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1193- ÊNIO GARDUCCI - de 24/11/2010 a 04/12/2010
Há dois anos e meio atrás estava eu trilhando o Caminho do Sol
(de 24/11/2010 a 04/12/2010).
Esperei este tempo, para dar meu depoimento, para que assim pudesse estar avaliando, após tanto, quais as reais mudanças que tal experiência teria realmente causado em mim. Sabedor de que as reais mudanças são aquelas que são incorporadas à nossa vida cotidiana e aos nossos valores pessoais, aguardei, para olhar para mim mesmo, verificando o que realmente modificou-se em mim, no decorrer deste tempo que passou.
A experiência foi positivamente muita intensa. Digo que iniciei o Caminho do Sol como caminhante e o terminei como peregrino. Cheguei a conclusão de que é mais fácil caminharmos 241km do que dar alguns passos para dentro de nós mesmos. A caminhada fez com que eu desse estes poucos passos para dentro de mim; Este “eu” que, não sabia, era tão desconhecido. Durante o caminho, me vi agradecendo a Deus pelo ar que respirava, o sol que me iluminava, o verde que me cercava. Em dado momento, sozinho, só queria uma sombra para descansar e comer um lanche que trazia; Só uma sombra. Quando surgiu no caminho uma imensa árvore, agradeci a Deus aquele momento. Agradeci a Deus a simples sombra de uma árvore. Percebe-se aí como passei a dar valor às coisas simples da vida. Após a experiência do Caminho do Sol, me vejo despojando-me cada vez mais de coisas materiais. Todas as semanas estou desfazendo-me de pertences que não utilizo mais, mas que ficavam ocupando espaço, percebendo que, assim como no “Caminho”, na vida a gente não precisa e, nem deve, carregar tantas coisas. Após o “Caminho do Sol” tornei-me um peregrino nato, tendo já, entre outras caminhadas, feito o “Caminho da Fé”, cujo percurso totalizou 429 km. O Caminho do Sol é, sem dúvida, a melhor porta de entrada para o “mundo peregrino”, pois o apoio é muito bom, e a experiência, para quem não está acostumado com o meio peregrino, torna-se muito boa. Agradeço a Deus pelo oportunidade de ter me dado tal experiência na vida e agradeço aos colaboradores, Fátima e Palma, pela idealização e manutenção do Caminho.
Ênio Garducci - Batatais, 05/05/2013.
1192 - Marcia Endler
marciaendler@yahoo.com.br
Olá, Fátima!!
Acabamos ontem de fazer metade do caminho do sol até a Fazenda Milhã e eu e Amadeu gostaríamos de agradecê-la por toda a atenção. Sentimos que você estava sempre "olhando" por nós e isto dá muita sensação de segurança.
Foi uma experiência de vida, uma experiência maravilhosa. Com certeza faremos vários outros caminhos e terminaremos este.
Ficamos extremamente felizes com a presença do Palma na noite de nossa saída, pois estávamos somente nós dois como caminhantes e ele foi lá mesmo assim. Nos sentimos muito acolhidos e que este caminho realmente importa para vocês.
Aliás, sentimos que este caminho tem uma importância na vida de muitas pessoas pelas quais passamos no caminho, desde alguns donos de pousadas até pessoas que encontramos nas cidades e estradas torcendo por nós caminhantes.
Infelizmente passei dois dias mal do estômago, acho que devido a mudanças de hábitos, e neste momento o casal Marino e Orlandina foi uma verdadeira nuvem, já que em Elias Fausto não encontramos uma alimentação adequada para que eu pudesse prosseguir a jornada. Achamos que é este o espírito do caminho e o significado do anjo. Foi bom que não precisamos interromper o caminho devido a uma adversidade.
Muito obrigada de verdade à todos vocês que fazem parte deste importante acontecimento em nossas vidas. Obrigada por torná-lo realidade.
Voltaremos para acabar em julho.
Um forte abraço para você e um abraço fraterno para o Palma
Marcia e Amadeu
1191 - José Aparecido Oliveira - de 20 de fevereiro a 2 de março de 2013
O Caminho do Sol
Como escrever algo sobre o Caminho do Sol?
Ao ler os depoimento podemos perceber a dificuldade que é isso.. Mas porque seria??
Na verdade escrever sobre sentimentos é muito difícil..
Quem já leu algo objetivo sobre a dor o amor ou a amizade??
E é isso que o Caminho do Sol é..
Um conjunto de percepções, sentimentos e sentidos..
Quando começamos a andar pensamos que o mais importante é chegar..
Mas quando chegamos temos a certeza que o importante mesmo é o caminhar..
Acho que esse é realmente o maior ensinamento. De nada adianta chegar, se o que deixamos pra trás é algo de que não podemos nos orgulhar..
Portanto, como descrever o Caminho?? Não sei, mas pude aprender o que o caminho traz.. Para cada um, uma lição de vida..
Agraço a todos que mantêm essa “escola” em funcionamento, e um abraço especial aos meus companheiros de caminhada, Ana, Piva e Fabrício, pois saímos juntos, vivemos juntos, crescemos juntos e chegamos juntos, e posso dizer com muita alegria que temos muito de que nos orgulhar.
José Aparecido
1190 - Edson Luiz Fabricio - de 20 de fevereiro a 2 de março de 2013
Meu nome é Edson Luiz Fabricio, tenho 47 anos e percorri o Caminho do Sol de 20/02 a 02/03/13, sou de Araras, interior de SP com meus três amigos, o Piva e a Ana de Sã Paulo e o Jose de Brasília.
Antes de começar, devo dizer que sempre tive a vontade de sair andando sem rumo quando a vida me colocava as “pedras” no caminho, sentia a vontade de caminhar sem parar.
Andar sem rumo, sem data para parar ou sem as pessoas do meu convívio para interferir no meu caminho, só de imaginar já me causava um alivio na alma, talvez por isso tenha me apaixonado tão rapidamente pelo caminho. Ao visitar o site e ler os depoimentos, me transportava aos fatos narrados e imaginava as pessoas que eu poderia encontrar.
Sou dependente químico das drogas e do álcool em recuperação, sóbrio a 17 anos, recebi as curas do corpo da mente e da alma no meu despertar espiritual, tive alguns contatos pessoais com Deus mas, como Deus se encontra no silencio, com certeza essa foi a conversa mais longa que tive com Ele até hoje.
Devo dizer que o abraço começa antes do caminho, já quando fazemos os primeiros contatos com o Palma e a Fátima (também com Auro Lucio), a paciência deles em nos esclarecer todos os detalhes e o amor em que o Palma coloca nas sua respostas, me ajudaram a iniciar o caminho aqui mesmo da minha cidade no dia da minha partida.
Lembro de um e-mail que enviei ao Palma, relatando minhas duvidas e inseguranças em que ele me encorajou respondendo: “O caminho é teu, se de fato estiver disposto a viver esta experiência, venha e entregue-se. A providencia é fantástica e proverá o que você precisar ” e de fato providenciou mesmo!
Ao ler os depoimentos no site, consegui perceber que o prazer, a satisfação e a alegria das pessoas ao falarem do caminho, tratava-se nada mais, nada menos do que o contato com o próprio Deus, que cada um tem uma maneira pessoal de interpretar, de ver e descrever mas, que para mim se resume na palavra que melhor descreve tudo que o envolve, “caminho de amor”.
Palma, me permita uma sugestão; colocar impresso o pequeno mapa do caminho que esta no site, ou mesmo como carimbo no passaporte. Pra mim, esse mapa foi a maior expressão de desafio e conquista dos símbolos do caminho, toda vez que eu o via, me sentia desafiado, um verdadeiro bandeirante conferindo a rota a ser percorrida!
Primeiro desafio, caminhar com desconhecidos, dividir a dificuldades e alegrias com quem você nunca viu, a perda da privacidade, expor as suas fraquezas e suas limitações, perceber que a sua vitoria não depende só de você, ser solidário, receber atenção, ser respeitado e respeitar seus limites, ser amado assim como você é, com os seus muitos defeitos, e poucas qualidades, amor de Pai, amor de irmãos, que acolhe e protege.
