entrada na fazenda, foi excepcional. Não vou me arriscar a descrever. Quem quiser ver que vá até lá! E´algo fora de serie a arborização ao longo da represa. Na fazenda Milhã, recebemos a honraria de sermos servidos na própria sede antiga da fazenda pela própria Christina que apressou seu retorno dos Estados Unidos só para nos receber. Notas de zero a dez, essa etapa merece onze! E mais um integrante juntou-se ao grupo: Padre João de São João dos Pinhais-PR com o qual tivemos a oportunidade de participar de MiSSA nos proximos três dias, rezadas nos dormitorios das Pousadas e a última em uma Capela em Monte Branco.
Nesse momento, um instante de reflexão. Quando iniciei esse "desafio" chamado Caminho do Sol, estava com problemas sérios de gastrite que inclusive não me permitiam dormir à noite mesmo medicado. A partir da primeira noite neste Caminho não me lembrei mais disso e passei a dormir direto. Um outro ponto a ser analisado foi que, durante três dias, com o caminhar e a chuva, foi como se o corpo fosse fortalecido e a alma liberta de problemas através do que podemos denominar de purificação (e ablução) de corpo e alma. No quarto dia, recebemos a energia complementar feminina, formando em nosso grupo o Yin e o Yang e depois disso, mais três dias de religiosidade com as Missas celebradas por Padre João e assistidas mesmo por quem não era Católico.
Alguém poderia afirmar que esse Caminho não foi completo?
Bem, mas não ficou nisso, a caminho, saindo da Fazenda Milhã, acabou a água e tentei abrir sem sucesso uma simples garrafa de água mineral e foi aí que aprendi a não utilizar canivete para furar tampa de garrafa de áqua pois pode cortar o dedo com profundidade! :o( . Santo esparadrapo microporo... fechou o corte e parou o sangramento.
A Pousada em Mombuca também muito boa, fomos atendidos com total atenção pelos proprietários, e à essa altura eu já estava preocupado com o meu peso pois, em todas as pousadas a partir de Pirapora, fomos sempre recepcionados com excelentes refeições. Aa noite, conhecemos o Gerente (hehehe) do Caminho do Sol, o Arthur que nos deu as dicas para o próximo trecho.
O trecho realmente foi dureza. Pensei em rebatiza-lo com o nome de "Caminho da Cana e do Sol". O trecho é tão pesado que no meio do caminho, a gente houve até música classica no meio do nada....
Era mais uma baita, caprichada e incomparável núvem.... Também não vou falar nada à respeito. Quem quiser conhecer que vá até lá. O Arthur pediu para não mencionar nomes, se escrevesse à respeito, então não vou dizer nada viu Arthur! Show de equipe de voluntários. Grande praça o Kalango, apesar de corintiano! Kalango, eu torci para o Corinthias na quarta feira. Melhor Corinthias do que argentino, valeu? Saudações Santistas!
Bom, sobre a Pousada feita e dirigida por Peregrinos, para Peregrinos, tem que ir lá! Nunca havia saboreado comida vegetariana feita com tanto capricho! Grandes amigos que só o Caminho do Sol nos traz.
Monte Branco e a Pousada do Jesus, como o belíssimo rango da Maria, foi outra surpresa boa. Se bem que na próxima vez eu ponho aquele galo que canta às duas da manhã, na panela! :o))) Foi nesse povoado que o Padre João, único a conseguir acompanhar o ligeirinho (também com ajuda divina é fácil, né?), conseguiu uma Capela da Comunidade e rezou a Missa. Aliás, o Padre João, enquanto estávamos quase desmaiados na Pousada, foi até a Comunicade, consegui as chaves da capela, deu uma limpada geral e antes do jantar ainda subiu parte do Monte Branco, que segundo nos disse, era considerado sagrado pelos índios da região antes da chegada do Homem Branco. Haja energia!
Pena que não pode ficar conosco até a chegada na Casa de Santiago, pois recebeu ordens do seu Bispo para retornar no sábado à sua Paróquia. Então o que fez, ele e o ligeirinho foram do Monte Branco até Artemis (23 km), bateram um rango na Fazenda do Sr Egydio e seguiram mais 18 km até Aguas de São Pedro para completar o percurso e obedecer à ordem recebida. O ligeirinho acompanhou o Padre João porque devia estar com saudades do filhão que tinha retornado de viagem.
Antes da Fazenda do Egydio, encontramos mais uma núvem formada como pessoal da própria região. Grande idéia!
Na Fazenda do Sr Egydio, fomos recebidos muito bem, show de churrasco e muita prosa boa sô! Aprendemos muito sobre plantação de cana. O Sr Egydio tem cachorros enormes na fazenda que são muito amigáveis. O Boxer, maior cara de pau, punha a pata no nosso braço pedindo um teco do churrasco... :o) Tinha um Fila Brasileiro que parecia um bezerro! Saudades do bezerrão (multi campeão de exposições na raça Fila Brasileiro) que já tivemos um dia em Santos... A carne era minha, o naco de osso de quase um quilo era da cachorrada. Boa parceria! :o)
No último dia, mais uma surpresa na nuvem do Peregrino. Essa nuvem é formada por voluntários e com verba da Pousada dos Peregrinos do Arthur. Etapa final de um longo aprendizado, de uma troca de experiências e de uma grande amizade formada com os participantes do Caminho e seus voluntários.
O Caminho não resolve nossos problemas; ele nos dá a oportunidade de analisá-los com calma e bom senso para que possamos enfrenta-los quando retornarmos. O cansaço tira de nossos ombros, uma pesada cruz que na verdade nunca existiu.
Desculpem o texto longo; tem muito mais; porém, precisaria ser um bom escritor e ter um bom livro para isso.
O Diógenes e o Antonio Carlos estão preparando um álbum de fotos.
Bom Caminho a todos
Vicente Soares
 

 

1177 - Maria Rodrigues - de 23 de maio a 02 de junho
 
  Eu e meus colegas tivemos a oportunidade de compartilhar experências, choros, abraços e gestos solidários. Nesses 11 dias a alegria e a união  do grupo foi fundamental para que chegassemos a Casa de Santiago. A caminhada me traz  momentos de reflexão, e o caminho é um aprendizado que procuro levar para o meu dia a dia. O caminho tem vários  cenários que nos deslumbram, mas a simplicidade e a hospitalidade das pessoas me encantam. A recepção calorosa  do Sr. Clemente dono do Armazém do Limoeiro abasteceu-me de energia para seguir em frente, e claro, depois da  cantoria ao som da viola aflorou as emoções, um lugar agradável que queremos ficar mais um pouquinho e com  certeza voltar outras vezes.
 
  Agradeço a todos os hospitaleiros, as nuvens que encontramos pelo caminho que após horas de caminhada  esses anjos aparecem para saciar nossa forme e sede. A magia da pousada de Arapongas simples e aconhegante  obrigado!

Ao Palma pela acolhida na chegada, e por compartilhar seus sonhos. Recomento à todos a experimentar  essa esperiência transformadora, o caminho é feito pelo nossos proprios passos, mas a beleza da caminhada  depende dos que vão conosco.
 
 
       Maria Rodrigues   SP

 

1176 - Masakatsu Toiya - maio e junho de 2012

 

I have been visiting Spain every year since 2007 and have walked several different routes of the Camino de Santiago. It has become my habit to work as a hospitalero for two months after finishing my pilgrimage out of gratitude for the routes.

This year, I came here, to Brazil, and walked the Caminho do sol after attending the meeting of the pilgrims (ENAP) in Aguas de San Pedro. The “Caminho” is well sign-posted and was easy to walk. I never worried about my safety while walking.

There were a lot of different styles of Pousadas; some were similar to the regular hotels, some were family-operated while others were operated by volunteer staffs only, and some were located in ranches. Regardless of the styles, they were clean and served excellent food and people there were kind. The route passed through the vast sugar cane fields and ranches and I enjoyed the wonderful scenery. Everybody in my group helped each other and I was deeply moved when I received the certificate from Mr. Palma after arriving at the Casa de Santiago in Aguas de San Pedro on the 11th day.

During this one and a half month, I arrived at the Casa de Santiago in Aguas de San Pedro three times; the first time as a pilgrim myself on foot, the second time as a volunteer hospitalero helping the walking pilgrims, and the third time as a volunteer hospitalero again to help the pilgrims riding bicycles.

Through this experience I was able to see the Caminho do Sol and the Brazilian pilgrims from various different angles. Meeting the people with warm heart, I came to like Brazil more and more. I have a plan to go to Spain after leaving Brazil and walk 1000km from Barcelona to Santiago de Compostela. I hope I could come back to Brazil and walk the “Caminho do Sol” once again with my Brazilian friends.

Masakatsu Toiya

 

 1176 - Masakatsu Toiya - maio e junho de 2012 (tradução livre)

 Eu tenho visitado a Espanha todo os anos desde 2007 e tenho andado por diferentes rotas do Caminho de Santiago. Tornou-se um hábito para mim trabalhar como hospitalero por dois meses após terminar minhas peregrinações por gratidão pelas rotas.


Este ano eu vim aqui para o Brasil e percorri o Caminho do Sol após o encontro com os peregrinos (ENAP- Encontro Nacional de Peregrinos) em Aguas de São Pedro. O "Caminho" é bem sinalizado e fácil de percorrer. Em nenhum momento me preocupei com minha segurança enquanto caminhava.

Existem muitos tipos diferentes de pousadas: algumas são similares aos hoteis comuns, outras são operadas por famílias, enquanto outras são operadas apenas por uma equipe de voluntários e algumas estão localizadas em fazendas. Independente dos estilos, elas são limpas e serviram uma comida excelente e as pessoas foram gentis. O trajeto passou pelos vastos campos de plantação de cana de açúcar e eu gostei muito do maravilhoso cenário. Todos no meu grupo se ajudaram e eu estava profundamente tocado quando recebi meu certificado do Sr. Palma após chegar à Casa de Santiago em Águas de São Pedro no 11º dia.

Durante esse mês e meio (posteriores à caminhada), eu cheguei à Casa de Santiago em Águas de São Pedro três vezes: a primeira vez como peregrino a pé; a segunda como hospitaleiro voluntário ajudando outros peregrinos; e a terceira vez novamente como hospitalero voluntário para ajudar os peregrinos andando de bicicleta.

Durante essa experiência pude ver o Caminho do Sol e os peregrinos brasileiros por vários ângulos diferentes. Encontrando pessoas com o coração quente, eu vim a gostar do Brasil mais e mais. Eu tenho o plano de ir para a Espanha após deixar o Brasil e andar 1000km de Barcelona a Santiago de Compostela. Espero que possa voltar ao Brasil e percorrer o “Caminho do Sol” novamente como meus amigos brasileiros.

Masakatsu Toiya

 

1175 - José Ghidini - de 18 a 28 de abril de 2012

Conclui o Caminho do Sol no dia 28 de abril.Eu e meus colegas,que tivemos a oportunidade de fazerem a caminhada com a peregrina italina Cristina Menghini, ficamos surpresos com a organizacao do Caminho. Tudo muito bem sinalizado.Parabens ao Palma, e equipe.Os anjos e nuvens do Caminho nos surprenderam, com a suas gentilezas e disponibilidade em nos ajudar para uma benvinda pausa no percurso, com seus sucos,refrescos, sanduiches e...muito mais. Aprendi muito.Como postou o peregrino Nivaldo, quem tiver orgulho e "nariz empinado"vai quebrar a cara...quando terminar o Caminho, tera aprendido a ser humilde, decididamente. ghidini

 

 1174 - Nivaldo Nunes de Oliveira - de 2 a 12 de maio de 2012

Olá Fátima, Palma, tudo bem?Aqui Nivaldo,acabamos de concluir o caminho do sol no sábado 12/05/12, foi incrível. A união do grupo foi determinante.Cada um com seu potencial contribuiu decisivamente para que os 10 que partiram, chegassem.Minhas homenagens aos peregrinos agora diplomados Joy, Valeska, Andréia, Alberto, Suely, mestre Naka e também aosjaponeses Toiya, Hata e Matsuoca. Recomendo que todos façam a caminhada, principalmente quem está se sentindo muito sábio e poderoso.Vai tomar um banho de humildade...Parabéns pela organização, abnegação e dedicação.

 

1173 - José Ney Santos - de 15 a 25 de fevereiro de 2012.

Olá Fatima e Palma!

Votos de que esteja tudo bem com vocês e os que formam a Família Caminho do Sol.

Esse e-mail tem dois motivos.

1º - Desejar uma caminhada produtiva para os que partirão amanhã
28/03, e mandar daqui da Bahia as energias positivas de Todos os
Santos, Orixás e Espíritos de Luz, para sirvam de estímulo para
enfrentarem os 11 dias com garra e perseverança.

2º - Registrar meu depoimento sobre a experiência de ter feito todo o
percurso do Caminho do Sol no período de 15 a 25/02, integrando um
grupo que, com certeza, escreveu um capítulo a parte na história do
Caminho do Sol.

A decisão de fazer o Caminho do Sol se deu a partir do momento
em que comecei a me preparar p ara fazer o Caminho de Santiago, tendo
como percurso o Caminho Português.