Recebi dos meus companheiros de caminhada tudo que precisava para seguir em frente, do Jose, a humildade de cuidar dos meus pés e do “cupim” que surgiu no meu pescoço devido ao stress e a ansiedade, me acalmando e ouvindo minhas lamentações com as bolhas do caminho, a disciplina nos alongamentos com a Ana que foram fundamentais e a sabedoria de caminhar em silencio do Piva, o qual agradeço pelas meias de coolmax, sem elas, não teria concluído.
A maior manifestação da presença de Deus durante o caminho esta nas pessoas, os hospitaleiros e voluntários, os anjos e suas nuvens, alguém que você nunca viu, te esperando com um sorriso no rosto e de braços abertos para te receber, a natureza, vento, chuva, sol e sombra , montanhas e vales tudo em perfeita harmonia, perfeito como só Deus pode ser.
Tive uma experiência incrível no meio do canavial entre o 5° ou 6° dia, não me lembro bem, onde o sol a pino nos acompanhava e em meio a algumas palavras eu disse: bem que Deus poderia mandar uma nuvem pra nos refrescar... e logo em seguida vi a sombra que vinha pela estrada ao nosso encontro e quando passou por mim parecia atravessar a alma, arrepiando, trazendo alivio e conforto, era como se a mão do próprio Deus cobrisse o sol e nos acompanhasse no caminho.
A alegria de cada lugar, de cada casal e família que nos recebiam em suas pousadas, do som do hino no Limoeiro, das nuvens que trazia alento quando mais precisávamos me levou as lagrimas por varias vezes, a disposição da pessoas em nos servir, o amor de um “calango doido” que saiu do litoral pra nos encontrar no meio do canavial, alma de peregrino..., a ele e sua esposa o nosso muito obrigado!!!
Ainda estou digerindo os ensinamentos do caminho e sei que isto talvez leve a vida toda, aliviando o peso da mochila do dia a dia, tudo que era desnecessário foi ficando pelo caminho, quando peso eu carregava (e carrego)... sem necessidade!!!peso da alma , peso do orgulho, peso da falta de humildade, falta de fé, peso da culpa...
Dedico este meu caminho Aquele quem me proporcionou: Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, meu único e verdadeiro Senhor e Salvador!!!
Agradeço a todos que tornam possível este caminho, abraçando com amor a grande arte de receber o próximo, exercendo assim o resumo dos mandamentos “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.
Aos que já realizaram o caminho, espero terem revivido as boas lembranças de quando o fizeram e a benção de o ter concluído.
Aos que ainda não o fizeram, desejo sinceramente ter encorajado ou no mínimo, ter os deixado curiosos em viver esta experiência.
Aos que não conseguiram concluir, se preparem, tente outra vez, a um grande presente esperando por vocês em Águas de São Pedro, aos pés da imagem de São Tiago.
Um forte abraço (peregrino) e se Deus nos permitir, nos vemos por ai...Ultreya!!! Bom caminho!!!
Fabrício - 14.03.2013
1189 - Rosa Maria Cezar, de 24 de outubro a 3 de novembro de 2012
Minha primeira nuvem
Como é bom rever as setas ...é como rever um amigo que esteve por algum tempo longe dos olhos mas não do coração.Um amigo que transmite força,
segurança,tranquilidade,apoio.Para o caminhante a seta é tudo isso.
Não é fácil compreender um coração peregrino porque para quem não sente a magia do caminho uma seta é apenas uma seta e andar é apenas andar.
Ia dizer que a emoção começou quando revi as setas mas não.Essa emoção começou ainda quando eu percorria o caminho e depois de uma curva avistei uma nuvem.
Nesse dia prometi a mim mesma que voltaria e proporcionaria a alguém aquela mesma alegria.Nessa sexta feira,dia 22,pude cumprir minha promessa.
Passamos(eu,meu filho Daniel,o Gustavo e a Eliana,todos companheiros de caminho)pelos caminhantes no armazém do Limoeiro e seguimos adiante para preparar a nuvem
e esperar por eles.
Esperamos por mais de duas horas e não sentimos o tempo passar relembrando passagens do nosso caminho.Rimos muito e foi muito bom estar com meus companheiros novamente.
O tempo passando e a ansiedade e a emoção crescendo até que,da mesma curva onde avistei a minha nuvem,eles nos avistaram e aí não foi mais possível conter as lágrimas e foram só abraços e beijos e muuuiiito carinho.
Não dá para descrever com palavras o que sentimos.Assim como o caminho,tem que ir lá e viver a emoção.
É gratificante demais poder estar alí e amenizar o cansaço,a sede e transmitir com nossa disponibilidade a certeza de que nunca estarão sozinhos.
E assim nossos amigos caminhantes retomaram o caminho deixando conosco a certeza de que,mais nuvens e outras caminhadas virão...
Abraços Peregrinos
Rosa Maria Cezar
1188 - Elíada Marcos - de 09 a 19 de janeiro de 2013
Queridos Palma e Fátima,
Quase um mês já se passou desde que iniciamos nosso Caminho. Tantos sentimentos e acontecimentos tomam conta de nossas vidas nesses 11 dias e jamais imaginamos que os efeitos serão permanentes.
Retornamos mais fortes, no físico e na alma. Superamos as dores simplesmente para chegar e esse é o único objetivo do dia. Para mim, foi uma experiência profundamente marcante e uma das experiências mais lindas e importantes da minha vida.
Meu Caminho, como o de todos, foi bastante peculiar e divertido até. Comecei com meu par de tênis que logo no primeiro dia me detonou o pé, daí de chinelos, depois descalça, depois de chinelos de novo, de papete , daí voltei pra Sorocaba para comprar tênis novos que acabei não usando! E sabem o que foi melhor? Os três pares de calçados doados por pessoas extremamente generosas ah... e não posso deixar de contar o que a Dona Orlandina fez enquanto ia com seu Marino para Elias Fausto levar as mochilas. Ela me viu cam inhando descalça na chuva e tirou a sapatilha e as meias dela para que eu não me machucasse. Que gesto! Nem tenho palavras para descrever. Mas naquele exato momento eu estava muito feliz caminhando descalça, começava naquele momento minha lavagem na alma.
Também foi Indescritível o encontro com o Artur naquela tremenda chuvarada ao som da bela La Traviata. Ah... e ele me levou comprar tênis e outra papete em Saltinho também. Tenho um estoque e tanto de calçados peregrinos, pena que toda vez tenho problema nos pés.
Enfim, isso deve fazer parte dos meus Caminhos.
Com relação às hospedagens, a única que tenho algo a sugerir uma melhora pequena, mas que terá grande efeito para os peregrinos é no rancho do Sr.Egídio. Uma limpeza no teto dos quartos para tirar os insetos vivos ou mortos, já que dormimos em beliches. Consertar os chuveiros, pois não funcionavam direito, ou estavam gelados ou fervendo, não adiantava mudar a chave em cima. Colocar lençóis limpos, pois estavam com cheiro ruim. Também não havia água de manhã para nossa higiene. Em todos os outros lugares que ficamos, embora não houvesse luxo, e não estávamos em busca disso, ficava evidente que éramos esperados e que as coisas tinham sido preparadas para nos receber. Não foi péssimo, mas não dá para comentar sobre o rancho com saudade ou desejo de pernoitar lá da próxima vez. Não sei se ficaram sabendo eu fui à missa e o Padre disse que eu estava um pouquinho atrasada rsrsr. Por favor, não se esqueçam de mandar minha Arasólis. Tenho planos de ser voluntária, entrarei em contato quando estiver preparada e melhor estruturada para ver como posso cooperar e não atrapalhar ok?