Após leituras sobre o Caminho do Sol e tomando conhecimento do
cronograma de saídas de 2012, encontrei a data de 15/02, data em que
completaria 55 anos, o que foi decisivo para fazer os contatos e
buscar o apoio do consultor Nelson Segochi, escolhido por ser também o
nome do meu pai, e o Nelson só me motivou e recomendou assistir o
vídeo do Palma, que após assistir partir para efetuar a inscrição e a
aquisição do material, tarefa que tive a consultoria do meu filho
Lucas.

Depois de alguns e-mails trocados com o Nelson e a Fátima, e
atendidos todos os requisitos para a fazer o Caminho do Sol, saí de
Salvador no dia 13/02 para São Paulo e no dia 14/02 fui para Santana
do Parnaíba rumo a uma experiência que em alguns momentos me assustou
a perspectiva de não concluir, e frustrar os que acreditavam na minha determinação, ou reforçar a crença dos que acharam uma loucura pelo
fato de não ter um histórico de atleta.

Festejar meus 55 anos de idade no dia 15/02, iniciando uma
caminhada de 240km na companhia de 11 pessoas que conheci na noite de
14/02, fez com que cada um dos 11 dias de caminhada se tornasse um
marco de integração, reflexão e perseverança.

Dos 11 Peregrinos que sairam de Santana do Parnaíba no dia
15/02, apenas 06 cruzaram o Portal da Glória na Casa de Santiago em
Águas de São Pedro no dia 25/02, quandofomos recebidos por José Palma
no início da tarde daquele dia ensolarado, como todos os demais, visto
que fazendo jus ao nome Caminho do Sol, todo o percurso foi feito sob
um Sol inclemente e nos dias que em que choveu e chuva, às vezes com
trovoada, caiu no final da tarde ou a noite.

Ratificando a posição de que o grupo de Peregrinos de
15/02/2012 escreveu um página a parte na história do Caminho do Sol,
dos 06 que concluiram apenas eu participei da Missa o Peregrino no dia
25/02 às 19h00 e também apenas eu participei do Café com o Palma na
manhã do domingo 26/02.

Repetindo o depoimento que dei quando da chegada, fazer o
Caminho do Sol foi fazer um viagem interior, e aí cito interior sob
três aspectos:
1º sob o aspecto geográfico, porque passamos por 13 municípios do
interior paulista;
2º sob o aspecto físico, porque o esforço físico despreendido e as
dores que resultaram dele nos levaram a identificar partes do corpo
que jamais imaginávamos que existem;
3º sob o aspecto espiritual, por que nos permitiu o auto-conhecimento,
interagir com a natureza e com os nossos companheiros de caminhada,
nos dando a dimensão do que é ser solidário e nos tornando mais
humanos.

Gostaria de agradecer ao Nelson, o Palma, a Fátima, a to dos
os voluntários das nuvens ao longo do percurso, aos colaboradores das
pousadas, aos companheiros Zeca, Bira, Fernanda, Dayse, Alexandre e
Fenelon pela amizade construída no breve convívio. E um agradecimento
especial a Donizete, Clain, Helena e Marta pela oportunidade de serem
minha família por 11 dias e me acolherem no seu círculo de amizades.

Que Deus continue iluminando os Caminhos de todos e nos
permita o reencontro em novas caminhadas.

Ney Santos
O Baiano.


1172 - FRANCISCO ANGELI SERRA – de 11 a 21 de janeiro de 2012.

 
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
(...)
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
 
Complicado foi decidir, difícil voltar... caminhar foi muito fácil, ainda mais que nenhuma dor, nenhuma bolha atrapalhou. Caminhar o Caminho mostrou que a vida é muito mais bonita do que enxergamos nos cartões postais, nas janelas em viagens e passagens.
Foram muitas perguntas antes que encontrei as respostas depois. Poderia falar dos lindos lugares em que passamos dos pássaros, das pousadas, da organização desde a palestra até o café em Águas, talvez em outra oportunidade ou outras pessoas já tão bem falaram aos que buscam esses depoimentos como forma de conhecer e decidir.
Nós fizemos o Caminho ser o nosso Caminho, deixamos marcas nele, em nós. Quero agradecer a oportunidade de ter conhecido pessoas maravilhosas que tão bem nos receberam: aos hospitaleiros, aos Anjos do Caminho, moradores, equipe da Band, passantes e caminhantes.
Ah!!! Meu Grupo.
Cinco saíram... cinco chegaram.
O que seria de um que nasceu no fundão da Zona Leste, feio, pobre, gordo e burro se a sorte não ajudasse? Sorte essa que começou em chorar depois de ser jogado contra a parede. Sorte mais recente em conhecer as pessoas que pretendo falar como forma de agradecer.
Bona: (Valter? Bonilha? Bonetti?) Foi guerreiro que esteve no limite entre a superação e a teimosia, tinha um pouco de pé em meio a muitas bolhas, contra tudo e contra todos fez o seu Caminho até o final. E se alguém perguntar até agora ecoa o som da resposta – Nãããããããããooooooooo tá tudo beeeemmmmmmm. Vamo lá. Uma generosidade que não se mede pelo tamanho e olha que o homem é grande, dividiu desde o conhecimento em regular a mochila até os seus dotes em alta costura.
Kaka: (Carlos? Gaga, Carlitos?) Mais do que um companheiro no Caminho passei a considerá-lo um irmão de jornada, chegamos à conclusão de que poderíamos caminhar por anos sem jamais brigar ou divergir. Fisicamente o mais preparado do grupo, atleta que é, teve paciência em esperar a todos para uma boa dose de prosa entre uma dose e outra dose de cachaça. Dividimos a autoria - em breve lançamento – do “Mapa e Guia da Melhor Cachaça do Caminho do Sol”, aguardem. Sempre tinha a piada certa para a hora errada, ou como as meninas diziam: “Falou pouco mais falou besteira”.
Mari: (Marisete? Marivalda? Mariléia?) Não foi à toa que em alguns momentos curtiu a “Metamorfose Ambulante” do Raul. Apesar da primeira impressão e imagem que causou na pousada inicial em Santana do Parnaíba quando “Rubão” – O Terrível – com suas vestes negras ao estilo “Exterminador” chegou chutando a porta e marcando território. Mari nos mostrou ser uma pessoa que tem o direito de se transformar no que quiser e na hora que quiser de personalidade forte tinha sempre a palavra de equilíbrio (apesar de ser meio mandona). Pode ser que deixe a Presidência da Liga das Senhoras Extremamente Católicas Criadoras de Shitzu Faladoras da Vida Alheia da Tradicional Cidade de Piracicaba. Aguardaremos notícias.
Val: (Valéria? Valdirene? Valdivânia?) A nossa caçulinha, bunitinha, fofinha, engraçadinha, bebezinha, chuchuquinha, professorinha de Geografia do interior de “Mogi das Cruiz”. Menina doce de extenso currículo – bonita inteligente, estudou, sabe ler e escrever toma banho todo dia e tem casa própria... ufa!!!. Manhosa como a idade ainda permite ser conseguiu agradar a todos mesmo quando no meio da escalaminhada ou no meio do canavial queria ir pro médico, porque alguma coisa ia doer. Dividimos a trilha sonora que embalou o grupo em vários momentos, ouvindo um pouco de sons no meio de tantos silêncios, tinha espaço pra todos.
Poderia também contar alguns causos e algumas histórias – “Da Maior e Melhor Missa de Agradecimento que Piracicaba já teve”, “Do Milagre da Multiplicação dos Peitos”, “Das Cobras de Pirapora (uiiiiiiiiii)”, “Das Danças de Cabreúva (uhhhhhhhhhh)”, “Do Guia e Mapa da Melhor Cachaça do Caminho do Sol”, “Do Creatório de Sacis (que o impagável Artur não me deixa mentir sozinho)”, “Das Caipirinhas do Jesus (não Ele, claro, o outro)”, “Das Pescarias do Sr. Egidio”, “Do Axé-Funk-Sertanejo e Dança do Cajado”, “Da Sogra Queimada do Cosmo” “Da Fazenda mal Assombrada e Fantasmas do Mosteiro”,
Diz uma mais lenda do que história que teve certo participante do grupo que teve um breve envolvimento com um determinado refrigerante de cor avermelhada, parecida com a cor do vinho. Só que são histórias – Nossas Histórias – Ninguém sabe se aconteceram.

Se quiser ter a sua história. Vá e faça o seu caminhar.

Francisco.

 

 

1171 -  Carlos " Kaká" Pereira, de 11 a 21 de janeiro de 2012.

Quando me propus a realizar o Caminho do Sol, fiz atenta leitura dos depoimentos daqueles que já o haviam feito para que eu tivesse uma idéia do que poderia esperar. Depois de percorrer os 241 km, tive uma certeza em relação ao que havia lido: é como se houvesse um muro e alguém tentasse descrever o que havia por trás dele, ou seja, somente após realiza-lo pessoalmente é que se tem uma idéia clara do que representa o caminho. É simplesmente TRANSFORMADOR. Ninguém que o faz retorna como era antes. Para os alquimistas eu diria: Passei pela prova dos quatro elementos, quais sejam, a água (chuva molhando meu corpo e lavando minha alma); fogo (o sol queimando o corpo e exaurindo minhas forças); a terra (lama tentando me derrubar  - e às veze conseguindo, mas eu insistindo em me manter de pé e seguir viagem) e o ar (desde a brisa mais tênue até um vento que levanta a poeira, por vezes cegando a visão). Para os filósofos eu diria: exercitei diuturnamente o Oráculo de Delphos (“Conhece-te a ti mesmo”). Aliás o que mais se faz ali é penetrar em todos os caminhos de sua alma, até nos mais sombrios e descobrir que há muito o que fazer em prol de seu crescimento e sua melhora como pessoa. A todo momento você se vê pensando em sua vida. No que você fez, no que não deveria ter feito, nas pessoas que você deveria olhar nos olhos e dizer “EU TE AMO”, para outras que você deveria dizer “ME PERDOE” e para outras “EU TE PERDOO” e isto acontece porque temos o péssimo hábito de deixar para trás situações mal resolvidas. Tal como o Deus Jano, tinha uma face para o passado, mas também tinha uma para o futuro, ou seja, também pensei nas coisas que ainda tenho que fazer. Exercitei muito a tolerância, não por achar que éramos todos iguais – porque aliás não somos – mas por aceitar as diferenças de cada um. É um convívio muito intenso (dormir e acordar por 11 dias com pessoas que você nunca viu ...). Tive lições diárias de amor, compreensão, simplicidade, civilidade, humildade e solidariedade. Foi uma experiência muito intensa e causou – e vai causar ainda – muitas mudanças em minha vida. Um capítulo à parte é a natureza exuberante que nos é apresentada; lindas paisagens (mata fechada, pastagens, plantações, rios, etc ...) e animais silvestres (pássaros os mais diversos e alguns mamíferos). Por fim, não posso deixar de mencionar e agradecer a todos aqueles que fizeram com que o caminho fosse realmente maravilhoso de ser feito: os “anjos” nas “nuvens” (sempre um oásis pelo caminho); os donos/amigos nas pousadas que sempre nos recebiam com muito carinho e mesa farta e todos aqueles que abriam suas porteiras e portas para nos oferecerem água gelada e um “dedo de prosa”. Fomos um grupo de cinco pessoas que se transformaram em cinco irmãos, cada qual com seus motivos determinantes para feitura do caminho, mas que ao chegar na Casa de Santiago em Águas de São Pedro, compartilharam uma alegria e felicidades comuns. Que o Grande Arquiteto do Universo a todos ilumine e guarde. (CARLOS – KAKA – PEREIRA (11/01 a 21/01/2012)

 

1170 - Vivian Rapp Nölting - de 28 de dezembro de 2011 a 07 de janeiro de 2012

Prezados Palma e Fátima e todos Voluntários ,

falei com várias pessoas desde que voltei no dia 07 de janeiro de 2012.
Adorei ver a minha mãe , pessoa reservada , me contando que comentou com a professora de ingles, com a amiga, com a irmã, com a cabelelereira ... ela e muitos estavam vibrando juntos.
A minha decisão de fazer o Caminho foi motivada , além do chamado interno, por um depoimento verbal muito especial, de uma pessoa que fez  o do Sol e o de Santiago , sem dar mais valor para um ou outro, definindo os dois como muito significativos.

O que é o Caminho ? Resumindo ... é um abraço multifacetado , mais forte, mais carinhoso, de mãe, de filho, amoroso, dependendo da situação.
Nos mostra que há algo que não se explica, q ue está aí permanentemente , basta estarmos atentos e com o coração aberto.
As respostas , o resultado, vemos nas pequenas e grandes coisas do dia a dia , bom que não só nós mas muitas pessoas ao nosso redor acabam se beneficiando com esta energia inexplicável.

Uma grande surpresa : Ter a oportunidade de fazê-lo ao lado de 12 pessoas , cada uma delas com uma qualidade especifica que ficará guardada eternamente na minha memória.