Despeço-me com enorme saudade do Caminho,
Eliada
Sorocaba, 07/02/2013
1187 - Ricardo Alexandre Alves de Couto - de 16 a 26 de janeiro de 2013
1186 - Milton Cassiano
Fazer o Caminho do Sol é uma experiência no mínimo diferente. O que me
preocupava não era a distância e nem as situações adversas de tempo, uma vez
que já havia feito caminhos maiores e + difíceis. O meu grande desafio
seria: Como viver com outras pessoas por 11 dias? Como seria essa
convivência? Bom, desafio aceito e pé na estrada. O primeiro dia é angustia
só! Quantos serão? Será que são chatos? Roncam? Andam devagar? Terá alguma
bonitinha no grupo? A cada parada uma surpresa, uma descoberta. Descoberta
com relação aos outros, a nós mesmos. Existe uma coletividade, seja por
questão de necessidade ou por questão de princípios que faz com que o grupo
se encaixe como um todo. Ao final do caminho a maior dor não é a das bolhas,
ou pés. É uma dor estranha, forte e gostosa. É a dor da saudade, de ter
conhecido tantas pessoas especiais, que por mais que não se conhecessem
deram um exemplo de colaboração, compreensão e respeito. Obrigado a todos do
grupo (Turma de 25/12 a 06/01), a todos os organizadores e responsáveis pelo
caminho por me dar essa oportunidade.
Milton Cassiano
1185 - Alvaro Vilela
1184 - Maria Aparecida Bautista Mascaro - São Paulo - Capital - de 14 a 24/11/2012
Olá Fatima e Palma, como estão?
Como havia me proposto, concluí o Caminho do Sol!
O que dizer?
Não é só do Sol o Caminho, é da Luz, do Amor, da Superação, da Amizade, da Humildade, da Alegria, enfim, de tudo o que é bom.
Palma, agradeço a você que proporciona através da rota que idealizou, transformar pessoas que, como eu, precisam de tempo e espaço para se re-encontrar e viver uma das melhores experências de sua vida.
É maravilhoso dar um passo de cada vez e chegar "lá"!
Grande abraço pra vocês e obrigada Fatima pelo apoio no meio do Caminho.
Beijos mais leves,
Cida
1183 - Edgar Aparecido dos Santos - Jundiaí - de 14 a 24/11/2012
Ola Fatima,tudo bem?Estou escrevendo para agradecer,pois terminei o caminho sabado e simplesmente fiquei MARAVILHADO!!!!!com tudo,não acho uma palavra no vocabulario para descrever o que senti quando cheguei a casa de santiago,só tenho a agradecer a voce e seu irmão,pois voces são pessoas muito iluminadas por terem criado esse caminho,que Deus abençoe muito voces e a todos os anjos do caminho por esse trabalho de carinho e amor que proporcionam,a unica coisa que posso dizer é um simples MUITO OBRIGADO!!!!O resto é Deus quem vai recompensar voces,um abraço peregrino para voces que ja moram no meu coração!!!
1182 - Rosa Maria Cezar - de 24/10 a 04/11/2012
1181 - Dalila Fernandes Pereira - de 26/09/2012 a 06/10/2012
Bom dia Palma.
1180 - Janete Beatriz - "Jan Nete" <netefer@hotmail.com>
Com quantos passos se faz uma caminhada?
Em minha "caminhada" particular, reflito, quase todos os dias, sobre o aprendizado que trouxe em minha mochila.
No início (novinha) me parecia pesada e, não deixava de me perguntar, como iria sobreviver "só com aquilo"?
Na volta para casa, me dei conta de quanto era "leve" e quanta "bagagem" eu havia "acrescentado" em minha vida.
Peregrinar com o Toninho, Mário, Drica, Roberta e Suzana, Fátima sempre vigilante, conhecer o Claudio, Palma, Artur, Claudia, Bruno, os hospedeiros e muitos ANJOS, dividiu minha vida entre antes e depois do Caminho do Sol.
Quando me perguntavam qual a razão/motivo para fazer a caminhada ?
não tinha uma resposta concreta ( sentia que deveria ir )
Hoje, sei que minhas dores e "bolhas" não são as maiores, sei que posso e consigo, mas, acompanhada de uma multidão de Anjos, tudo fica mais fácil.
Continuo caminhando, driblando as pedras, um passo de cada vez, cada dia uma conquista, valorizando o raiar do sol, agradecendo os anjos que cruzam meu caminho.
Mantenho minha mochila limpa e, com o básico/necessário, porque pretendo voltar, fazer nuvens, mutirões e o que mais Deus me permitir.
Saudades
Janete Beatriz
1179 - Antonio Carlos P. Soares - de 20 a 30 de junho de 2012
Durante 11 dias estive vivenciando uma experiência única. Iniciei o Caminho do Sol (de 20 a 30/06/2012) para tentar colocar em teste minha capacidade para fazer o Caminho de Compostela, o qual tem sido motivo de meus sonhos.
Tenho me condicionado nos últimos 3 anos para que isso seja possível, mas não há nada como a prática para tirar as dúvidas, e resolvi aquiescer ao convite de minha esposa, fazendo um Caminho preparatório aqui no Brasil, para não ter, eventualmente, o dissabor de enfrentar um constrangimento em terras de além mar. Mesmo porque, lá não tem ambulância do SAMU pra me resgatar, no caso de contusão. :-O
Minhas observações não diferem muito das que meu irmão muito bem colocou nos depoimentos do site do Caminho ( http://www.caminhodosol.org/paginas.php?i=72 – depoimento 1178 de Vicente Soares), com relação à organização do roteiro, sinalização, detalhes, pessoas (aqui não poderia deixar de citar os hospedeiros, voluntários e anjos do caminho com sua dedicação, despreendimento e carinho) , lugares, paisagens, oportunidades e tudo mais, mas gostaria de complementá-las.
Em primeiro lugar, quero agradecer (o peregrino sempre agradece), acima de tudo, a oportunidade de estar com meu irmão Vicente, mais que algumas horas por mês, como vinha fazendo há muitos anos, e com ele partilhar momentos de sinergia e superação. Ainda farei isso com meu irmão mais novo (nem que seja de carro :-O ...).
Com o Caminho , aprendi que exercitar o corpo é uma obrigação, e não um sacrifício; que sou capaz de fazer muito mais do que supunha, mas também que tenho limites e que eu devo respeitá-los; que uma palavra de incentivo tem mais poder que muitas horas de malhação; que o calor do abraço fraterno é muito mais eficaz que um analgésico; que somos bípedes, e temos uma máquina excepcional e que funciona perfeitamente, e andar 30 km por dia não é nenhum devaneio (eu nunca havia andado mais que 6 km e em cima de uma esteira...); que TER ajuda, desde que se tenha para dar: ombro, carinho, respeito, conhecimento ou um simples sorriso, mas que SER é fundamental. Somos o que somos, e não o que gostaríamos de ser ou o que os outros esperam que sejamos; que as pessoas são falíveis, e que o erro pode ser uma defesa ou uma tentativa de acerto, e precisamos ser flexíveis; que o silêncio tem seu valor; que o certo pode não ser justo; que inventário não serve apenas para as empresas, temos que fazê-lo conosco também; que agulha e linha não serve apenas para costurar; que esparadrapo microporo é uma das melhores coisas para proteger suas unhas do pé; que passar vaselina nos pés, antes da meia, me ajudou a não pegar bolhas; que de tudo que colocamos na mochila, usaremos apenas 40% de seu peso, os demais 60% acreditamos ser indispensável e quando temos uma emergência, descobrimos o que realmente é indispensável (e isso vale para o peso que carregamos em nossas vidas)...
... e que eu sou, indiscutivelmente, gregário. Adoro estar com pessoas !!! Acredito que seja através da convivência com elas que crescemos mais rápido.
Quero agradecer à providência divina, já que o acaso não existe, pela oportunidade de conhecer e conviver com as “ meninas ” que conosco formaram grupo, pois para os " meninos ", TODOS MARINHEIROS DE PRIMEIRA VIAGEM, nada melhor que ter estado lado a lado com quem conhece quase todos os caminhos do Brasil e do exterior. É como se pudéssemos bater uma bolinha com o Dream Team , e com direito a palpites... quer mais?