Com carinho,

Vivian Rapp Nölting

 

 

1169 - Danny Melo, de Brasília

Caminhar é um ato de amor. Amor próprio e ao próximo.
Caminhando tudo se transforma! Seus pensamentos, seu corpo, suas atitudes.
Caminhando seguimos o ciclo natural da vida de movimento constante porém nem um pouco uniforme.
O Caminho do Sol me deu vários presentes, inesquecíveis! Eu estava renascendo e ainda carregava pesos demais, e desnecessários, na minha mochila interna.
Tinha tanto medo de tudo e de todos que levei na minha mochila uma frase “Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio”.
Assim foram 11 dias intensos, onde tudo veio em muita quantidade: muito choro, muitas gargalhadas, muito carinho, muito amor. Meus anjos eram muito generosos e meu companheiro Manoel, muuito especial.
Depois do Caminho, eu estava muito feliz, aí, aproveitei a ‘fase do muito’ e fui muito radical: cortei o cabelo curtinho, fiz três tatuagens, vendi tudo o que tinha e fui passar oito meses em Minas Gerais. Realizei sonhos, joguei fora os pesos que carregava dentro de mim, me libertei!!! Pronto! Fechei um ciclo.
Dois anos depois fui percorrer o Caminho de Santiago de Compostela na Espanha. E agora to indo para o Caminho da Luz, depois Caminho das Missões e assim, caminhando e renascendo sempre.
Ao Caminho do Sol e aos seus mantenedores, minha eterna gratidão.
Daniela - Brasília/DF

"Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão,
continuaremos a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é necessário ser um."

 

1168 -  Roberta Ramalho, de 23/11/2011 a 03/12/2011 
                    roberta_ramalho@hotmail.com

O Caminho do Sol foi meu 3º caminho. No início de 2010 decidi fazer o Caminho de Santiago na Espanha e em 22 de abril estava dando meus primeiros passos nos mais de 880 Km entre Roncesvalles e Finisterre. Em junho de 2011 trilhei a Volta da Ilha, caminho organizado pela associação de peregrinos de Santa Catarina, que sai da grande Figueira no centro de Florianópolis e circunda a ilha por 188 Km entre praias e morros. E em novembro resolvi fazer os 241 Km do Caminho do Sol.

Caminhar longas distâncias, pra mim, é um exercício muito mais mental do que físico. Caminhando, meço a vida não em meses ou anos, mas em passos, passagens, paragens e imagens. São momentos que guardo dentro do coração. O abraço recebido, a sabedoria ouvida, o sorriso espontâneo, o causo, o conto... a amizade que surge. A percepção do tempo muda.  Não é mais um tempo físico, o tempo passa a ser uma percepção emocional.

Saí de Curitiba na manhã que antecedia o início da caminhada e depois de pouco mais de 9 hs entre ônibus, metrô, trem e ônibus de linha chegava, de baixo de um temporal, em Santana do Parnaíba. Já na chegada tomei um susto. Eu não constava na lista de peregrinos. Aff, cometi o erro mais básico, não me certifiquei de que minha inscrição estava confirmada! Que vacilo, mas passado o susto inicial, tudo ficou resolvido num telefonema e onde caminham 5, caminham 6, ufa!!!

Caminhar em grupo é difícil, nem todos têm o mesmo propósito, mas o grupo era ótimo, dois homens e quatro mulheres, e logo as afinidades apareceram e decidimos fazer o caminho todo juntos. Minhas necessidades passaram a ser as dos outros e vive-versa. Às vezes precisei caminhar um pouco sozinha, ouvindo música, mas na maioria do tempo preferi ouvir e contar histórias. Quando alguém ficava pra trás, os outros esperavam, e assim seguimos unidos, quase todos. Como a companhia era boa, a conversa fluiu, não vi o tempo passar, esqueci do cansaço, das dores, das bolhas.

Sempre tive muita sorte, pois em todos os 3 caminhos fui sozinha, sem conhecer ninguém e encontrei pessoas especiais que fizeram meus passos mais leves. Em nenhum momento, em nenhum dos meus caminhos até agora, pensei em desistir ou no famoso “o que estou fazendo aqui”. Talvez porque todas às vezes que busquei um caminho, procurei saber o que me esperava e sempre foram decisões muito bem pensadas. Além disso, as pessoas com quem compartilhei o caminho vibravam na mesma sintonia, o que ajudou muito. São pessoas que hoje considero meus amigos.

O Caminho do Sol é um caminho interessante e diferente. Existe uma rede de voluntários surpreendente que o torna muito especial. A hospitalidade nas pousadas, a recepção e a confraternização da chegada nos conduz à reflexão e nos ajuda a entender os efeitos do caminho. Ser agradecido não é apenas dizer muito obrigado, mas sentir-se tocado pelo gesto. Vem de dentro. Nos leva, não apenas à reflexão, mas nos mostra como ser pessoas melhores no agir. Ouvi de um grande sábio algo mais ou menos assim: De que vale percorrer a pé tantos quilômetros pra valorizar o simples, exercitar o desapego, compartilhar... e correr na frente pra escolher a melhor cama? É preciso pensar no que fazemos pelo outro.

O sol, que dá nome ao caminho, me assustava bastante, e realmente foi uma grande dificuldade. O sol, o calor, a falta de sombra foram duros... mas tinham nuvens que nos salvaram muitas vezes. Só em imaginar como cada nuvem surgiu já me dava uma imensa alegria e ao mesmo tempo uma desconfortável sensação de não ter agradecido o suficiente. Mas minha maior dificuldade foi enxergar, em cores mais fortes, aquele meu defeito que pensei estar amenizado. Em alguns momentos, não consegui me segurar e entrei na vibração errada...

Caminhar ao lado de pessoas bacanas e que se tornaram cúmplices e amigos foi fácil. Difícil, foi enxergar em mim a imensa dificuldade em lidar com quem “meu santo” não bate. Minha sutileza “de elefante” me impediu de mostrar que quem não aprende com o amor, aprende com a dor... e no fim a lição quem recebeu fui eu. Aprendi que tenho um longo caminho a trilhar pra me tornar uma pessoa melhor, mais paciente, mais tolerante. Cada um tem seus motivos para ser como é. E só me resta aceitar.

Para aqueles que pensam em fazer o Caminho do Sol recomendo muito. É um caminho seguro, muito bem pensado e é nosso! Desculpe, Palma, pela apropriação do “é nosso”. O Caminho do Sol, genuinamente brasileiro, nos moldes do da Espanha, tem um grande diferencial... a afetuosidade do brasileiro. É especial justamente por ser em grupo, que nos ensina o significado do compartilhar, e pela rede de voluntários, que nos mostra o que é “fazer o bem sem olhar a quem”. É uma experiência incrível e que marca pra vida toda. Obrigada Palma e Fátima, obrigada a todos os hospitaleiros e voluntários, mas especialmente aos meus companheiros de jornada Mário, Little Janet, Su, Toninho, e Drica. Vejam as fotos no facebook, são 11 álbuns, um pra cada dia!!! 

Roberta Ramalho

 

1167 - Maura Soares – de 28 de dezembro de 2011 a 07 de janeiro de 2012

“... que as pedras no meu caminho, meus pés suportem pisar. Mesmo ferido de espinho, Me ajude a passar.”

Sábia frase de Roberto Carlos. Mal ele sabe que ela é perfeita, especialmente para ESSE caminho da vida – o Caminho do Sol.
E assim foi.
“13 para 2012!” Disse Jocilei.
Sim. 13 desconhecidos que resolveram sair de suas casas, do conforto de seus lares, para passar a última semana do ano de 2011 e a primeira de 2012, juntos (sem saber), em busca de algo. Pois, o que leva alguém a sair de casa pra fazer esse tipo de aventura? Não sei ao certo. Afinal, cada um tem sua necessidade. Mas logo às vésperas de dia de ano... Réveillon... Comemoração... Família... Amigos... Humm... Então? “E agora, José?” (Se me permite o trocadilho).
Cada um com sua ansiedade, suas expectativas, mas todos com o mesmo propósito: encontrar algo que falta. Mas, vi que nesse encontrar, não se resumia simplesmente ao fato de procurar o que faltava, mas também, de achar ajudando a quem precisa, compartilhando experiências, emoções e histórias.
Assim, inscrição feita.
Contato feito. Fátima – organizada e afetuosa.
Palestra feita. Zeca – motivador, objetivo, preocupado e amigo.
Pronto. Só era ir pra Santana de Parnaíba e selar meu destino.
E fui.
E o que eu vi e senti ao chegar, foi: olhares de alegrias, misturados ao de euforia e muita emoção, por ver que outros 12, também resolveram dividir suas histórias com as minhas.
Foram 12 dias e noites juntos, compartilhando muito mais do que roncos, mosquitos, risos, choros, suores, odores... Foram vidas reveladas... Lágrimas secadas, sorrisos presenteados, surpresas estendidas, fotos tiradas, lições aprendidas, saudades trocadas, clichês criados, paródias motivacionais, abraços cuidadosos, gestos solidários, sombras inventadas, águas “emprestadas”, mochilas repartidas, sonhos descobertos, esperanças remexidas, brindes a cada conquista. A cada quilômetro. A cada metro. A cada centímetro. Emoções latentes que nos guiaram; O CAMINHO FOI PERCORRIDO PELO CORAÇÃO, NÃO PELOS PÉS.
Realmente, o caminhante não exige, apenas agradece e, ainda é pouco, perto do que ele nos dá.
Fazer o caminho de coração aberto é tão forte quanto tantos pares de meias e litros de águas que você consegue levar.
Pode-se perceber ao longo do caminho que, cada um com seu jeito, enriqueceu nossa jornada. Desde o primeiro dia em Santana de Parnaíba com a simplicidade do Senhor Manoel; 2° - Pirapora de Bom Jesus com a alegria do Márcio; 3° - Cabreúva com a dedicação da Ivete; 4° - Haras do Mosteiro com a disposição da Rute; 5° Fazenda Vesúvio com o capricho de Dona Nil; 6° - Elias Fausto com as experiências de Thiago; 7° - Fazenda Milhã com o empenho da Márcia; 8° - Mombuca com o carinho da Maria; 9° - Arapongas com o amor do Artur e equipe; 10º Monte Branco com a preocupação de Jesus e Adriana; 11° Artemis com a descontração do Senhor Egídio Mauro e, 12° com a recepção calorosa e amiga de Palma, Acácio e Loretta, vivemos momentos inesquecíveis.
Fui abençoada com um grupo muito especial. Com cada tom que destacou de sua personalidade: Gilmar (Bob Pai) – segurança; Diogo (Bob Filho) – determinação; Adalberto (Dr.) – conhecimento; Ana Rita (Ana Hickmann) – atenção; Felipe – aprendizagem; Jocilei (Jô) – redescobertas; Luna – carinho; Vinicius – descontração (ainda tenho a sensação de serem uma dupla sertaneja hehe); Marli (Marli Marlei) – simplicidade; Vivian (Vivis) – serenidade; Duane (Du ou Zé pelado) – companheiro; Thaís (TATA) – amizade, fez de cada dia, de cada pedra, uma experiência única. (apelidos carinhosos, sem qualquer ofensa, eles sabem disso...)
O Caminho conta também com as MILAGROSAS, AMIGAS, ENERGIZANTES NUVES. Sem elas, o caminho teria ficado muito mais árduo. Isso serve pra nos mostrar que, em nossa vida, temos também que servir e ajudar, não apenas querer receber. O amor ao voluntariado é tão forte, que nos faz repensar sobre o que sabemos sobre realmente doar...
Ivo’s bar e mercado, Nossa Senhora da Piedade, Armazém do Limoeiro, inédita nuvem Zucca, Lanchonete Pedro e Fátima, Bar do Jarbas, Família Bianchini, Cosmo e Cristina, Mercearia Monte Branco, Delícias do Milho, Anjos do Caminho, Eldorado, Ecoloja, Samambaia, e todos, todas as pessoas que nos deram apoio e carinho em muito momentos.
Pode até não ter fundamento, mas pensando num dia de caminhada (tive tempo pra isso, bastante viu), fiz uma analogia a tudo o que acontecia no Caminho do Sol com os caminhos da nossa vida.
Começamos como o Rio Tietê totalmente poluído... Nosso coração que chega em frangalhos, escuro, (peludo), sem esperança e luz, desesperado por algo que nos faça reviver. As estradas mal sinalizadas são como nossos atos. Canaviais sem sombras, sem fim, como nossas ansiedades.
Mas ao longo do caminho, as coisas mudam... Paisagens mudam... Pensamentos mudam... Vidas mudam. Enxergamos como somos e como podemos melhorar. O que tínhamos e podemos escolher. O que precisamos e podemos alcançar.
Foram 12 dias de aprendizagem os quais já estou sentindo falta.
Na viagem de volta, ainda procurei por setas amarelas.
Sei também, que ainda as procurarei por um bom tempo.
O engraçado é que, agora para eu enxergá-las terei que fechar os olhos, para poder enxergá-las com o coração.
Agradeço imensamente por tudo o que vivi, aprendi, senti, descobri, redescobri, construí, reconstruí, amei, por cada lágrima e suor que derramei, sorrisos e águas que reparti, lições e histórias que aprendi.
Obrigada, Caminho.
OBRIGADA!
“Ei dor, eu não te escuto mais. Você, não me leva a nada!
Ei medo, eu não te escuto mais. Você, não me leva nada!
E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde TENHA SOL, É PRA LÁ QUE EU VOU!
E se quiser saber pra onde eu vou, pro CAMINHO DO SOL, É PRA LÁ QUE EU VOU!”.
 
Maura Soares – 28/12/2011 a 07/01/2012
Última turma de 2011 – 1ª turma de 2012.

 

1166 - Oliver Meewes, de 09 de novembro a 19 de novembro de 2011;

 
"O Caminho do Sol é um percurso percorrido durante 11 dias a pé. Inicia-se em Santana do Parnaíba e termina em Águas de São Pedro após percorrer 240 km."
 
Foi assim que eu li a primeira vez sobre o Caminho do Sol e fiquei entusiasmado só com a ideia de poder caminhar por lindas paisagens e sem nenhum outro compromisso durante 11 dias. Sair da rotina, fazer coisas que não fazem parte do meu dia-a-dia e curtir a natureza.
 
Mas o que eu encontrei foi incrivelmente mais forte, muito mais forte do que eu jamais poderia imaginar ou que um pisciano como eu poderia ter sonhado com. Mesmo após muitas pesquisas e leitura de depoimentos do site e do livro "Relatos de um cajado", nem a imaginação mais fértil e fantasiosa poderia ter me levado tão longe como o Caminho do Sol me levou.
 
Segue meu depoimento, onde tento descrever da melhor forma possível, o que foi percorrer o Caminho do Sol, o que eu vivi, aprendi e senti. Mas a verdadeira resposta para a pergunta "O que é o Caminho do Sol?" cada um encontrará somente após percorrer o caminho e chegar a Casa de Santiago em Águas de São Pedro.
 
 
A preparação
 
Eu planejei a caminhada há aproximadamente um ano atrás, após assistir a palestra do Nelson Segoshi que, de forma muito equilibrado, falou sobre o Caminho do Sol, o que nos esperava e algumas dicas valiosas para superá-lo. Comecei a caminhar duas vezes por semana no Parque do Ibirapuera e aos domingos de manhã fazia uma caminhada de longa distância (aproximadamente 25 km) pelas ruas vazias da cidade de São Paulo ou por outros caminhos quando em viagem de fim de semana. Aconselho a todos fazer caminhadas regularmente, mas é apenas para tornar mais confortável o Caminho do Sol, pois se mostrou durante o percurso que mesmo pessoas com nenhum preparo físico conseguem finalizar o percurso, bastando para isso apenas muita determinação. Também realizo check-up uma vez por ano, o que me traz a tranquilidade de não haver surpresas com meu corpo, principalmente o coração, muito exigido (principalmente emocionalmente) durante o caminho.
 
 
O Grupo
 
Chegamos (eu e meu cunhado Leandro) a Santana do Parnaíba na véspera a noite para iniciar a caminhada na quarta de manhã com os demais participantes do grupo. Caminhar com pessoas que nunca vimos e que não conhecemos é a melhor forma de iniciar esta imensa jornada. Descobre-se aqui o primeiro e princípio básico que aprendemos apenas no caminho: Todos somos iguais, os bens materiais que temos (ou que queríamos ter) ficam para trás assim como títulos ou respeito por alguma hierarquia. O importante não é o ser, mas o estar. Cada uma das pessoas veio por um objetivo diferente, iniciou, percorreu e finalizou o caminho de forma diferente e mesmo assim formamos um grupo, pois é na união do grupo que cada um busca superar os desafios, do caminho e da vida.
Outra vantagem de caminhar com pessoas que (de início) não conhecemos é a oportunidade de falar e desabafar, ouvir e aprender. A possibilidade de às vezes andar sozinho, em dupla, em três, em mais pessoas ou com todos do grupo, sem compromisso e de forma autêntica e natural. E desta forma o grupo se conhece e no final do caminho a separação é difícil, pois percebemos que não fizemos apenas amigos ou amizades, mas temos várias histórias em comum, além de nos dar conta que juntos, vencemos.
  
O Início e a fase de Adaptação
 
A chegada em Santana do Parnaíba de ônibus executivo intermunicipal foi tranquila. Após a apresentação de todos, as últimas instruções do Palma e uma pizza para fechar o dia e descansar, pois o dia seguinte era totalmente desconhecido para todos do grupo, pois ninguém jamais havia feito algo parecido. Subir uma escada de madeira estreita até o soton para dormir em camas beliches foi, além de lembranças de excursões de escola na juventude, um grande choque, mas a mudança repentina do ambiente e local para dormir (muito diferente do acostumado) em dose única é tão refrescante como pular em uma piscina de água fria em vez de demorar meia hora tentando se acostumar com a água e no final acabar não entrar. Para mim foi o cenário ideal para me desligar do dia-a-dia e cair no caminho. O problema do Soton com piso de madeira foi ouvir o ronco do hóspede do quarto abaixo. Aliado a ansiedade sobre o caminho desconhecido e a necessidade de descer a escadinha de madeira para ir ao banheiro resultaram em uma noite de pouco sono, mas nada que não fosse recuperado na noite seguinte. A surpresa foi a rede WiFi de alta velocidade para ler os últimos e-mails e twittar uma última mensagem, antes de iniciar a imensa jornada rumo ao desconhecido.
 
O primeiro dia de Santana do Parnaíba para Pirapora do Bom Jesus é um trecho pequeno de 14 km, mas muito desconfortável, pois é todo percorrido pela estrada de grande movimento e em alguns locais sem acostamento. Serve basicamente para conhecer cada um dos integrantes do grupo e para se acostumar aos equipamentos, como mochila, cajado, bota e onde levar a água para beber sem fazer uma parada a cada 15 minutos. O barulho de muitos carros também não ajuda para conversas mais prolongadas ou reflexões mais profundas, deixaremos isso para o terceiro dia em diante.
A minha percepção é que o caminho é dividido em quatro fases, sendo que cada um dos integrantes tem seu próprio ritmo e pode demorar mais ou menos dias para passar para a fase seguinte. São elas: Adaptação, Introspecção, Aprendizado e Renovação. Não se sabe ao certo quando termina cada fase, apenas se nota que de repente estamos na fase seguinte e que concluímos a fase anterior.
Outro aprendizado no primeiro trecho diz respeito à orientação e localização. Após caminhar aproximadamente metade do percurso, após uma subida muito íngreme, que todos achavam (sem certeza) tratar-se da "subida do cala boca", encontramos nosso primeiro anjo do caminho, o Márcio, dono da Pousada Casarão, em Pirapora do Bom Jesus, destino daquele dia. Que alegria! Estávamos descansando num ponto de ônibus, alguns ainda com aquela pergunta "o que estou fazendo aqui?" quando o Márcio parou seu carro e veio nos socorrer com água, conforto e palavras de incentivo. Tudo bem, dizer que a "Subida do cala-boca" estava na nossa frente não são exatamente palavras de incentivo, mas uma valiosa informação para finalizar o percurso do dia sem problema. No final achei que a primeira subida era pior, pois para a "Subida do cala boca" estávamos preparados e descansados. Daí também veio outra lição que se tornou muito útil em outros trechos: Se você se impõe a andar 20 km vai andar 20 km, mas se você acha que o fim está a 500 metros seu corpo vai andar apenas 500 metros e nada mais.
A chegada em Pirapora do Bom Jesus foi tranquila e a recepção na Pousada Casarão calorosa. Encontramos suítes para quatro pessoas com ventilador de teto e televisão. Como não ia ver televisão (um dos princípios que adotei para me desligar do dia-a-dia), a tomada acabou servindo para recarregar o celular. À tarde fizemos uma visita espetacular ao Seminário Belga da "Ordem Presmontatense" onde fomos recebidos pelo Padre Godofredo, uma pessoa muito lúcida e vivida, conhecedor profundo da história passada e recente.
 
No dia seguinte seguimos para a Pousada Colina, em Cabreúva, da Márcia. Mais um dia com muito trecho no asfalto, porém com menor número de carros. Percebi que continuava na primeira fase (Adaptação), mas muito mais confiante em mim e adaptado a bota, cajado e mochila. E mais uma vez comprovei o fato psicológico de achar ter terminado o caminho, ao chegar à entrada da pousada. Faltava uma longa subida até a sede da pousada que parecia ser mais difícil do que toda a manhã de caminhada, pois para minha mente a entrada da pousada era o final do caminho naquele dia. Também não observei a flecha que indicava um caminho mais curto, simplesmente porque minha mente se negava a continuar, achando que tinha chegado. No fim do segundo dia, ainda em adaptação, a localização e interpretação das setas também se tornaram mais familiar, pois não procurávamos mais por elas a toda hora e sabíamos que apareceriam quando necessárias. Tomei nota no meu diário: "Quando não há setas amarelas não quer dizer que o caminho é mal sinalizado. Não chegou a hora e necessidade de receber outro sinal ou não observamos suficientemente o caminho já percorrido." Fomos recebidos calorosamente pela Márcia, uma pessoa muito divertida e descontraída. A surpresa foram as excelentes instalações da pousada, com piscina (que aproveitamos durante toda à tarde para descansar corpo e pés), quarto grande e ótimo chuveiro com aquecimento central.
 
 
A fase de Introspecção
 
No terceiro dia partimos de Cabreúva por uma longa subida pela mata fechada, acompanhados pela Márcia, até uma rodovia de onde seguimos para o Haras do Mosteiro em Itu. Neste dia eu e meu cunhado resolvemos seguir em ritmo mais forte do que os outros integrantes do grupo, para testar nossa resistência física e para fugir do sol escaldante que se impunha a partir das 14:00 horas. Combinamos com todos que esperaríamos no Armazém do Limoeiro, localizado aproximadamente na metade do caminho. Chegando lá, a visão de um velho e bem cuidado armazém, que por fora mais parece uma estação de trem, contrastava com o caminho de terra percorrido até então. Fomos muito bem recebidos pelo Seu Clemente e sua adorável esposa Dona Lalá. Seu Clemente já havia organizado as mesas e cadeiras de forma a receber os peregrinos com total conforto. Seu Clemente cantou o hino do Caminho do Sol e após a chegada dos demais integrantes do grupo, visitamos a capela onde Seu Clemente leu uma missa para todos. No segundo trecho do dia, já com o sol a pique por ficarmos mais tempo (muito bem aproveitado) do que o planejado no Armazém do Limoeiro, seguimos novamente em ritmo mais forte, combinando com o restante do grupo que nós encontraríamos em uma próxima parada ou no destino final. Apesar de termos enchido todas as nossas garrafas de água, o sol castigava muito, levando os nossos corpos a exaustão e aumentando muito o consumo de água. No meio de uma subida muito íngreme, meu cunhado parou e me aguardou chegar. Ao alcançá-lo, pediu-me para parar para beber água. Continuei andando e disse a ele para aguentar até o final da subida, pois se parasse agora eu não teria forças para continuar. Continuamos subindo com passos fortes e no mesmo ritmo, apesar de eu também sentir cada vez mais a necessidade de beber água, mas estávamos determinados à primeiro vencer a subida independente de qualquer cansaço. Chegamos ao topo totalmente exaustos e esgotados, jogamos nossas mochilas no chão e deitamos em baixo de uma grande árvore para um descanso de meia hora. Senti uma grande satisfação pelo esforço, mesmo estando esgotado fisicamente. Seguimos estimando que em uma hora e meia a duas horas chegaríamos ao Haras do Mosteiro. Foi um longo trecho. O Sol escaldante, sem sombras, não falávamos para nós poupar, às vezes eu ia à frente e impunha o ritmo e às vezes atrás seguindo o ritmo do meu companheiro. Eu estava exausto, extremamente cansado e a única força que me fazia seguir em frente era a necessidade de chegar ao destino. Cheguei ao esgotamento físico total como nunca havia sentido antes. As últimas gotas de água utilizei para jogar no meu tórax, pois o sentia a mais de 40 graus e já me preocupava com o superaquecimento do corpo. Durante uma rápida parada, a urina estava extremamente escura sinalizando a desidratação do corpo, mas não encontramos nenhuma fonte ou local para pedir por água. Senti que estava passando para a fase seguinte, de Introspecção. Me sentindo completamente sozinho passando por plantações enormes e extremamente exausto fisicamente, iniciei uma viagem louca acompanhando minha alma e minha mente que se separou do meu corpo que apenas caminhava, com pensamentos profundos na minha vida, muitos questionamentos e choros compulsivos interrompidos por risadas. Nunca experimentei nenhuma substância ilícita, mas neste momento, que deve ter demorado de 10 a 20 minutos, eu me sentia totalmente fora de mim, flutuando, voando sobre os canaviais. Estava ao mesmo tempo eufórico, feliz, triste, realizado, renovado, agitado e calmo. Imagens dos últimos 44 anos passando pela minha cabeça e ouvindo música alta completaram a cena. Foram sensações maravilhosas e indescritíveis que nunca tinha sentido. Estávamos no dia 11/11/2011 e de alguma forma a minha vida sempre foi dividida aproximadamente em períodos de 11 anos. Nasci na Alemanha e aos 11 anos vim para o Brasil, aos 22 saí de casa e aos 33 tive minha primeira filha. Agora eu estava com 44 anos e percebi que a cada 11 anos eu passava por uma nova descoberta: Aos 11 anos descobri o Brasil (que considero minha terra pátria), aos 22 descobri a vida adulta fora de casa e da proteção paternal, aos 33 descobri a vida em família e aos 44 anos, no dia 11/11, estava descobrindo a mim mesmo. E para completar este cenário, alguns quilômetros antes de chegar ao Haras do Mosteiro, encontrei uma ferradura no chão, um sinal de sorte, que eu trouxe comigo como lembrança deste dia tão maravilhoso que o Caminho do Sol me proporcionou. Foi um dia mágico e ao final senti ter passado também da segunda fase, de introspecção. Sentia-me muito leve, feliz, de alma lavada e com um sentimento de extrema simplicidade.
 