Mas vamos falar sério: se alguém espera ir ao Caminho do Sol para emagrecer, fiquem sabendo que, depois de andar 241 km em 11 dias, engordei 1,5 kg. Como? Vão ter que fazer o Caminho do Sol e perguntar aos hospedeiros, aos voluntários e aos anjos que ficam nas "nuvens" do caminho. Só posso dizer que valeu cada minuto com eles (e cada um dos gramas adquiridos...).
Obrigado Palma e a todos os envolvidos nesse projeto. Obrigado a todos meus companheiros peregrinos pela alegria, convivência e pelas 2.492 fotos e 7,9 Gb de imagens que fizemos juntos.
Um grande
Antonio Carlos P.Soares
1178 - Vicente Soares - de 20 a 30 de junho de 2012
Olá pessoal do Caminho do Sol!
1177 - Maria Rodrigues - de 23 de maio a 02 de junho
Eu e meus colegas tivemos a oportunidade de compartilhar experências, choros, abraços e gestos solidários. Nesses 11 dias a alegria e a união do grupo foi fundamental para que chegassemos a Casa de Santiago. A caminhada me traz momentos de reflexão, e o caminho é um aprendizado que procuro levar para o meu dia a dia. O caminho tem vários cenários que nos deslumbram, mas a simplicidade e a hospitalidade das pessoas me encantam. A recepção calorosa do Sr. Clemente dono do Armazém do Limoeiro abasteceu-me de energia para seguir em frente, e claro, depois da cantoria ao som da viola aflorou as emoções, um lugar agradável que queremos ficar mais um pouquinho e com certeza voltar outras vezes.
Agradeço a todos os hospitaleiros, as nuvens que encontramos pelo caminho que após horas de caminhada esses anjos aparecem para saciar nossa forme e sede. A magia da pousada de Arapongas simples e aconhegante obrigado!
Ao Palma pela acolhida na chegada, e por compartilhar seus sonhos. Recomento à todos a experimentar essa esperiência transformadora, o caminho é feito pelo nossos proprios passos, mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco.
Maria Rodrigues SP
1176 - Masakatsu Toiya - maio e junho de 2012
I have been visiting Spain every year since 2007 and have walked several different routes of the Camino de Santiago. It has become my habit to work as a hospitalero for two months after finishing my pilgrimage out of gratitude for the routes.
This year, I came here, to Brazil, and walked the Caminho do sol after attending the meeting of the pilgrims (ENAP) in Aguas de San Pedro. The “Caminho” is well sign-posted and was easy to walk. I never worried about my safety while walking.
There were a lot of different styles of Pousadas; some were similar to the regular hotels, some were family-operated while others were operated by volunteer staffs only, and some were located in ranches. Regardless of the styles, they were clean and served excellent food and people there were kind. The route passed through the vast sugar cane fields and ranches and I enjoyed the wonderful scenery. Everybody in my group helped each other and I was deeply moved when I received the certificate from Mr. Palma after arriving at the Casa de Santiago in Aguas de San Pedro on the 11th day.
During this one and a half month, I arrived at the Casa de Santiago in Aguas de San Pedro three times; the first time as a pilgrim myself on foot, the second time as a volunteer hospitalero helping the walking pilgrims, and the third time as a volunteer hospitalero again to help the pilgrims riding bicycles.
Through this experience I was able to see the Caminho do Sol and the Brazilian pilgrims from various different angles. Meeting the people with warm heart, I came to like Brazil more and more. I have a plan to go to Spain after leaving Brazil and walk 1000km from Barcelona to Santiago de Compostela. I hope I could come back to Brazil and walk the “Caminho do Sol” once again with my Brazilian friends.
Masakatsu Toiya
1176 - Masakatsu Toiya - maio e junho de 2012 (tradução livre)
Eu tenho visitado a Espanha todo os anos desde 2007 e tenho andado por diferentes rotas do Caminho de Santiago. Tornou-se um hábito para mim trabalhar como hospitalero por dois meses após terminar minhas peregrinações por gratidão pelas rotas.
Este ano eu vim aqui para o Brasil e percorri o Caminho do Sol após o encontro com os peregrinos (ENAP- Encontro Nacional de Peregrinos) em Aguas de São Pedro. O "Caminho" é bem sinalizado e fácil de percorrer. Em nenhum momento me preocupei com minha segurança enquanto caminhava.
Existem muitos tipos diferentes de pousadas: algumas são similares aos hoteis comuns, outras são operadas por famílias, enquanto outras são operadas apenas por uma equipe de voluntários e algumas estão localizadas em fazendas. Independente dos estilos, elas são limpas e serviram uma comida excelente e as pessoas foram gentis. O trajeto passou pelos vastos campos de plantação de cana de açúcar e eu gostei muito do maravilhoso cenário. Todos no meu grupo se ajudaram e eu estava profundamente tocado quando recebi meu certificado do Sr. Palma após chegar à Casa de Santiago em Águas de São Pedro no 11º dia.
Durante esse mês e meio (posteriores à caminhada), eu cheguei à Casa de Santiago em Águas de São Pedro três vezes: a primeira vez como peregrino a pé; a segunda como hospitaleiro voluntário ajudando outros peregrinos; e a terceira vez novamente como hospitalero voluntário para ajudar os peregrinos andando de bicicleta.
Durante essa experiência pude ver o Caminho do Sol e os peregrinos brasileiros por vários ângulos diferentes. Encontrando pessoas com o coração quente, eu vim a gostar do Brasil mais e mais. Eu tenho o plano de ir para a Espanha após deixar o Brasil e andar 1000km de Barcelona a Santiago de Compostela. Espero que possa voltar ao Brasil e percorrer o “Caminho do Sol” novamente como meus amigos brasileiros.
Masakatsu Toiya
1175 - José Ghidini - de 18 a 28 de abril de 2012
Conclui o Caminho do Sol no dia 28 de abril.Eu e meus colegas,que tivemos a oportunidade de fazerem a caminhada com a peregrina italina Cristina Menghini, ficamos surpresos com a organizacao do Caminho. Tudo muito bem sinalizado.Parabens ao Palma, e equipe.Os anjos e nuvens do Caminho nos surprenderam, com a suas gentilezas e disponibilidade em nos ajudar para uma benvinda pausa no percurso, com seus sucos,refrescos, sanduiches e...muito mais. Aprendi muito.Como postou o peregrino Nivaldo, quem tiver orgulho e "nariz empinado"vai quebrar a cara...quando terminar o Caminho, tera aprendido a ser humilde, decididamente. ghidini
1174 - Nivaldo Nunes de Oliveira - de 2 a 12 de maio de 2012
Olá Fátima, Palma, tudo bem?Aqui Nivaldo,acabamos de concluir o caminho do sol no sábado 12/05/12, foi incrível. A união do grupo foi determinante.Cada um com seu potencial contribuiu decisivamente para que os 10 que partiram, chegassem.Minhas homenagens aos peregrinos agora diplomados Joy, Valeska, Andréia, Alberto, Suely, mestre Naka e também aosjaponeses Toiya, Hata e Matsuoca. Recomendo que todos façam a caminhada, principalmente quem está se sentindo muito sábio e poderoso.Vai tomar um banho de humildade...Parabéns pela organização, abnegação e dedicação.
1173 - José Ney Santos - de 15 a 25 de fevereiro de 2012.
Olá Fatima e Palma!
Votos de que esteja tudo bem com vocês e os que formam a Família Caminho do Sol.
Esse e-mail tem dois motivos.
1º - Desejar uma caminhada produtiva para os que partirão amanhã
28/03, e mandar daqui da Bahia as energias positivas de Todos os
Santos, Orixás e Espíritos de Luz, para sirvam de estímulo para
enfrentarem os 11 dias com garra e perseverança.