No dia seguinte, ao comentar os fatos com a Bia, que havia relatado sentimentos parecidos no segundo dia de caminhada, ela disse:
 
"No nosso dia a dia somos como um copo cheio, onde não cabe mais e que derrama a toda hora. No caminho temos a oportunidade de esvaziar o copo e começar a enchê-lo novamente somente com o que queremos."
 
E erra exatamente assim que eu estava me sentindo: Um copo (corpo e alma) completamente vazio, leve e renovado.
O destaque do Haras do Mosteiro fica por conta de uma maravilhosa paisagem repleta de cavalos puro-sangue e um fogão de lenha onde foi servido um saboroso almoço, completando assim um dia memorável que jamais esquecerei.
 
 
A fase de aprendizado através de maravilhosas histórias:
 
Um questionamento que me ocorreu antes de iniciar o Caminho do Sol foi o fato de achar que após alguns dias a caminhada se tornaria monótono. Pensava em caminhar durante o dia por paisagens semelhantes e no final do dia descansar em lugares muito parecidos.
 
Mas desde o primeiro dia eu vi que estava completamente enganado, pois cada dia mostrou-se uma caminhada única e cada chegada um local mágico com histórias diferentes.
 
Após completar a fase de introspecção no dia anterior e estando com o "copo vazio", senti uma grande necessidade de assimilar muita informação e aprendizado, o que ocorreu de várias formas.
 
Através de conversas com os outros integrantes do grupo, às vezes falando e muitas vezes ouvindo, a partir do quarto dia sentia uma forte necessidade de acompanhar o grupo. Geralmente no primeiro trecho eu e meu cunhado continuávamos a andar mais forte para aguardar o grupo na metade do caminho e finalizar o trecho final junto. A espera pelo grupo foi sempre muito agradável, ora descansando em um enorme túnel formado por bambuzal, aonde chegamos a montar um tablado de bambu utilizando pela primeira vez nossos canivetes, ora descansando (e até cochilando) em baixo de uma enorme árvore, sem nenhum compromisso, apenas contemplando a maravilhosa paisagem e o amplo horizonte.
 
No quarto dia (a caminho da Fazenda Vesúvio em Salto) também encontramos a nossa primeira nuvem, feita pelo Zeca e a Rô. Foi maravilhoso, uma longa pausa muito agradável e novamente muitas oportunidades de aprendizado.
 
Mas o aprendizado não se restringia apenas ao caminho. A cada chegada, a cada recepção, histórias incríveis foram se revelando e logo senti que o tempo disponível em cada pernoite era muito pouco para conhecer em detalhes a rica história das pessoas e dos lugares. Foi assim no quarto dia na Fazenda Vesúvio (Salto) com Bozó, que recebeu todos com muito carinho em seu casarão alugado que recebe jovens de todo país que desejam treinar e iniciar a carreira de jogadores de futebol, no quinto dia em Elias Fausto com Thiago, que largou um emprego estável de 10 anos em São Paulo para assumir a dedicação de sua mãe em manter uma pousada para os peregrinos do Caminho do Sol (e desta forma estar também mais próximo de sua família em Indaiatuba), no sexto dia na Fazenda Milhã em Capivari onde fiquei horas conversando e aprendendo com a proprietária Cristina, profunda conhecedora do plantio, coleta e processamento da cana de açúcar e os impactos na economia e no âmbito social e que na manhã seguinte fez questão de lavar nossa louça, pois sentia-se bem servindo a nós.
  
Devido à chuva que caiu durante toda noite, o sétimo dia foi mais difícil com muita lama. Pisávamos cuidadosamente nas pedras ao longo do caminho para não afundar na lama, as mesmas pedras das quais desviávamos nos dias anteriores quando o caminho estava seco, outra lição do caminho! Ao ficar no Recanto dos Amigos Peregrinos em Mombuca após o sétimo dia de caminhada, percebi durante o passeio pela pequena cidade que com a fase de aprendizado o meu "copo" estava se enchendo com histórias e lições maravilhosas, o que continuou a ocorrer até o final do caminho.
 
 
A fase da renovação
 
Sentia-me muito leve, totalmente renovado e preparado para os próximos desafios do caminho e da minha vida e o oitavo dia foi muito especial nesta fase de renovação. De manhã saímos de Mombuca todos juntos, mas após sair da cidade, como sempre fazíamos de manhã, caminhamos num ritmo mais forte para aguardar o grupo na metade do caminho. Após uma forte subida, encontramos um local com sombra e uma vista deslumbrante onde decidimos aguardar pelo grupo. Foi maravilhoso poder apenas contemplar a vista, sem nenhum compromisso, nenhuma preocupação, apenas olhando para um horizonte muito distante, descansando em baixo de uma grande árvore e sentindo uma leve brisa. Assim como em descansos anteriores, já havia se tornado hábito tirar a bota e as meias e andar descalço, às vezes pisando em terra fofa parecida com a areia da praia e às vezes pisando em terra mais dura misturada com pequenas pedras. É maravilhoso sentir a terra, ter contato direto com a natureza além de ser relaxante para mim, minha mente e para as palmas dos meus pés. O grupo chegou aproximadamente uma hora depois, descansaram e seguimos em frente todos juntos. Após meia hora de caminhada começamos a ouvir música que levou-nos até uma linda clareira rodeada de árvores centenárias onde uma nova nuvem nos esperava com suco refrescante e frutas deliciosas, onde conheci o Artur e suas histórias maravilhosas. Continuei a sentir uma total ausência de compromisso ou preocupação em chegar (nem aonde e nem quando) e simplesmente aproveitava cada momento, ouvindo, aprendendo e refletindo. Depois voltamos a caminhar tranquilamente até a Pousada Arapongas, como se fosse apenas um passeio e ignorando o fato que estávamos caminhando há oito dias mas já temendo que somente mais três dias restavam. Na pousada em Araponga eu me senti em casa. Um trabalho maravilhoso feito por voluntários transformou uma escola rural em uma bela casa decorada com muito bom gosto. A surpresa ficou por conta do anfitrião, Artur, e outros voluntários, que nos presentearam com um banquete de aproximadamente 30 pratos vegetarianos preparados e temperados de forma mágica e incrivelmente saborosos. Após o almoço/jantar, ficamos todos conversando animadamente e eu senti um completo bem estar, para em fim terminar o dia em um dos quartos amplos e uma cama confortável.
 
No nono dia seguimos para Morro Branco, em direção à pousada da Adriana, Jesus e sua filha. E como não podia ser diferente, outras histórias e mais lições de vida foram aparecendo. E Jesus tem muitas histórias para contar. Sua família não vive "do" caminho, vive "para" o caminho, e eles são uma grande lição para todos que passam por lá.
No penúltimo dia chegamos a um lugar muito especial, em Ártemis, bairro de Piracicaba. Uma chácara maravilhosa na beira do rio Piracicaba e uma área incluindo cozinha, forno a lenha, churrasqueira e grandes mesas para sentar, conversar e desfrutar das deliciosas caipirinhas, queijos de aperitivo e carnes que o Seu Egydio prepara entre uma história e outra. Pena ter apenas uma tarde e uma noite, pois existem histórias para ouvir e lições a aprender durante vários dias e várias noites.
Os últimos três dias (Araponga, Morro Branco e Ártemis) foram maravilhosos e de total renovação, muitas histórias, lições e novos sentimentos.
 
 
A chegada
 
O último dia, de Ártemis até Águas de São Pedro, apesar de ser "apenas" um trecho de 18 km, sem dúvida foi o mais comprido. Andávamos em passos lentos com o sentimento que não queríamos chegar. Fomos recebidos pelo Rui em uma nova nuvem e eu não queria continuar. Ainda com as inúmeras histórias dos últimos dias na mente, um aprendizado sem fim e novos sentimentos descobertos, a alegria e a tristeza de chegar se confundiam com a certeza que o sentido e a direção da vida de cada um do grupo havia mudado definitivamente. Ao chegar a Casa de Santiago ficou muito claro para mim:
 
"O caminhante não exige, agradece".
 
  
Entre tudo que aprendi durante o caminho, destaco a simplicidade.
 
"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho."
Clarice Lispector
 
"As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las."
Paulo Coelho
 
"Não há grandeza quando não há simplicidade."

Leon Tolstói

Depoimento de Oliver Meewes

 

1165 - Suzana Delgado, de 23 de novembro a 03 de dezembro de 2011 
 
Quando resolvi fazer o caminho uma ansiedade me tomou conta, mas nem de longe poderia imaginar o que aconteceria nesses 11 dias.
No dia da palestra conheci minha primeira companheira ( Mãe Janete) e logo de cara já simpatizei com sua doce figura. E se não fosse por ela não teria chegado a Aguas de São Pedro.
Nosso grupo foi formado por 4 mulheres e 2 homens, personalidades bem diferentes que me fizeram perceber e descobrir coisas dentro de mim até então escondidas.
 
Toninho - experiente, guerreiro e solidário.
Roberta - forte, independente e sempre pesente.
Mário - companheiro, bem-humorado e sensível.
Janete - mãe, amiga e uma fortaleza.
Adriana - forte, solitária e firme no seu propósito.
E eu, Suzana, que fui aos poucos me abrindo pelo caminho.
 
Tive muitas bolhas nos dois pés, quando não doía o direito era o esquerdo que gritava. Mas meu coração também não calou e em alguns momentos chorei em silêncio por tudo o que vinha em meus pensamentos.
Estive muito perto de desistir, o quinto dia foi crítico. O tênis já não entrava mais nos meus pés inchados e Janete aparece com sua papete me pedindo para tentar.
E foi isso que fiz, tentei. E cada dia se tornava mais uma superação.
Exatamente nesse quinto dia descobri como sou orgulhosa. No primeiro momento doeu ter de aceitar isso porque eu que sempre fui amiga, voluntária em diversos trabalhos não poderia aceitar ajuda de pessoas que até então não tinha nenhum vínculo. Aceitar a papete da Janete aliviou meus pés, mas meu coração sangrou porque não queria ser nenhum incômodo para o grupo.Eles diminuíram o ritmo por mim e nenhum momento me deixaram só.
Aprendi também com cada hospitaleiro e voluntário do caminho. Alguns renovaram os meus votos que podemos fazer um mundo diferente, que podemos ser amigos, irmãos, companheiros sem que haja qualquer interesse por trás. Nós podemos fazer um mundo melhor, basta que cada um queira e tente. Acho que essa é a palavra TENTAR.
Deixo aqui também um grande abraço ao Palma e a Fátima que permitiram que tudo isso fosse possível. Obrigada a todos por esta oportunidade
 
Suzana Delgado

 

1164 - Maristela Marques Pereira Pinto - de 9 a 19 de novembro de 2011.

Eu tinha uma besteira de achar que só dormia com meu travesseiro, só a minha cama era boa, só eu cozinho bem, essa comida eu não como, este lugar é feio, não preciso dos homens, não preciso de ninguém, mas tudo isto veio por terra quando no caminho, diante da dificuldade, cansaço, sol, chuva, medo, choro, exaustão, a cada parada era o melhor lugar, a melhor cama. Tudo foi importante para meu crescimento; hoje qualquer travesseiro me serve, qualquer comida é boa, todo lugar é lindo. Estou mais leve. O caminho é maravilhoso.

 

1163 - Toyo Takara - de 07 a 17 de setembro de 2011 

O Caminho do Sol foi uma experiência única e gratificante na minha vida, foram 11 dias em companhia de pessoas muito, muito bem humoradas e maravilhosas, só tenho a agradecer a Deus e a cada pessoa deste grupo do qual fiz parte e aos “Anjos” que cruzaram o nosso caminho para cuidar de nós com muito carinho e amor. A todos vocês, muito obrigada!

Quanto à peregrinação, o 1º dia foi muito difícil, mas depois fui perdendo o medo e a insegurança, e tudo ficou mais leve e prazeroso.

Agora, as respostas para muitas dúvidas que tenho não as tive ainda, mas tenho certeza de que elas virão em breve.

Só posso dizer que foi muito bom estar em contato com a natureza, andar nas áreas rurais vendo o verde, o por do sol e o nascer do sol, a lua, as estrelas ... foi tudo muito lindo.

 Toyo “Margarida” Takara

 

1162 - Raquel Amado Bahia Gama – de 07 a 17 de setembro de 2011  

"Caminho do Sol, só fazendo para entender o porque.....ele nos acompanha o caminho todo e mesmo saindo cedo ele esta lá nos proporcionando cenas lindas e únicas.

Resolvi faze-lo e todos perguntavam se eu iria sozinha.....bom não sabia se teria companhia ou não, mas fui assim mesmo......para minha surpresa tive a melhor companhia que existe, um grupo composto de 6 mulheres e 1 homem ( Cecilia, Adriana, Eliane, Gisele , Toyo e o Pio , que se divertiu no meio de tanta mulher) !!! Em 11 dias ja eramos melhores amigos, irmãos e até mãe e filha.....hahahah
So tenho a agradecer a companhia e a caminhada AGRADÁVEL com muitas risadas e uma sintonia impressionante, fora as pessoas que encontramos pelo caminho como as Nuvens com verdadeiros Anjos esperando por nós como um Oasis após horas de caminhada e o Sol ficando cada vez mais quente, e nem preciso dizer da magia da pousada Arapongas com 2 pessoas tão especias ..... !!!! Obrigada! "
Raquel

 

1161 - BRUNO MATINATA - de 17 a 27 de agosto de 2011

Pois é, novos amigos, aqui quem prende a atenção é carimbosacompletar. O Caminho se apresentou para mim através de uma matéria, e logo senti a semente sendo plantada: “Eu preciso fazer isso!”. Assim como você que chegou até aqui, pesquisei, li vários depoimentos, matérias, notícias... mas é interessante que chega uma hora que não tem como fugir. Você sabe que tem que fazer. Chegou a sua hora. E isso não é uma afirmação minha, várias pessoas reconhecem isso. E a minha hora tinha chegado. Sábado: palestra. Domingo: treino (primeira lição: não usar bota nova). Segunda: rabiscar o check list. Terça: arrumar a mochila, ligar para Fatima, perguntar se tinha “vaga” e confirmar. A ideia não era caminhar? Na véspera da partida, a ansiedade e o medo pesavam mais do que a mochila. Até conhecer o ilustre Palma. Tarde demais para fugir. Em seguida conheço meu companheiro de viagem, novo amigo, professor e ... Coronel? Dos primeiros tropeços aos cajados na canela vamos acertando os passos. Mas seria esse apenas o começo do que podemos chamar de “mágica”. Os dias seguintes vão se fazendo e mesmo se eu ousasse descrever aqui os sentimentos que o Caminho proporciona, jamais teria sucesso. Devo um MUITO OBRIGADO a cada um que passou pelo nosso caminho. Vocês fizeram a diferença aqui dentro. Conhecer pessoas (ou seriam anjos?) como vocês, me faz acreditar que estou no caminho certo. Agora entendo porque o Caminho é do Sol. São tantas pessoas iluminadas. Que bom que esse foi só o começo...
 
Grande abraço!
Bruno

 

 

1160 -  Vicente Marcelino - de 17 a 27 de agosto de 2011

Bom dia amigos do "Caminho".
Que alegria agora fazer parte desse grupo tão especial de homens e mulheres com o mesmo objetivo comum.
Eu, Vicente, após "marchas e contra marchas" finalmente parti para o meu caminho.
Apresentei-me em Santana na tarde do dia 17/ago/11. Estava entre curioso e assustado. Será que é isso mesmo o que eu estou propondo para mim mesmo?
Bem, dia 17 pela manhã, mochila nas costas (completa com tudo e mais um pouco do que eu achava que iria precisar), preocupado pq não sabia arrumar a mochila e achava qua as camisetas iriam amassar!!?? Parti rumo a Pirapora junto com um novo e querido amigo recente o Bruno de 23 anos, eu tenho 64.
O Sol estava nos "saudando" até a subida do cala boca". Aí amigos senti o drama da mocchila pesada. Traveiu a coluna e com muita vergonha achei que não chegaria nem na primeira cidade.
Porém o jovem bruno me deu uma grande força e incentivou-me a continuar, mesmo eu dizendo a ele pra prosseguir e me deixar ali mesmo (no cruzeiro). Mas, com grande esforço e o Bruno levando a minha mochila também fomos até Pirapora. Na pousada lembrei-me das palavras do querido mestre Palma "não decida nada até o dia seguinte, durma primeiro".
E foi o que fiz. Acordei "inteiro" e daÍ para frente foi só prazer, alegria, descobrimento e conhecimento de um mundo todo novo para mim.
Eu sou Coronel da policia Militar de São Paulo, comandante da Cavalaria e da tropa de Choque, portanto não era nenhum recruta. Mas foi exatamente assim que me senti.
A caqda dia um novo aprendizado, um novo reconhecimento de minhas falhas e de meu proceder com pessoas estranhas.
Aprendi na pratica a simplicidade e a amizade desinteressada das pessoas nas Pousadas. Aprendi com o Bruno, com o Caminho e comigo próprio.
Agradeço a Fátima que sempre esteve do nosso lado com sua preocupação pelo nosso estado, ao Edu, a Cleusa, Gabiela, Rodolfo, Juarez e Andrea por darem seu tempo, seu conhecimento e sua alegria para nós no Caminho. Que legal!!
Agora, de fato, começa o meu caminho, mas, será mais fácil com todo o meu aprendizado nestes 11 dias de marcha.
Obrigado a todos.
Que a Paz do nosso Senhor, nosso Deus esteja sempre entre nós.
Vicente.
 

 

1159 - Andréa Oliveira - de 10 a 21 de agosto de 2011

CELEBRAÇÃO

Há algum tempo tenho percebido a vida como uma grande celebração e no Caminho do Sol essa celebração é vívida:
No olhar matinal dos companheiros, celebra-se o calor do horizonte e o frescor das novas amizades;
Na amarga dor superada no longo do caminho, sim, celebra-se a dor porque ela nos fortalece;
Nos doces gestos das pessoas do caminho, celebra-se a unção do Divino a nos ensinar;
No silêncio que nos permite ouvir os pássaros, as galinhas d’angola, os galos, os cavalos, os bois e vacas, os grilos, as corujas, o rio, a chuva e também o cajado... Celebra-se a alegria do dia-a-dia;
Nas sombras abundantes e nas sombras escassas, celebra-se o colo de mãe;
Nos ventos que nos tocam e nos que passam por cima dos canaviais, celebra-se a liberdade;
No brilho da lua e das estrelas, celebra-se o olhar protetor do céu;
E no sol, ahh o sol... Este é um caso a parte... Neste caminho o observei:
 Pela manhã cantarolando uma suave poesia a despertar a cor de toda a natureza;
Aos pouquinhos a aquecer as costas e o lado direito;
 Logo após o almoço a evaporar a água das roupas no varal como num passe de mágica;
Mas à tarde... Sim à tarde... Ele esplendorosamente se põe...
Agradeço ao sol do caminho por celebrar comigo:
A vida que há no amor!!!
A alegria que há na amizade!!!
A beleza que há na pureza!!!
A paz que há na liberdade!!!
O divino que há no humano!!!
 
Andréa Oliveira – Cotia/SP

 

1158 - Angela Golin - de 10 a 21 de agosto de 2011

O Caminho do Sol foi, para mim, uma redescoberta da capacidade de me ligar a outras pessoas, de ampliar meus horizontes, de exercitar a tolerância com meus próprios defeitos, de testar meus limites, de descobrir coisas novas e de relembrar muitas coisas que eu já havia esquecido.

Descobri que caminhar junto é mais gostoso do que caminhar sozinha; que tirar fotos de gente de costas tem tudo a ver com o caminho; que um dia pelo menos vc vai ficar esgotada e que os outros vão te dar força, assim como vc vai fazer o mesmo por eles num outro momento; aprendi que tudo passa, mas que um pouco de tudo, sempre fica; descobri que depois que a gente volta continua descobrindo coisas incríveis nos amigos do caminho e naqueles com quem convivíamos antes e nem sempre prestavamos atenção... e tantas coisas ainda vou aprender e descobrir com esse e com outros caminhos que pretendo trilhar.

Agradeço os amigos que percorreram juntos esses 11 dias, esses 240km embaixo de sol, poeira e alguma chuva, pois eles foram o melhor do caminho sem sombra de dúvida, são mais do que eu esperava encontrar e muito melhores do que eu merecia.

Valeu! Até o próximo caminhar!

Bom caminho a todos.

Angela Golin

Avaré - SP

 

1157- Yoshimi Tamura - de 10 a 21 de agosto de 2011

MEU COMPANHEIRO

 
Caminhamos juntos,
À beira do asfalto,
Passamos pela ladeira,
Subimos a serra,
Enfrentamos poeira,
 
Saímos de Santana,
Conhecemos Pirapora,
Passamos pelo Bananal,
Chegamos a Cabreúva,
 
Praguejamos a vida,
Festejamos a mata,
Deixamos a Márcia...
 
No caminhar do canavial,
Nas bolhas dos pés,
No descanso do Limoeiro,
Chegamos ao Haras,
 
Benvindo ao almoço,
Chegamos tarde,
Curtimos a dieta,
 
Perdemos o cogumelo,
Anjos adormecidos,
Chegamos ao Vesúvio,
Conhecemos o Bozó,
 
Caminhamos, caminhamos,
Fausto, fausto,
Chegamos ao Elias,
Curtimos a maritaca,
A baritaca e paritaca,
 
Pegamos a estrada,
Poeiras, muitas...
Reviramos pelo 360°,
 
Caminhamos pelo lago,
Infinita paisagem,
Tocamos o sino,
Chegamos ao milhã,
 
Curtimos o casarão,
Perdemos no labirinto,
Contamos as estrelas,
Noite do milhã,
 
Deixamos os berros,
Os mugidos da fazenda,
Passamos pelo Capivari,
 
Passamos pelo Jarbas,
Ilca e boa caminhada,
Primeira subida,
Infinitas subidas,
 
Que descanso,
Conhecemos o Isaias,
Benditos Bianchim,
Curtimos o alambique,
A pinga e a rapadura,
 
Enfrentamos poeiras,
Chegamos a Mombuca,
Escaldamos os pés,
A cabeça e o espírito,
Bendita Rita,
Enfrentamos a perereca,
 
Partimos novamente,
Enfrentamos poeiras,
Chegamos à mata,
Chegamos à nuvem,
Anjos à espreita,
À nossa espera,
 
Subimos a ladeira,
Passamos pela igreja,
Passamos pelo São Pedro,
Chegamos a Arapongas,
 
Revigoramos,
Esbaldamos,
Regozijamos,
 
Caminhamos, novamente...
Perdemos nas setas,
Perdemos no milhã,
Enfrentamos capatazes,
Feras e esferas,
 
Chegamos ao Monte Branco,
Caipirinha Jesus,
Enfrentamos porre,
Grogue e croque,
 
Curtimos o caminhar,
O Monte, Branco,
Branco, o Monte,
A paisagem, a pintar,
Nas cores da natureza,
 
Chegamos a Artemis,
Chegamos à esperança,
Contamos os biguás,
Marrecos e patos selvagens,
Ouvimos a prosa,
Verdades e mentiras,
Do Seu Egídio,
 
Balançamos no Rio Piracicaba,
Afundamos na margem,
Enfrentamos lamas,
Chuvas, e...
Tocamos o sino,
Chegamos a...
Águas de São Pedro,
 
Tu és meu fiel companheiro...
 
CAJADO!!!!!
 
 
Tamura

 

1156 - Nilce Fuzii - julho de 2011

Acabei de fazer o Caminho do Sol com as amigas Sandra Braum (amei conhecer voce)
Sandra mendonca, Antonieta, Fatima, Gabriela e Santiago.
Este ano eu e meu marido estamos comemorando  nossos 25 anos de casados,e decidimos  fazer varias atividades juntos, e isso tem acontecido gracas a Deus.
Quando minha amiga Fatima me convidou para fazer o caminho, logo pensei que para isso eu teria que deixar nosso plano de lado.
Mas gracas ao apoio dele (que ate fez o meu cajado)eu fui.
O fato de ter ido, mesmo sem ele, me ajudou ainda mais a admira lo.
Quando estamos caminhando e nas longas conversas com as amigas, muitas vezes nosso coracao vai onde deixamos nossos filhos, marido e todos os que amamos. E nessa hora nos sentimos privilegiadas por Deus ter colocado em nossa vida pessoas que nos amam e nem porisso nos aprisionam.
Com sol quente e mochila nas costas nos sentimos felizes e livres.
As paisagens nos faz agradecer  por podermos estar ali, e com o apoio de todos,tanto dos que ficaram quanto dos que estao ao nosso lado, concluimos o quanto somos felizes.
Sentirei saudades desses momentos
Obrigada a todos
Nilce  

 

1155 - Gabriela Ariston - julho de 2011

Olá Caminhantes do Sol ! Estou escrevendo para dizer que adorei a experiência ! Foram tantos abacaxis que encontrei ao retornar à vida real que desejei voltar correndo e refazer o caminho todo de novo ! Adorei caminhar ao sol, adorei não ter chovido nenhum dia ! Adorei ter conhecido o Bozó e a pousada dele, que tem qualquer coisa de mágica ! Gostei muito do seu Egydio, da pousada de Artêmis, uma figuraça ! O Thiago, filho da Dona Marlene, um garoto cem por cento ! Foi tudo muito bom. Adorei ter conhecido a Fátima, que exagera o barulho que ela faz. Vc não é tãããããão barulhenta assim, Fátima ... É uma meninona muito divertida e só um pouquinhozinhozinho temperamental : D . Fátima, tô com saudade de você !!! Um beijão para todos, Sandra Sprits, Sandra de São Paulo, Antonieta, Fátima e Nilse. Um beijão para o Palma e para toda a equipe ! Um beijão pro pessoal das nuvens, Margareth, Eduardo, o Seta, Rui, Claudia, Arthur e todos os outros que, apesar de eu não ter conhecido, contribuíram nessa caminhada.
 