2º - Registrar meu depoimento sobre a experiência de ter feito todo o
percurso do Caminho do Sol no período de 15 a 25/02, integrando um
grupo que, com certeza, escreveu um capítulo a parte na história do
Caminho do Sol.
A decisão de fazer o Caminho do Sol se deu a partir do momento
em que comecei a me preparar p ara fazer o Caminho de Santiago, tendo
como percurso o Caminho Português.
Após leituras sobre o Caminho do Sol e tomando conhecimento do
cronograma de saídas de 2012, encontrei a data de 15/02, data em que
completaria 55 anos, o que foi decisivo para fazer os contatos e
buscar o apoio do consultor Nelson Segochi, escolhido por ser também o
nome do meu pai, e o Nelson só me motivou e recomendou assistir o
vídeo do Palma, que após assistir partir para efetuar a inscrição e a
aquisição do material, tarefa que tive a consultoria do meu filho
Lucas.
Depois de alguns e-mails trocados com o Nelson e a Fátima, e
atendidos todos os requisitos para a fazer o Caminho do Sol, saí de
Salvador no dia 13/02 para São Paulo e no dia 14/02 fui para Santana
do Parnaíba rumo a uma experiência que em alguns momentos me assustou
a perspectiva de não concluir, e frustrar os que acreditavam na minha determinação, ou reforçar a crença dos que acharam uma loucura pelo
fato de não ter um histórico de atleta.
Festejar meus 55 anos de idade no dia 15/02, iniciando uma
caminhada de 240km na companhia de 11 pessoas que conheci na noite de
14/02, fez com que cada um dos 11 dias de caminhada se tornasse um
marco de integração, reflexão e perseverança.
Dos 11 Peregrinos que sairam de Santana do Parnaíba no dia
15/02, apenas 06 cruzaram o Portal da Glória na Casa de Santiago em
Águas de São Pedro no dia 25/02, quandofomos recebidos por José Palma
no início da tarde daquele dia ensolarado, como todos os demais, visto
que fazendo jus ao nome Caminho do Sol, todo o percurso foi feito sob
um Sol inclemente e nos dias que em que choveu e chuva, às vezes com
trovoada, caiu no final da tarde ou a noite.
Ratificando a posição de que o grupo de Peregrinos de
15/02/2012 escreveu um página a parte na história do Caminho do Sol,
dos 06 que concluiram apenas eu participei da Missa o Peregrino no dia
25/02 às 19h00 e também apenas eu participei do Café com o Palma na
manhã do domingo 26/02.
Repetindo o depoimento que dei quando da chegada, fazer o
Caminho do Sol foi fazer um viagem interior, e aí cito interior sob
três aspectos:
1º sob o aspecto geográfico, porque passamos por 13 municípios do
interior paulista;
2º sob o aspecto físico, porque o esforço físico despreendido e as
dores que resultaram dele nos levaram a identificar partes do corpo
que jamais imaginávamos que existem;
3º sob o aspecto espiritual, por que nos permitiu o auto-conhecimento,
interagir com a natureza e com os nossos companheiros de caminhada,
nos dando a dimensão do que é ser solidário e nos tornando mais
humanos.
Gostaria de agradecer ao Nelson, o Palma, a Fátima, a to dos
os voluntários das nuvens ao longo do percurso, aos colaboradores das
pousadas, aos companheiros Zeca, Bira, Fernanda, Dayse, Alexandre e
Fenelon pela amizade construída no breve convívio. E um agradecimento
especial a Donizete, Clain, Helena e Marta pela oportunidade de serem
minha família por 11 dias e me acolherem no seu círculo de amizades.
Que Deus continue iluminando os Caminhos de todos e nos
permita o reencontro em novas caminhadas.
Ney Santos
O Baiano.
1172 - FRANCISCO ANGELI SERRA – de 11 a 21 de janeiro de 2012.
Se quiser ter a sua história. Vá e faça o seu caminhar.
Francisco.
1171 - Carlos " Kaká" Pereira, de 11 a 21 de janeiro de 2012.
1170 - Vivian Rapp Nölting - de 28 de dezembro de 2011 a 07 de janeiro de 2012
Prezados Palma e Fátima e todos Voluntários ,
falei com várias pessoas desde que voltei no dia 07 de janeiro de 2012.
Adorei ver a minha mãe , pessoa reservada , me contando que comentou com a professora de ingles, com a amiga, com a irmã, com a cabelelereira ... ela e muitos estavam vibrando juntos.
A minha decisão de fazer o Caminho foi motivada , além do chamado interno, por um depoimento verbal muito especial, de uma pessoa que fez o do Sol e o de Santiago , sem dar mais valor para um ou outro, definindo os dois como muito significativos.
O que é o Caminho ? Resumindo ... é um abraço multifacetado , mais forte, mais carinhoso, de mãe, de filho, amoroso, dependendo da situação.
Nos mostra que há algo que não se explica, q ue está aí permanentemente , basta estarmos atentos e com o coração aberto.
As respostas , o resultado, vemos nas pequenas e grandes coisas do dia a dia , bom que não só nós mas muitas pessoas ao nosso redor acabam se beneficiando com esta energia inexplicável.
Uma grande surpresa : Ter a oportunidade de fazê-lo ao lado de 12 pessoas , cada uma delas com uma qualidade especifica que ficará guardada eternamente na minha memória.
Com carinho,
Vivian Rapp Nölting
1169 - Danny Melo, de Brasília
Caminhar é um ato de amor. Amor próprio e ao próximo.
Caminhando tudo se transforma! Seus pensamentos, seu corpo, suas atitudes.
Caminhando seguimos o ciclo natural da vida de movimento constante porém nem um pouco uniforme.
O Caminho do Sol me deu vários presentes, inesquecíveis! Eu estava renascendo e ainda carregava pesos demais, e desnecessários, na minha mochila interna.
Tinha tanto medo de tudo e de todos que levei na minha mochila uma frase “Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio”.
Assim foram 11 dias intensos, onde tudo veio em muita quantidade: muito choro, muitas gargalhadas, muito carinho, muito amor. Meus anjos eram muito generosos e meu companheiro Manoel, muuito especial.
Depois do Caminho, eu estava muito feliz, aí, aproveitei a ‘fase do muito’ e fui muito radical: cortei o cabelo curtinho, fiz três tatuagens, vendi tudo o que tinha e fui passar oito meses em Minas Gerais. Realizei sonhos, joguei fora os pesos que carregava dentro de mim, me libertei!!! Pronto! Fechei um ciclo.
Dois anos depois fui percorrer o Caminho de Santiago de Compostela na Espanha. E agora to indo para o Caminho da Luz, depois Caminho das Missões e assim, caminhando e renascendo sempre.
Ao Caminho do Sol e aos seus mantenedores, minha eterna gratidão.
Daniela - Brasília/DF
"Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão,
continuaremos a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é necessário ser um."
1168 - Roberta Ramalho, de 23/11/2011 a 03/12/2011
roberta_ramalho@hotmail.com
O Caminho do Sol foi meu 3º caminho. No início de 2010 decidi fazer o Caminho de Santiago na Espanha e em 22 de abril estava dando meus primeiros passos nos mais de 880 Km entre Roncesvalles e Finisterre. Em junho de 2011 trilhei a Volta da Ilha, caminho organizado pela associação de peregrinos de Santa Catarina, que sai da grande Figueira no centro de Florianópolis e circunda a ilha por 188 Km entre praias e morros. E em novembro resolvi fazer os 241 Km do Caminho do Sol.
Caminhar longas distâncias, pra mim, é um exercício muito mais mental do que físico. Caminhando, meço a vida não em meses ou anos, mas em passos, passagens, paragens e imagens. São momentos que guardo dentro do coração. O abraço recebido, a sabedoria ouvida, o sorriso espontâneo, o causo, o conto... a amizade que surge. A percepção do tempo muda. Não é mais um tempo físico, o tempo passa a ser uma percepção emocional.
Saí de Curitiba na manhã que antecedia o início da caminhada e depois de pouco mais de 9 hs entre ônibus, metrô, trem e ônibus de linha chegava, de baixo de um temporal, em Santana do Parnaíba. Já na chegada tomei um susto. Eu não constava na lista de peregrinos. Aff, cometi o erro mais básico, não me certifiquei de que minha inscrição estava confirmada! Que vacilo, mas passado o susto inicial, tudo ficou resolvido num telefonema e onde caminham 5, caminham 6, ufa!!!
Caminhar em grupo é difícil, nem todos têm o mesmo propósito, mas o grupo era ótimo, dois homens e quatro mulheres, e logo as afinidades apareceram e decidimos fazer o caminho todo juntos. Minhas necessidades passaram a ser as dos outros e vive-versa. Às vezes precisei caminhar um pouco sozinha, ouvindo música, mas na maioria do tempo preferi ouvir e contar histórias. Quando alguém ficava pra trás, os outros esperavam, e assim seguimos unidos, quase todos. Como a companhia era boa, a conversa fluiu, não vi o tempo passar, esqueci do cansaço, das dores, das bolhas.
Sempre tive muita sorte, pois em todos os 3 caminhos fui sozinha, sem conhecer ninguém e encontrei pessoas especiais que fizeram meus passos mais leves. Em nenhum momento, em nenhum dos meus caminhos até agora, pensei em desistir ou no famoso “o que estou fazendo aqui”. Talvez porque todas às vezes que busquei um caminho, procurei saber o que me esperava e sempre foram decisões muito bem pensadas. Além disso, as pessoas com quem compartilhei o caminho vibravam na mesma sintonia, o que ajudou muito. São pessoas que hoje considero meus amigos.
O Caminho do Sol é um caminho interessante e diferente. Existe uma rede de voluntários surpreendente que o torna muito especial. A hospitalidade nas pousadas, a recepção e a confraternização da chegada nos conduz à reflexão e nos ajuda a entender os efeitos do caminho. Ser agradecido não é apenas dizer muito obrigado, mas sentir-se tocado pelo gesto. Vem de dentro. Nos leva, não apenas à reflexão, mas nos mostra como ser pessoas melhores no agir. Ouvi de um grande sábio algo mais ou menos assim: De que vale percorrer a pé tantos quilômetros pra valorizar o simples, exercitar o desapego, compartilhar... e correr na frente pra escolher a melhor cama? É preciso pensar no que fazemos pelo outro.
O sol, que dá nome ao caminho, me assustava bastante, e realmente foi uma grande dificuldade. O sol, o calor, a falta de sombra foram duros... mas tinham nuvens que nos salvaram muitas vezes. Só em imaginar como cada nuvem surgiu já me dava uma imensa alegria e ao mesmo tempo uma desconfortável sensação de não ter agradecido o suficiente. Mas minha maior dificuldade foi enxergar, em cores mais fortes, aquele meu defeito que pensei estar amenizado. Em alguns momentos, não consegui me segurar e entrei na vibração errada...
Caminhar ao lado de pessoas bacanas e que se tornaram cúmplices e amigos foi fácil. Difícil, foi enxergar em mim a imensa dificuldade em lidar com quem “meu santo” não bate. Minha sutileza “de elefante” me impediu de mostrar que quem não aprende com o amor, aprende com a dor... e no fim a lição quem recebeu fui eu. Aprendi que tenho um longo caminho a trilhar pra me tornar uma pessoa melhor, mais paciente, mais tolerante. Cada um tem seus motivos para ser como é. E só me resta aceitar.
Para aqueles que pensam em fazer o Caminho do Sol recomendo muito. É um caminho seguro, muito bem pensado e é nosso! Desculpe, Palma, pela apropriação do “é nosso”. O Caminho do Sol, genuinamente brasileiro, nos moldes do da Espanha, tem um grande diferencial... a afetuosidade do brasileiro. É especial justamente por ser em grupo, que nos ensina o significado do compartilhar, e pela rede de voluntários, que nos mostra o que é “fazer o bem sem olhar a quem”. É uma experiência incrível e que marca pra vida toda. Obrigada Palma e Fátima, obrigada a todos os hospitaleiros e voluntários, mas especialmente aos meus companheiros de jornada Mário, Little Janet, Su, Toninho, e Drica. Vejam as fotos no facebook, são 11 álbuns, um pra cada dia!!!
Roberta Ramalho
1167 - Maura Soares – de 28 de dezembro de 2011 a 07 de janeiro de 2012
“... que as pedras no meu caminho, meus pés suportem pisar. Mesmo ferido de espinho, Me ajude a passar.”
1166 - Oliver Meewes, de 09 de novembro a 19 de novembro de 2011;
Leon Tolstói
Depoimento de Oliver Meewes
1165 - Suzana Delgado, de 23 de novembro a 03 de dezembro de 2011
Quando resolvi fazer o caminho uma ansiedade me tomou conta, mas nem de longe poderia imaginar o que aconteceria nesses 11 dias.
No dia da palestra conheci minha primeira companheira ( Mãe Janete) e logo de cara já simpatizei com sua doce figura. E se não fosse por ela não teria chegado a Aguas de São Pedro.
Nosso grupo foi formado por 4 mulheres e 2 homens, personalidades bem diferentes que me fizeram perceber e descobrir coisas dentro de mim até então escondidas.
Toninho - experiente, guerreiro e solidário.
Roberta - forte, independente e sempre pesente.
Mário - companheiro, bem-humorado e sensível.
Janete - mãe, amiga e uma fortaleza.
Adriana - forte, solitária e firme no seu propósito.
E eu, Suzana, que fui aos poucos me abrindo pelo caminho.
Tive muitas bolhas nos dois pés, quando não doía o direito era o esquerdo que gritava. Mas meu coração também não calou e em alguns momentos chorei em silêncio por tudo o que vinha em meus pensamentos.
Estive muito perto de desistir, o quinto dia foi crítico. O tênis já não entrava mais nos meus pés inchados e Janete aparece com sua papete me pedindo para tentar.
E foi isso que fiz, tentei. E cada dia se tornava mais uma superação.
Exatamente nesse quinto dia descobri como sou orgulhosa. No primeiro momento doeu ter de aceitar isso porque eu que sempre fui amiga, voluntária em diversos trabalhos não poderia aceitar ajuda de pessoas que até então não tinha nenhum vínculo. Aceitar a papete da Janete aliviou meus pés, mas meu coração sangrou porque não queria ser nenhum incômodo para o grupo.Eles diminuíram o ritmo por mim e nenhum momento me deixaram só.
Aprendi também com cada hospitaleiro e voluntário do caminho. Alguns renovaram os meus votos que podemos fazer um mundo diferente, que podemos ser amigos, irmãos, companheiros sem que haja qualquer interesse por trás. Nós podemos fazer um mundo melhor, basta que cada um queira e tente. Acho que essa é a palavra TENTAR.
Deixo aqui também um grande abraço ao Palma e a Fátima que permitiram que tudo isso fosse possível. Obrigada a todos por esta oportunidade
Suzana Delgado
1164 - Maristela Marques Pereira Pinto - de 9 a 19 de novembro de 2011.
Eu tinha uma besteira de achar que só dormia com meu travesseiro, só a minha cama era boa, só eu cozinho bem, essa comida eu não como, este lugar é feio, não preciso dos homens, não preciso de ninguém, mas tudo isto veio por terra quando no caminho, diante da dificuldade, cansaço, sol, chuva, medo, choro, exaustão, a cada parada era o melhor lugar, a melhor cama. Tudo foi importante para meu crescimento; hoje qualquer travesseiro me serve, qualquer comida é boa, todo lugar é lindo. Estou mais leve. O caminho é maravilhoso.
1163 - Toyo Takara - de 07 a 17 de setembro de 2011
O Caminho do Sol foi uma experiência única e gratificante na minha vida, foram 11 dias em companhia de pessoas muito, muito bem humoradas e maravilhosas, só tenho a agradecer a Deus e a cada pessoa deste grupo do qual fiz parte e aos “Anjos” que cruzaram o nosso caminho para cuidar de nós com muito carinho e amor. A todos vocês, muito obrigada!