Gabriela Ariston.

 

1154 - Edmo Neves - de 13 a 23 de julho de 2011

Sonhos caminharam por estradas sem fim
Por montes e vales
Florestas e descampados
Pedras e lagos

         Houveram risos, muitos risos
E também algumas lágrimas
Os pés doíam, doíam muito
Assim como doíam os dramas pessoais
 
O cheiro dos canaviais penetrava os corações
Enquanto os olhos mergulhavam na poeira das estradas
E em meio ao torpor de quilômetros silenciosos
Treminhões rompiam a paz com seus carregamentos
 
O “ Eu interno” se exteriorizava
Em cada confidência revelada
Em cada montanha escalada
Em cada segredo que vazava
 
Paisagens diversas desfilavam perante os olhos
O mundo parecia ser redescoberto
Enquanto sentados à beira do caminho
Descascavam   e sorviam um pedaço de cana
 
Quando a boca secava e o cansaço aumentava
A espera de anjos com alimento e bebida fresca
Crescia
Mas aí eles não surgiam
 
Quando o sol à pino castigava
E a esperança desvanecia
Surgiam os anjos do caminho
Com ópera, sombra e delícias para degustar
 
Outras vezes os anjos surgiam pretensiosos
Contando seus feitos em outros caminhos
Um pouco enganando um pouco revelando
Mas igualmente acolhedores
 
O desconforto dos lugares de repouso
Uma constante
Mas eram guerreiros sendo provados
A cada instante
 
Caminhar, caminhar, caminhar
Viver não era preciso
Parodiando o poeta
Caminhar é preciso
 
E este era o motor
A cada raiar do sol, a cada manhã
E por vezes mesmo antes
No breu, antecipando-se à chegada do astro rei
 
Equipados como desbravadores
Portavam cajados com palavras-chave
Que como as inúmeras setas amarelas do caminho
Talvez indicassem o rumo de seus sonhos
 
Pobres com o nome do Senhor acolhiam os caminhantes
Em suas modestas moradias com um simples café
Ricos com suas piscinas azuis também davam guarida
Presenteando com farta comida e aguardente
 
Quantos passos no caminho?   Um milhão?“ Pensa” !
Um dizia ser feliz e o outro acreditar
Um se protegia com touca para dormir
Enquanto outra dublava uma retirante descalça
 
Ao final todos foram vitoriosos
Badalando o sino em sua chegada
Dizendo suas palavras, ensaiando suas verdades
Sendo abençoados pelo líder espiritual local
 
E agora resta a saudade
Do fogo da energia de caminhar infinitudes
E ficam as reminiscências
Do caminho do sol, do caminho da felicidade

 Edmo Neves

 

1153 - Sandra Braum - julho de 2011 
 
Olá queridos amigos!!! 

Minha procura pelo Caminho do Sol começou uns seis meses antes da ida definitiva.  Sou de RS e então a pergunta óbvia se fez: Ir ou não ir para tão longe simplesmente para caminhar? E como será ir sozinha sem saber quem irei encontrar? Será que é gente legal? Serão companheiros ou serão campanheiras? Quantos serão e que histórias terão? Será que eu chegarei em Santana inteira ( morro de medo de capitais!!) e será que não me perco? No dia da viagem já não dormi mais.
 
No momento que entrei no ônibus para Santana eu relaxei e seja o que que for, seja quem for, seja que histórias terão será legal. Pois bem, chequei na pousada e já estava meio em casa, conversei um pouco com Cristiano e tudo estava razoavelmente tranquilo. Ainda havia a dúvida: com quem caminharei? Eis que Palma e esposa chegam e descubro que seriam mulheres como companheiras. Pronto, já me senti mais em casa ainda, vai ser um Saia no Caminho alternativo. E havia ainda um casal sendo que o rapaz é gaúcho. Pronto de novo, já estava mais em casa e poderia dizer uns "Bah tchê, barbaridade" sem parecer louca de mais.
 
Eis que chegam as meninas e suas familias, tudo é um festerê. As histórias já começavam ali mesmo, pois os maridos já haviam feito o caminho. Desde este momento já me apaixonei pela risada da "Nirsão". É um riso pra lá de 'bão' e é super determinada. A 'To' tem o espírito afiado, não tem mal tempo e nem piada que passe despercebida por ela. A 'Fá' é uma mãe em todos os sentidos e todos com letras maiúsculas. A minha xará, a Sandra, é profunda, silenciosa e muito, muito meiga, paciensiosa e calma. Como não aprender com esse grupo???? Eu só tenho a agradecer a elas. Me acolheram, me ajudaram muito, talvez até sem saberem, e isso foi o maior barato. Tenho muito mais claro o que é compartilhar , eu sei fazer contas de divisão, e espero ter aprendido um pouquinho o que é compartilhar com essa moças lindonas! Serei eternamente grata.
 
As nuvens, bem... não tenho palavras para elas também. Nunca tinha visto algo assim e novamente o compartilhar se fez presente.
 
Em todas as pousadas, novamente quem estava lá: o compartilhar
 
E o casal Santiago e Compostela ( Gabriela), tem um compartilhar entre eles muito bacana, um companherismo muito presente. Gostaria de ter passado mais tempo junto, ter feito mais fogueiras e trocado mais histórias, pois eles tem muitassssssssssssssssss vivências.
 
E por fim, senão isso aqui não será um depoimento, mas sim um livro, o compartilhar de Palma e Fátima. Agradeço por esse caminho tão lindo, tão amoroso, tão especial e tão cuidadoso. Partilhar com é um grande desafio, é necessário um grande coração recheado com um grande amor . Muito grata por tudo Coração.
 
Abraços para todos,
 
Sandra Braum


1152 - Maria de Fátima R. Felix de Freitas - julho de 2011

       Há 3 anos atras, meu marido decidiu passar 11 dias caminhando, justamente no 8 mês da minha gravides. "Que absurdo".
Passados 3 anos, foi a minha vez, e todos me perguntavam:" Porque? E promessa?"
Chamei algumas amigas, e fiquei aguardando as respostas. Tive uma confirmação e foi o inicio. Bom faltava alguns detalhes:Com quem deixar a minha filha mais nova?  E as ferias das crianças, o que faria para distrai-lãs? E o comércio , como me ausentar por tanto tempo? Enfim, encontrei as respostas, pois ninguém é insubstituível!  Quando fui fazer a palestra, outro desafio: que sobreviver com apenas  7 k bagagem: isso significava que tirando o peso da própria mochila que de 2,3k dobrariam exatos 4,7 k para cremes, papete, camisetas, calcas- bermuda, curativos, água....que desafio!    Conclusão:fui!  Mochila nas costas e pé no caminho.  

Varias perguntas me pertubavam: será que consigo? Vale a pena?  Os dias foram passando e dia a dia as dificuldades foram vencidas. Confesso que meu dia a dia é muito mais difícil do que qualquer dia que passei caminhando.
Aprendi que preciso falar menos e ouvir mais. Descobri que incomodo: Ronco, baixinho como falaram minhas amigas, mas ronco! Nem dormi direito as noites seguintes,com medo de roncar. E que vontade de fazer umas comprinhas em Capivari, mas o fato de aumentar o peso para carregar, me fez desistir de todas vaidades,minto, batom, lápis de olho, esmalte,lenços coloridos ,..... Ainda bem que o Palma nao fez a tal vistoria nas mochilas rsrsrss. Canavial, poeira, mas de batom e unhas feitas.
E o peso nem era tanto assim, tudo é questão de costume, determinação ........
Agradeço aos marido e aos meus filhos  por me apoiarem nesta caminhada.
As minhas amigas por aceitarem o convite para caminhar e ainda agüentarem meus roncos, gargalhadas....Todos caminham no seu dia a dia, mas quando temos alguém para nos acompanhar, esta caminhada fica muito mais alegre e fácil!
Fátima Freitas

 

1151 - Sidney Faile Ucella - de  13/07/2011 a  23/07/2011.

Não lembro ao certo quando tomei ciência da existência do Caminho de Santiago de Compostela na Espanha, mas desde então, sempre acompanhei com entusiasmo relatos e histórias de peregrinos que percorreram essa rota milenar. Os anos foram passando e decidi que era chegado o momento de “peregrinar”. Minhas férias do trabalho se aproximavam e bateu uma dúvida. Será que eu iria gostar, de fato, desta experiência? Ir até a Espanha pra ver se era isso mesmo não me pareceu uma boa ideia. A partir daí comecei a pesquisar opções no Brasil e fui levado ao site do Caminho do Sol, por onde naveguei diversas vezes, lendo e relendo os depoimentos dos caminhantes com entusiasmo. Pronto, é isso, pensei: “Vou fazer o Caminho do Sol nas férias e se eu gostar, me programo para fazer Santiago de Compostela.”

Quando saí de casa para fazer o Caminho do Sol dia 12/07/2011 rumo à pousada 1896 em Santana de Parnaíba, uma ansiedade imensa tomou conta de mim. Será que eu seria capaz de caminhar 240 km? Sentiria dor? Sentiria calor, ou quem sabe frio? Quem caminharia comigo? Como seriam as pessoas que encontraria nessa jornada?
Dia 13/07/2011! Foto de saída! Nove peregrinos lado a lado, até então, nove desconhecidos! Os corações batem forte no peito, tenho certeza que não era somente o meu que batia apressado. E assim teve início a jornada mais fantástica de toda a minha vida.
À medida em que avançávamos, passo a passo, dia a dia, entrávamos em contato conosco, refletindo sobre nossas vidas, atitudes, erros, acertos, passado, presente, futuro? Futuro? Não sabemos mais como será nosso futuro depois desta experiência. Algumas “certezas” caem por terra e a ansiedade já não nos domina mais. Só queremos caminhar, contemplar a natureza em sua infinita beleza e perfeição. Coisas tão simples e tão belas meu Deus!
Deus! Shakespeare tem razão: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã filosofia”. 
Um momento em especial me marcou neste Caminho. Eu me afastei do grupo porque demorei para colocar a capa de chuva e caminhei sozinho por um tempo, até reencontrar meus companheiros mais a frente. Foi um dos poucos momentos em que o sol deu uma trégua. A chuva foi passageira, mas ventava bastante. Após uma longa subida avistei uma placa onde li: “Parabéns Peregrinos. Este é o meio do caminho. Você está chegando à Capivari. Terra dos Poetas e de Tarsila. Seja bem-vindo!”
Uma emoção muito forte tomou conta de mim. O vento, o canavial, aquele estradão que se descortinava à minha frente, o estar só, tudo isso contribuiu para que eu experimentasse um momento de conexão com algo maior, indefinível, indecifrável, mas verdadeiro.
As ideias muito simples são difíceis de aceitar, mas no Caminho do Sol é tudo simplicidade. Foi bom sair deste “mundo” cosmopolita em que vivemos onde o “ter ou não ter é a questão”, e poder viver plenamente o SER. Ser feliz, chorar, sorrir, caminhar ao lado de pessoas maravilhosas, nove companheiros sensacionais que de desconhecidos no início, tornaram-se como uma família no final.
Hoje me considero feliz por ter superado o medo e ter tido a coragem de fazer o Caminho do Sol. Me emociono apenas por lembrar das pessoas maravilhosas, simples, humildes, enfim, Anjos que encontrei no Caminho... e nas “nuvens” do Caminho. 
Mais de uma semana se passou, mas as sensações ainda estão vivas dentro de mim. E quero preservá-las assim, aqui dentro do meu peito, para que quando as situações difíceis aparecerem, e acreditem, já apareceram, eu possa lembrar da simplicidade como vivi os onze dias do Caminho do Sol e ter força para achar a melhor solução de forma simples, descomplicada. Porque a vida é simples, nós é que complicamos as coisas.
 Revendo as fotos, lembro dos momentos que ficaram eternizados como se estivesse caminhando ainda. Mas muitos outros momentos ficarão apenas no meu coração e na minha alma, porque as fotos são "flashes" de um sorriso, uma pousada, uma pedra, uma mochila, uma flor que encontramos no Caminho. E esses outros momentos foram compartilhados com cada peregrino ou Anjo do Caminho, seja numa conversa, numa confidência, nas risadas, nas alucinações coletivas geralmente ao final de cada dia, nas subidas e descidas do Caminho do Sol, que nos iluminou em nossa jornada de amizade e reflexão.
 Agradeço pelo companheirismo de cada um: Carla, Cecília, Clécia, Edmo, Kazuco, Léo, Maria Luiza "Primavera" e Munhoz (grupo Massa), aos Anjos e ao Palma por compartilhar do seu sonho e de sua vivência com tantas pessoas, como eu, e quem sabe como você que leu este depoimento até o fim!!!
E esses foram os primeiros passos de um peregrino que nasceu no Caminho do Sol.