Quanto à peregrinação, o 1º dia foi muito difícil, mas depois fui perdendo o medo e a insegurança, e tudo ficou mais leve e prazeroso.
Agora, as respostas para muitas dúvidas que tenho não as tive ainda, mas tenho certeza de que elas virão em breve.
Só posso dizer que foi muito bom estar em contato com a natureza, andar nas áreas rurais vendo o verde, o por do sol e o nascer do sol, a lua, as estrelas ... foi tudo muito lindo.
Toyo “Margarida” Takara
1162 - Raquel Amado Bahia Gama – de 07 a 17 de setembro de 2011
"Caminho do Sol, só fazendo para entender o porque.....ele nos acompanha o caminho todo e mesmo saindo cedo ele esta lá nos proporcionando cenas lindas e únicas.
1161 - BRUNO MATINATA - de 17 a 27 de agosto de 2011
1160 - Vicente Marcelino - de 17 a 27 de agosto de 2011
Bom dia amigos do "Caminho".
Que alegria agora fazer parte desse grupo tão especial de homens e mulheres com o mesmo objetivo comum.
Eu, Vicente, após "marchas e contra marchas" finalmente parti para o meu caminho.
Apresentei-me em Santana na tarde do dia 17/ago/11. Estava entre curioso e assustado. Será que é isso mesmo o que eu estou propondo para mim mesmo?
Bem, dia 17 pela manhã, mochila nas costas (completa com tudo e mais um pouco do que eu achava que iria precisar), preocupado pq não sabia arrumar a mochila e achava qua as camisetas iriam amassar!!?? Parti rumo a Pirapora junto com um novo e querido amigo recente o Bruno de 23 anos, eu tenho 64.
O Sol estava nos "saudando" até a subida do cala boca". Aí amigos senti o drama da mocchila pesada. Traveiu a coluna e com muita vergonha achei que não chegaria nem na primeira cidade.
Porém o jovem bruno me deu uma grande força e incentivou-me a continuar, mesmo eu dizendo a ele pra prosseguir e me deixar ali mesmo (no cruzeiro). Mas, com grande esforço e o Bruno levando a minha mochila também fomos até Pirapora. Na pousada lembrei-me das palavras do querido mestre Palma "não decida nada até o dia seguinte, durma primeiro".
E foi o que fiz. Acordei "inteiro" e daÍ para frente foi só prazer, alegria, descobrimento e conhecimento de um mundo todo novo para mim.
Eu sou Coronel da policia Militar de São Paulo, comandante da Cavalaria e da tropa de Choque, portanto não era nenhum recruta. Mas foi exatamente assim que me senti.
A caqda dia um novo aprendizado, um novo reconhecimento de minhas falhas e de meu proceder com pessoas estranhas.
Aprendi na pratica a simplicidade e a amizade desinteressada das pessoas nas Pousadas. Aprendi com o Bruno, com o Caminho e comigo próprio.
Agradeço a Fátima que sempre esteve do nosso lado com sua preocupação pelo nosso estado, ao Edu, a Cleusa, Gabiela, Rodolfo, Juarez e Andrea por darem seu tempo, seu conhecimento e sua alegria para nós no Caminho. Que legal!!
Agora, de fato, começa o meu caminho, mas, será mais fácil com todo o meu aprendizado nestes 11 dias de marcha.
Obrigado a todos.
Que a Paz do nosso Senhor, nosso Deus esteja sempre entre nós.
Vicente.
1159 - Andréa Oliveira - de 10 a 21 de agosto de 2011
CELEBRAÇÃO
1158 - Angela Golin - de 10 a 21 de agosto de 2011
O Caminho do Sol foi, para mim, uma redescoberta da capacidade de me ligar a outras pessoas, de ampliar meus horizontes, de exercitar a tolerância com meus próprios defeitos, de testar meus limites, de descobrir coisas novas e de relembrar muitas coisas que eu já havia esquecido.
Descobri que caminhar junto é mais gostoso do que caminhar sozinha; que tirar fotos de gente de costas tem tudo a ver com o caminho; que um dia pelo menos vc vai ficar esgotada e que os outros vão te dar força, assim como vc vai fazer o mesmo por eles num outro momento; aprendi que tudo passa, mas que um pouco de tudo, sempre fica; descobri que depois que a gente volta continua descobrindo coisas incríveis nos amigos do caminho e naqueles com quem convivíamos antes e nem sempre prestavamos atenção... e tantas coisas ainda vou aprender e descobrir com esse e com outros caminhos que pretendo trilhar.
Agradeço os amigos que percorreram juntos esses 11 dias, esses 240km embaixo de sol, poeira e alguma chuva, pois eles foram o melhor do caminho sem sombra de dúvida, são mais do que eu esperava encontrar e muito melhores do que eu merecia.
Valeu! Até o próximo caminhar!
Bom caminho a todos.
Angela Golin
Avaré - SP
1157- Yoshimi Tamura - de 10 a 21 de agosto de 2011
MEU COMPANHEIRO
1156 - Nilce Fuzii - julho de 2011
Acabei de fazer o Caminho do Sol com as amigas Sandra Braum (amei conhecer voce)
Sandra mendonca, Antonieta, Fatima, Gabriela e Santiago.
Este ano eu e meu marido estamos comemorando nossos 25 anos de casados,e decidimos fazer varias atividades juntos, e isso tem acontecido gracas a Deus.
Quando minha amiga Fatima me convidou para fazer o caminho, logo pensei que para isso eu teria que deixar nosso plano de lado.
Mas gracas ao apoio dele (que ate fez o meu cajado)eu fui.
O fato de ter ido, mesmo sem ele, me ajudou ainda mais a admira lo.
Quando estamos caminhando e nas longas conversas com as amigas, muitas vezes nosso coracao vai onde deixamos nossos filhos, marido e todos os que amamos. E nessa hora nos sentimos privilegiadas por Deus ter colocado em nossa vida pessoas que nos amam e nem porisso nos aprisionam.
Com sol quente e mochila nas costas nos sentimos felizes e livres.
As paisagens nos faz agradecer por podermos estar ali, e com o apoio de todos,tanto dos que ficaram quanto dos que estao ao nosso lado, concluimos o quanto somos felizes.
Sentirei saudades desses momentos
Obrigada a todos
Nilce
1155 - Gabriela Ariston - julho de 2011
1154 - Edmo Neves - de 13 a 23 de julho de 2011
Edmo Neves
1153 - Sandra Braum - julho de 2011
Olá queridos amigos!!!
Minha procura pelo Caminho do Sol começou uns seis meses antes da ida definitiva. Sou de RS e então a pergunta óbvia se fez: Ir ou não ir para tão longe simplesmente para caminhar? E como será ir sozinha sem saber quem irei encontrar? Será que é gente legal? Serão companheiros ou serão campanheiras? Quantos serão e que histórias terão? Será que eu chegarei em Santana inteira ( morro de medo de capitais!!) e será que não me perco? No dia da viagem já não dormi mais.
No momento que entrei no ônibus para Santana eu relaxei e seja o que que for, seja quem for, seja que histórias terão será legal. Pois bem, chequei na pousada e já estava meio em casa, conversei um pouco com Cristiano e tudo estava razoavelmente tranquilo. Ainda havia a dúvida: com quem caminharei? Eis que Palma e esposa chegam e descubro que seriam mulheres como companheiras. Pronto, já me senti mais em casa ainda, vai ser um Saia no Caminho alternativo. E havia ainda um casal sendo que o rapaz é gaúcho. Pronto de novo, já estava mais em casa e poderia dizer uns "Bah tchê, barbaridade" sem parecer louca de mais.