Um forte abraço,

Sidney Faile Ucella

 

1150 - Maria Luiza Gazzetta - Primavera/SP - de 13 a 23 de julho de 2011

Primavera 29 de julho de 2011
Boa Noite Palma, somente neste horário consigo um pouco mais de calma para poder tentar escrever em poucas palavras o que significou em minha vida passar pelo Caminho do Sol.
Quando decidi fazer este caminho não tinha nada para organizar em minha vida, estava tudo em seu devido lugar, era somente para saber se caminhar longas distâncias era mesmo possível e se eu conseguiria terminar e dizer: agora eu sei do que se trata e posso mesmo pensar em Santiago de Compostela. Pois é... então, né..........
Hoje posso dizer sem medo de errar, mesmo que por algum motivo eu não vá a Santiago de Compostela, no Caminho do Sol eu vivi grandes e fortes emoções, e sensações que ainda tenho dificuldade para descrever. Perceber que realmente é possível viver com pouco e com qualidade, foi o Maximo principalmente quando se tem nuvens e anjos esparramados pelos caminhos de sua vida, as pessoas que encontramos no caminho e as pessoas que caminham com você, fazem o Caminho do Sol ser o que é. Forte, denso, sensitivo, sofrido, festivo, alegre, introspectivo, suado, verde, marrom, azul, cinza, ermo, povoado, com areia, com pedra, com pedregulho, com subidas e descidas. Durante todo trajeto marcado por setas amarelas realçadas pelo verde da cana, compreendi a beleza na simplicidade, e foi possível sentir o carinho, o desprendimento e a generosidade de pessoas que abrem mão de suas vidas e de seu trabalho para poder dar algumas horas de seu tempo, de seu carinho e alento para aqueles que caminham num sol de fazer valer à pena cada gota de suor derramado e cada momento de surto em função do calor e do cansaço. Os anjos e as nuvens são os verdadeiros Peregrinos, Peregrinos do Céu, nós, nós  somos míseros mortais, somente aprendizes de Peregrino.
E ai, quando todo o universo conspira a seu favor e coloca de uma só vez, num grupo marcado para sair de Santana de Parnaíba no dia 13 de julho de 2011, pessoas como essas... é a Gloria total! O grupo Massa foi pautado pelo carinho, pelo respeito, pela solidariedade, pela união e principalmente pela generosidade. Palavras de ânimo, conforto, carinho não faltaram em nenhum momento, principalmente àqueles que tiveram que suportar as bolhas logo no segundo dia e assim pelo caminho todo. Penso Palma, que nas horas de dor, de cansaço e de desespero,de cada um de nós por não ver mais as setas amarelas mesmo sabendo que não tinha mais pra onde ir (era estrada e canavial), éramos com certeza carregados por Santiago.
Embora o caminho não tenha nada de religioso ele é espiritualizadíssimo. Amanhecer nesses campos é algo inebriante, é de tirar o fôlego, é de fazer o maior de todos os incrédulo entender que existe sim alguma força superior que rege todo esse sistema. Hoje tenho consciência de que não sou mais a mesma pessoa que iniciou este caminho e que tudo aquilo que julgava estar no lugar, está na verdade de pernas para o alto. Acredito que ao retornar a minhas atividades normais, terei que me reinventar, e dar lugar a outra pessoa que está nascendo desta experiência, que sem dúvida entrou para a história de minha vida.
Entendi que só se aprende algo sendo humilde o suficiente para aceitar que alguém te ensine, devo confessar que as pessoas que cruzaram o meu caminho nestes onze dias de caminhada me ensinaram mais do os meus 51 anos de vida. No que se refere a acolhida a disponibilidade para nos receber, acolher e nos atender de todas as maneiras possíveis, não sabiam ao certo o que fazer para que estivéssemos à vontade dentro de toda a simplicidade de suas casas extremamente acolhedoras.
Eu agradeço Palma por você ter idealizado e viabilizado este caminho que nos proporciona a chance (muitas vezes única) de termos contato direto com nossos conceito, pré-conceitos e referenciais para que mudanças radicais possam ocorrer, pois se essas mudanças acontecerem ou não, com certeza absoluta ninguém sai daqui como começou, pensa na responsabilidade, como agente facilitador de tamanhas mudanças.
 Muitas pessoas não entenderam e não entendem porque  alguém se propõe a caminhar 240Km, mas nos que tivemos esta coragem esse desprendimento sabemos muito bem o que estávamos fazendo aqui, pode ser até como eu, com dificuldade de verbalizar, mas La no seu “acredito” “Eu Interno” sabe “que é muito feliz” por ter passado por aqui.
 E lembrando a Prece Irlandesa “Amigo Palma(sei que posso te chamar assim) até que nos encontremos novamente que Deus te guarde na palma de suas mãos.”
 GRUPO MASSA 13
 
 1149 - Nelma Meo (nmeo@laramara.org.br)

Depoimento sobre o caminho do sol - de 29/06 a 09/07/2011

Cada um tem o caminho que precisa e merece e comigo não foi diferente!

Há 20 anos faço caminhadas com meu marido e companheiro de aventuras...a
natureza nos refaz, nos energiza! Sentindo esta necessidade, nos propomos o
desafio do Caminho do Sol. Quantas surpresas, histórias, sabores e alegrias
ao descobrir que os limites existem para serem ultrapassados. Encontramos as
condições e situações que precisávamos...vivenciamos tristezas, mudanças,
renovações...experimentamos a solidariedade e hospitalidade de “estranhos
conhecidos”! Fomos abençoados por muitos anjos que nos protegeram,
alimentaram e ensinaram...

Obrigada a todos que fizeram do nosso caminho um grande aprendizado.

Obrigada Dirley e Fabí pelas passadas doloridas mas alegres! Obrigada
Carmen, que precisou parar, mas marcou sua presença. 

Fomos, como nos definiram, 03 pessoas felizes caminhando...

Nelma Meo 

 

 

 

LEIA MAIS DEPOIMENTOS DE CAMINHANTES ACESSANDO AS PASTAS ABAIXO

 

PS- O Caminho acaba de ganhar mais um anjo.

O Fábio acordou com essa novidade:quer participar das nuvens

 

1207- Felipe Henrique - de 18 a 28 de junho de 2014

*Saudações a todos!*

Envio esta mensagem para agradecer a todos vocês que preenchem o Caminho do
Sol com energia e movimento,
graças a cada peregrino que já percorreu essas terras, a cada voluntário,
hospitaleiro e organizador desse projeto,
pude encontrar tantos presentes e lições de amor pra uma vida inteira em
apenas 11 dias!

Espero poder somar de alguma forma com tanta coisa boa... *Abraços a
todos!!!*

Abaixo, compartilho com vocês um humilde poema,
inspirado pelo Caminho.

~Poesia Peregrina~

O caminho que nasce cada dia
nos passos que o Peregrino dá
enche a terra com as alegrias
dos encontros que há por lá.

Os pés que agora descansam,
relembram bolhas e causos,
rastros feito de história e sonho,
das pegadas que não se apagam.

Pensar no caminho já é estar nele;
A alma cheia de trilha, agradece;
O corpo instrumento se afina;
No cajado uma fé, uma prece.

A Santiago querido, olhar grato e alegre,
por aprender a levar meus amigos,
no meu coração peregrino,
pela estrada da vida que segue.

~ felipe henrique ~

 

 

1206 - Rodrigo Pimenta - de 7 a 17 de maio de 2014

Caminho do Sol, um caminho acolhedor.

Olá querido amigos, escrevo para agradecer a oportunidade de VIVER o Caminho do Sol.
Iniciei minha jornada no dia 6 de maio quando cheguei na Pousada em Santana de Parnaíba e o bate papo com o Palma já estava avançado. Ele pacientemente explicou rapidamente as informações que já havia passado aos meus colegas de caminhada Sônia e Thiago e retomou do ponto que havia parado. Pra falar a verdade pouco assimilei das informações, devido ao turbilhão de emoções e pensamentos que me vinham à cabeça naquele momento, mas foi muito importante ter alguém com quem conversar antes de começar. Mais tarde quando eu já estava deitado chegou a Elisa, última componente do grupo.
Acho interessante como pessoas que não se conheciam, tornam-se “amigas de infância” durante o caminho. Algumas situações vividas, pensamentos revirados, vontades esquecidas, coisas que você não tinha revelado pra ninguém simplesmente saem da sua boca, e pasme, com uma pessoa que você conheceu há poucos dias...
A recepção em cada pousada é algo impar, não da pra explicar com palavras, pois o que recebemos é muito mais do que um teto e comida, são gestos, ações e lições que alimentam a alma e o nosso Ser. Um gesto, uma palavra faz toda diferença em nossa vida e vivenciei isso no Caminho com o voluntário de um trecho, talvez ele não tenha se dado conta do bem que me fez num simples bate papo, mas tenho certeza que sentiu em seu coração. O monitoramento que cada hospitaleiro faz com os peregrinos é fantástico, conseguem nos acompanhar física e virtualmente, pois sabem quando “devemos” chegar e possivelmente quando precisamos de ajuda.
A você que está pensando em fazer o Caminho, mas não tem preparo físico, venha, pois o Caminho te prepara. Mas respeite teus limites e escute seu corpo, pois o peregrino anda o quanto pode e não o quanto quer. E se você já está acostumado com atividades físicas e acha que os trechos são muito pequenos e quer desafios maiores, não se engane, pois os trechos não são tão simples como parecerem e não deixam nada a desejar para quem está acostumado a caminhar. O Caminho é um bom professor, em todos os sentidos...
Algumas pessoas quando planejam fazer o caminho, não incluem no roteiro a saída de Santana de Parnaiba e dormir em Águas de São Pedro e perdem uma grande oportunidade de conversar com o Palma, idealizador do Caminho do Sol e uma pessoa diferenciada. A cerimônia realizada na Casa de Santiago é algo mágico, o Café com prosa é maravilhoso e são nesses momentos que constatamos como o Palma é... vou chamá-lo de diferenciado novamente para que você tenha a oportunidade de conhecê-lo e tirar suas próprias conclusões.  
Palma, voluntários e toda equipe do Caminho do Sol, sou muito agradecido por tudo !!!
Grande abraço
Rodrigo Pimenta



2009
2010
Primeiro semestre de 2011

DEPOIMENTOS DE CAMINHANTES

.....

E que a benção da chuva suave e boa seja contigo.

Que ela tombe sobre tua alma para que todas as pequenas flores

possam surgir e derramar suavidade na brisa.

Que a benção das grandes chuvas seja contigo,caindo em sua alma

 para lavá-la bem lavada nela deixando muitas poças reluzentes,

onde o azul do céu possa brilhar e às vezes uma estrela.

1203 - Rosa Maria Cezar

 

O que é o Caminho ? Resumindo ... é um abraço multifacetado , mais forte, mais carinhoso, de mãe, de filho, amoroso, dependendo da situação.
Nos mostra que há algo que não se explica, que está aí permanentemente , basta estarmos atentos e com o coração aberto.

1170 - Vivian Rapp Nölting

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DEPOIMENTOS DE CICLISTAS

“AGRADECIMENTO ESPECIAL

Ramón, meu caro, você é o cara. Um dia te dei minha mão para guiar teus passos inseguros, próprios da criança que começa a andar. Caminhamos juntos, por muito tempo, você amparado por minha fragil, mas segura mão. Eu sempre à frente, você a um passo atrás. Os anos foram passando, você ganhou autonomia no seu andar seguro, inteligente, confiante e vitorioso.Fomos companheiros de rir, chorar, mijar juntos. Creio que nesta experiência que tivemos (Caminho do Sol) , em nada aumentou esse companheirismo. Em nada aumentou a reciprocidade de nossos sentimentos. Não se acrescenta algo a aquilo que é pleno, total, imensurável, infinito. Apenas, eu seu pai, tive a oportunidade de ter sua mão segura e carinhosa, a guiar o meu caminhar, nesta empreitada. Foi sua vez de guiar meus passos,( no caso, pedaladas) cansados e trôpegos pelos quase 80 anos (não espalha...). Mas VOCÊ, foi mais sábio, diria anda, mais respeitoso. Nunca passou à minha frente... Nunca fez prevalecer seu físico jovem e priviligiado, na dianteira do caminho. Sempre na retaguarda, atento, vigilante, cuidadoso. Amigo, obrigado. Paro por aqui, antes que uma lágrima denucncie minha emoção.Beijão no seu coração. Papai."

Celen Orives
469 - Celen Orives
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