Eis que chegam as meninas e suas familias, tudo é um festerê. As histórias já começavam ali mesmo, pois os maridos já haviam feito o caminho. Desde este momento já me apaixonei pela risada da "Nirsão". É um riso pra lá de 'bão' e é super determinada. A 'To' tem o espírito afiado, não tem mal tempo e nem piada que passe despercebida por ela. A 'Fá' é uma mãe em todos os sentidos e todos com letras maiúsculas. A minha xará, a Sandra, é profunda, silenciosa e muito, muito meiga, paciensiosa e calma. Como não aprender com esse grupo???? Eu só tenho a agradecer a elas. Me acolheram, me ajudaram muito, talvez até sem saberem, e isso foi o maior barato. Tenho muito mais claro o que é compartilhar , eu sei fazer contas de divisão, e espero ter aprendido um pouquinho o que é compartilhar com essa moças lindonas! Serei eternamente grata.
As nuvens, bem... não tenho palavras para elas também. Nunca tinha visto algo assim e novamente o compartilhar se fez presente.
Em todas as pousadas, novamente quem estava lá: o compartilhar
E o casal Santiago e Compostela ( Gabriela), tem um compartilhar entre eles muito bacana, um companherismo muito presente. Gostaria de ter passado mais tempo junto, ter feito mais fogueiras e trocado mais histórias, pois eles tem muitassssssssssssssssss vivências.
E por fim, senão isso aqui não será um depoimento, mas sim um livro, o compartilhar de Palma e Fátima. Agradeço por esse caminho tão lindo, tão amoroso, tão especial e tão cuidadoso. Partilhar com é um grande desafio, é necessário um grande coração recheado com um grande amor . Muito grata por tudo Coração.
Abraços para todos,
Sandra Braum
1152 - Maria de Fátima R. Felix de Freitas - julho de 2011
Há 3 anos atras, meu marido decidiu passar 11 dias caminhando, justamente no 8 mês da minha gravides. "Que absurdo".
Passados 3 anos, foi a minha vez, e todos me perguntavam:" Porque? E promessa?"
Chamei algumas amigas, e fiquei aguardando as respostas. Tive uma confirmação e foi o inicio. Bom faltava alguns detalhes:Com quem deixar a minha filha mais nova? E as ferias das crianças, o que faria para distrai-lãs? E o comércio , como me ausentar por tanto tempo? Enfim, encontrei as respostas, pois ninguém é insubstituível! Quando fui fazer a palestra, outro desafio: que sobreviver com apenas 7 k bagagem: isso significava que tirando o peso da própria mochila que de 2,3k dobrariam exatos 4,7 k para cremes, papete, camisetas, calcas- bermuda, curativos, água....que desafio! Conclusão:fui! Mochila nas costas e pé no caminho.
Varias perguntas me pertubavam: será que consigo? Vale a pena? Os dias foram passando e dia a dia as dificuldades foram vencidas. Confesso que meu dia a dia é muito mais difícil do que qualquer dia que passei caminhando.
Aprendi que preciso falar menos e ouvir mais. Descobri que incomodo: Ronco, baixinho como falaram minhas amigas, mas ronco! Nem dormi direito as noites seguintes,com medo de roncar. E que vontade de fazer umas comprinhas em Capivari, mas o fato de aumentar o peso para carregar, me fez desistir de todas vaidades,minto, batom, lápis de olho, esmalte,lenços coloridos ,..... Ainda bem que o Palma nao fez a tal vistoria nas mochilas rsrsrss. Canavial, poeira, mas de batom e unhas feitas.
E o peso nem era tanto assim, tudo é questão de costume, determinação ........
Agradeço aos marido e aos meus filhos por me apoiarem nesta caminhada.
As minhas amigas por aceitarem o convite para caminhar e ainda agüentarem meus roncos, gargalhadas....Todos caminham no seu dia a dia, mas quando temos alguém para nos acompanhar, esta caminhada fica muito mais alegre e fácil!
Fátima Freitas
1151 - Sidney Faile Ucella - de 13/07/2011 a 23/07/2011.
Não lembro ao certo quando tomei ciência da existência do Caminho de Santiago de Compostela na Espanha, mas desde então, sempre acompanhei com entusiasmo relatos e histórias de peregrinos que percorreram essa rota milenar. Os anos foram passando e decidi que era chegado o momento de “peregrinar”. Minhas férias do trabalho se aproximavam e bateu uma dúvida. Será que eu iria gostar, de fato, desta experiência? Ir até a Espanha pra ver se era isso mesmo não me pareceu uma boa ideia. A partir daí comecei a pesquisar opções no Brasil e fui levado ao site do Caminho do Sol, por onde naveguei diversas vezes, lendo e relendo os depoimentos dos caminhantes com entusiasmo. Pronto, é isso, pensei: “Vou fazer o Caminho do Sol nas férias e se eu gostar, me programo para fazer Santiago de Compostela.”
Um forte abraço,
Sidney Faile Ucella
1150 - Maria Luiza Gazzetta - Primavera/SP - de 13 a 23 de julho de 2011
Depoimento sobre o caminho do sol - de 29/06 a 09/07/2011
Cada um tem o caminho que precisa e merece e comigo não foi diferente!
Há 20 anos faço caminhadas com meu marido e companheiro de aventuras...a
natureza nos refaz, nos energiza! Sentindo esta necessidade, nos propomos o
desafio do Caminho do Sol. Quantas surpresas, histórias, sabores e alegrias
ao descobrir que os limites existem para serem ultrapassados. Encontramos as
condições e situações que precisávamos...vivenciamos tristezas, mudanças,
renovações...experimentamos a solidariedade e hospitalidade de “estranhos
conhecidos”! Fomos abençoados por muitos anjos que nos protegeram,
alimentaram e ensinaram...
Obrigada a todos que fizeram do nosso caminho um grande aprendizado.
Obrigada Dirley e Fabí pelas passadas doloridas mas alegres! Obrigada
Carmen, que precisou parar, mas marcou sua presença.
Fomos, como nos definiram, 03 pessoas felizes caminhando...
Nelma Meo
LEIA MAIS DEPOIMENTOS DE CAMINHANTES ACESSANDO AS PASTAS ABAIXO
2009
2010
Primeiro semestre de 2011
Quando me perguntavam qual a razão/motivo para fazer a caminhada não tinha uma resposta concreta ( sentia que deveria ir )
1180 - Janete Beatriz
O que é o Caminho ? Resumindo ... é um abraço multifacetado , mais forte, mais carinhoso, de mãe, de filho, amoroso, dependendo da situação.
Nos mostra que há algo que não se explica, que está aí permanentemente , basta estarmos atentos e com o coração aberto.
1170 - Vivian Rapp Nölting
“AGRADECIMENTO ESPECIAL
Ramón, meu caro, você é o cara. Um dia te dei minha mão para guiar teus passos inseguros, próprios da criança que começa a andar. Caminhamos juntos, por muito tempo, você amparado por minha fragil, mas segura mão. Eu sempre à frente, você a um passo atrás. Os anos foram passando, você ganhou autonomia no seu andar seguro, inteligente, confiante e vitorioso.Fomos companheiros de rir, chorar, mijar juntos. Creio que nesta experiência que tivemos (Caminho do Sol) , em nada aumentou esse companheirismo. Em nada aumentou a reciprocidade de nossos sentimentos. Não se acrescenta algo a aquilo que é pleno, total, imensurável, infinito. Apenas, eu seu pai, tive a oportunidade de ter sua mão segura e carinhosa, a guiar o meu caminhar, nesta empreitada. Foi sua vez de guiar meus passos,( no caso, pedaladas) cansados e trôpegos pelos quase 80 anos (não espalha...). Mas VOCÊ, foi mais sábio, diria anda, mais respeitoso. Nunca passou à minha frente... Nunca fez prevalecer seu físico jovem e priviligiado, na dianteira do caminho. Sempre na retaguarda, atento, vigilante, cuidadoso. Amigo, obrigado. Paro por aqui, antes que uma lágrima denucncie minha emoção.Beijão no seu coração. Papai."
Celen Orives
469 - Celen Orives
» Leia o depoimento completo







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